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Cães de Utilidade

Cães de Utilidade

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  • Data: 25/06/2014

Cães de Utilidade (Padrão de Raças - Grupo 7)

Esse grupo possui cães que desempenham funções importantes para o Homem. Aqui temos os cães de pastoreio, os cães de tração e os cães de resgate. Diferente da caça, essas funções ainda são bastante executadas. 
São cães que se destacam no aprendizado e gostam muito de atividade. Também não indicados para espaços pequenos.

 

 

AUSTRALIAN CATHE DOG

 PADRÃO OFICIAL DO BOIADEIRO AUSTRALIANO (AUSTRALIAN CATTLE DOG)  

 

APARÊNCIA GERAL  

A aparência geral é a de um cão de trabalho robusto, compacto e de construção simétrica com habilidade e disposição para executar qualquer tarefa árdua; a combinação de substância, força, balanceamento e sólida constituição muscular deve ser tal que denote grande agilidade, força e resistência. Qualquer tendência à gros¬seria ou fragilidade é uma falta séria.

 CARACTERÍSTICAS  

Seu propósito utilitário é a ajuda no manuseio do gado, tanto em campo aberto como em áreas confinadas. Sempre alerta, extremamente inteligente, atento, corajoso e digno de confiança com uma vocação irrestrita para obedecer, fazem-no um cão ideal. Sua lealdade e espírito protetor tornam-no um guardião especialmente indicado para o criador de gado, seu rebanho e sua propriedade. Apesar de desconfiado com estranhos deve se apresentar afável durante o manuseio da pista de exposição.

CABEÇA  

A cabeça deve estar em balanceamento com a sua conformação geral, e de acordo com as outras proporções do cão; é de crânio largo e arqueado, apenas ligeiramente, por entre as orelhas, achatando-se em direção a um stop superficial, porém definido. As  bochechas são musculosas, mas não grosseiras ou proeminentes; a mandíbula é forte, profunda e bem desenvolvida. A região anterior da cabeça é larga e bem cheia abaixo dos olhos, afilando gradualmente em direção a um focinho de comprimento médio, profundo e poderoso. Os lábios são esticados e lisos. O nariz é preto, independentemente, da cor do cão. Dentes - Os dentes devem ser perfeitos, fortes e espaçados de maneira regular, articulando-se com uma ação semelhante à tesoura: os incisivos inferiores fechando por trás, e apenas tocando os superiores. Não pode ser nem prógnata nem retrognata.- Os olhos devem ser de formato oval e de tamanho médio; nem proeminentes nem afundados, e precisam expressar vigilância e inteligência. Um olhar de advertência ou desconfiado, é característico. A cor dos olhos é marrom-escuro. Orelhas - As orelhas deverão ser de tamanho moderado, de preferência  menores do que maiores; largas na base; musculares, eretas e moderadamente pontiagudas (não devem ser em formato de colher e nem orelhas de morcego). Inseridas bem separadas no crânio, e inclinadas para fora, sensíveis aos sons, e firmemente eretas quando em atenção. A parte interna das orelhas deve ser razoavelmente provida de pelos.

 PESCOÇO  

O pescoço é de força excepcional; musculoso e de comprimento médio, alargando-se para fundir-se ao corpo; livre de barbelas.

 ANTERIORES  

Os ombros são dotados de escápula larga e são inclinados, musculosos e bem angulados com o braço; as coroas das escápulas não devem estar muito juntas. As pernas da frente tem fortes ossos redondos que se prolongam até os pés, sem enfraquecimento nos metacarpos. As pernas da frente devem ser perfeitamente retas quando vistas de frente, mas, vistos de lado os metacarpos devem apresentar uma ligeira inclinação em relação ao antebraço.

  POSTERIORES  

Os posteriores são largos, fortes e musculosos. A garupa é um tanto quanto longa e inclinada; as coxas são compridas, largas e bem desenvolvidas,  com angulação de joelho moderada. Os jarretes são fortes e bem baixos. Quando vistos por trás, os posteriores, do jarrete até os pés, são retos e posicionados nem juntos, nem muito afastados.

 PÉS  

Os pés são redondos e os dedos são curtos, fortes, bem arqueados e bem fechados. As almofadas são duras e profundas e as unhas devem ser curtas e fortes.

 CORPO 

O comprimento do corpo medido em linha reta da ponta do esterno até o traseiro é mais longo do que a altura na cernelha, numa proporção de 10 para 9. A linha superior é em nível; o dorso é forte; e as costelas bem elásticas e bem arqueadas (sem que sejam costelas em barril). O tórax é profundo, musculoso e moderadamente largo; o lombo é largo, profundo, musculoso e com flancos recolhidos; fortemente unido entre a frente e os membros posteriores.

 CAUDA 

A inserção da cauda é baixa  em seqüência à linha inclinada da garupa e quando em repouso deve pender em ligeira curva, e seu o comprimento deve atingir, aproximadamente, o jarrete. Durante a movimentação e/ou excitação pode elevar-se mas, em nenhuma cir¬cunstância, qualquer parte da cauda pode ser portada além da li¬nha vertical traçada através da sua raiz.

 

PELAGEM  

O pelo externo é resistente às intempéries e moderadamente curto, reto e de textura média com sub-pelo curto e denso. Atrás  dos membros o pelo é mais comprido formando uma franja moderada. A cauda é peluda o suficiente para formar uma boa escova. A cabeça, os anteriores, os posteriores do jarrete ao solo, são providos de pelos curtos. 

COR 

AZUL - A cor deve ser azul ou azul-mosqueado; com ou sem outras marcas. As marcas permitidas são: preto, azul ou marcação canela na cabeça, de preferência distribuídas de maneira uniforme. A marca canela da metade da perna da frente, estende-se para cima até o antepeito e a garganta, com marcas canela (tan) nas maxilas; no posterior as marcas canela do interior das pernas de trás estendendo-se para o interior das coxas revelando-se na frente dos joelhos e para a parte de fora dos jarretes até os dedos. No corpo, o sub-pelo de cor canela é permitido contanto que não apa¬reça  através do pelo externo de cor azul. Marcas pretas no corpo não são desejáveis.

 COR 

VERMELHO-MOSQUEADO - A cor deve ser um bom vermelho-mosqueado uniforme por todo o corpo, incluindo o sub-pelo ( que não deve ser branco ou creme) com ou sem manchas vermelhas mais escuras na cabeça. Na cabeça, é desejável que as marcas sejam uniformes. São permitidas manchas vermelhas no corpo, mas não são desejáveis.

 

TAMANHO 

A altura desejável na cernelha deve estar dentro das seguintes medidas:

                MACHOS  - 46cm. a 51cm.   

               Fêmeas  - 43cm. a 48,5cm. 

           Machos ou fêmeas acima ou abaixo dos tamanhos especificados são indesejáveis.

 MOVIMENTAÇÃO 

Enérgica e típica é da mais alta importância. A ação é precisa, livre, flexível e infatigável. O movimento dos ombros e dos anteriores é harmônico com o impulso dos posteriores poderosos. É essencial que haja capacidade para uma movimentação rápida e súbita. Cães pernaltas, ombros carregados ou soltos,  escápulas de colocação reta, fraqueza nos cotovelos, metacarpos ou pés, joelhos retos, jarrete de vaca ou perna em arco  devem ser consideradas faltas sérias.

 

 

BEARDED COLLIE

 

 

 

 PADRÃO OFICIAL DO BEARDED COLLIE

 

CARACTERÍSTICAS  

O BEARDED COLLIE é resistente e ativo, com a aura de vigor e agilidade características do legítimo cão de trabalho. Criado durante séculos como companheiro e serviçal do homem, é um membro da família devotado, e inteligente. É estável e auto-confiante, não apresentando sinais de timidez ou agressividade. É uma raça  natural e que permanece ainda sem ser desvirtuada.

APARÊNCIA GERAL  

O BEARDED COLLIE é um cão de tamanho médio com uma pelagem  de comprimento moderado que acompanha as linhas naturais do corpo e permite boa quantidade de luz sob ele. O corpo é longo e magro, e apesar de poderosamente construído nunca deve dar a impressão de ser pesado. Uma expressão inteligente e inquisitiva é um traço distintivo da raça. O BEARDED COLLIE  deve ser apresentado numa postura natural.

CABEÇA  

A cabeça é proporcional ao tamanho do cão. O crânio é largo e achatado; o stop moderado, e as bochechas preenchem bem a região abaixo dos olhos; o focinho é forte e cheio; a cana nasal tem o mesmo comprimento do que a distância entre o stop e o occipital. O nariz é grande e quase quadrado. Um focinho pontudo deve ser penalizado. (Veja-se Secção COR para pigmentação). Olhos - Os olhos são grandes, expressivos, suaves e afetuosos, mas não redon¬dos ou protrusos e são inseridos bem afastados. As sobrancelhas são arqueadas para os lados a fim de emoldurar os olhos e só com¬pridas o suficiente para fundir-se, de maneira suave, com a pela¬gem das laterais da cabeça. (Veja-se Secção COR para a cor dos olhos). Orelhas - As orelhas são de tamanho médio, pendentes e cobertas por pêlos longos. São inseridas ao nível dos olhos. Quando o cão está em atenção elevam-se, ligeiramente, na base. Dentes - Os dentes são fortes e brancos, dispostos em uma  morde¬dura em tesoura. Dentição completa é desejável.

PESCOÇO  

O pescoço está em proporção ao comprimento do corpo; é forte e ligeiramente arqueado, fundindo-se, de maneira suave, aos ombros.

ANTERIORES  

Os ombros são bem inclinados para trás, em um ângulo de aproximadamente 45 graus. A linha traçada do ponto mais alto da escápula até a articulação escápulo-umeral, faz um ângulo, aproximadamente, reto com a linha traçada da articulação escápulo-umeral até o cotovelo. As coroas das escápulas situam-se atrás da cernelha, e as escápulas inclinam-se para fora, apenas o suficiente, para que haja acomodação ao desejável arqueamento das costelas. As pernas são retas e verticais, com ossos substanciais, porém não pesados e são cobertas por pêlos hirsutos em toda a volta. Os metacarpos são flexíveis, mas sem fraqueza.

CORPO  

O corpo é mais comprido do que alto, aproximadamente, em uma proporção de 5 para 4, medindo-se o comprimento: da ponta do esterno até a ponta do ísquio; e a altura: do ponto mais alto da cernelha. O comprimento total da linha superior fica mais próximo ao da caixa torácica do que ao do lombo. A linha superior é em ní¬vel. As costelas são bem arqueadas próximo à coluna vertebral, mas são achatadas lateralmente. A caixa torácica é profunda atingindo, pelo menos, os cotovelos. O lombo é forte. A linha superor em nível encaixa-se, de maneira suave, por entre a curvatura da garupa. Uma garupa plana, assim como uma caída devem ser severamente penalizadas.

POSTERIORES  

Os posteriores são poderosos e musculosos na região das coxas e os joelhos são bem angulados. Os jarretes são baixos. Quando vistos por trás, em posição normal, os metatarsos são perpendicula¬res ao chão e paralelos um com o outro; quando vistos de perfil, caem exatamente para trás da perpendicular baixada da ponta do ísquio. As pernas são cobertas em toda a sua volta por pêlos hirsutos.  

CAUDA  

A cauda é inserida baixa e, comprida o suficiente para atingir, ao menos, a ponta do jarrete. Quando o cão está parado é portada baixa com uma pequena torção da ponta para cima. Quando o cão está excitado ou em movimentação a curva se acentua e a cauda pode ficar elevada, mas nunca poderá ser portada além da linha vertical. A cauda é coberta com pêlos abundantes.

PÉS  

Os pés são de formato oval e com as solas bem almofadadas. Os dedos são arqueados e juntos, bem cobertos por pêlos, inclusive por entre as almofadas.

 PELAGEM  

A pelagem é dupla com sub-pelo macio, denso e fechado. O pelo externo é liso, áspero, forte e hirsuto, livre de lanosidade ou  sem encaracolar, ainda que, uma ligeira ondulação seja permitida. O pelo cai naturalmente de ambos os lados mas nunca deverá ser repartido artificialmente. O comprimento  e a densidade do pelo são suficientes para prover uma pelagem protetora e realçar o contorno do cão, mas não deve ser tão profusa a ponto de esconder as linhas naturais do corpo. O cão deve ser exposto tanto naturalmente como harmonioso em virtude de uma boa toalete (grooming ), mas a pelagem não deve ser cortada (trimada) de forma alguma. Na cabeça, a cana nasal é esparsamente coberta por pêlos, ligeiramente, mais compridos dos lados a ponto de encobrirem os lábios. Nas bochechas, lábios  inferiores e no queixo os pêlos vão aumentando de comprimento em direção ao tórax, formando uma barba típica. Um pelo excessivamente longo, sedoso, ou que foi cortado (trimado) em qualquer lugar deverá ser severamente pe¬nalizado.

COR  

PELAGEM - Qualquer BEARDED COLLIE poderá nascer tanto preto, como azul, marrom, castanho-amarelado com ou sem manchas brancas. Na idade madura  a cor da pelagem poderá clarear, de modo que os que nasceram pretos poderão vir a ter qualquer matiz de cinza, desde o preto até ao ardósia e ao prata, e aqueles que nasceram mar¬rons, do chocolate ao areia. Azuis e castanhos também podem apresentar matizes do escuro ao claro. Quando ocorrem manchas brancas elas deverão limitar-se ao focinho (como uma mancha), ao crânio, à ponta da cauda, ao tórax, às pernas e pés e ao redor do pescoço. Os pêlos brancos não devem expandir-se no corpo, para trás dos ombros, ou na cara, ao redor dos olhos. Ocasionalmente, pode ocorrer marcações canela e são aceitáveis nas sobrancelhas, na face interna das orelhas, nas bochechas, abaixo da raiz da cauda e nas pernas onde o branco se junta com a cor principal.

PIGMENTAÇÃO - A pigmentação do BEARDED COLLIE segue a cor da pelagem. Nos que nasceram pretos o bordo das pálpebras, nariz e lábios são pretos, assim como nos nascidos azuis a pigmentação é de uma cor cinza-azulada. Nos cães nascidos marrons a pigmentação é marrom, e nos nascidos castanhos o correspondente a um marrom-claro. A pigmentação deve ser uniforme sem apresentar formação de manchas.

OLHOS - A cor dos olhos de um modo geral harmoniza-se com a da pelagem. Em cães nascidos azuis ou castanhos-amarelado olhos, distintamente, mais claros são corretos, e não devem ser penalizados.

TAMANHO  

A altura ideal na cernelha é de 53,5cm a 56cm  para os machos adultos e 51cm a 53,5cm  para as fêmeas adultas. Alturas acima ou abaixo do ideal deverão ser severamente penalizadas. O propósito expresso por essa regra é assegurar que o BEARDED COLLIE permaneça como um  cão de tamanho médio.

MOVIMENTAÇÃO  

Os movimentos são livres, flexíveis e vigorosos. O balanceamento combina um bom alcance dos anteriores com uma forte impulso dos posteriores. A linha superior permanece firme e em nível. Os pés são levantados apenas o suficiente para afastarem-se do chão, dando a impressão de que o cão para a frente com um mínimo conta¬to com ele. Os movimentos são maleáveis e flexíveis e capacitam o cão a realizar viradas repentinas e paradas bruscas como é requerido para um cão pastor de ovelhas. Quando vistos de frente e por trás os membros anteriores e posteriores atuam em um mesmo plano, desde o ombro (e a articulação femoro-coxal) até as almofadas, isto em qualquer velocidade. No trote rápido, as pernas permanecem retas, mas os pés movem-se para dentro à medida em que a velocidade aumenta enquanto os bordos dos pés convergem para a uma linha central.

FALTAS SÉRIAS

- Focinho pontudo. 

- Garupa plana ou caída.

- Pelo excessivamente longo ou sedoso.

- Pelo cortado ou esculpido.

- Altura acima ou abaixo da ideal.

 

  

BERNESE MOUNTAIND DOG

 

 

 PADRÃO OFICIAL DO BOIADEIRO DE BERNA (BERNESE MOUNTAIN DOG)

 

APARÊNCIA GERAL  

O BOIADEIRO DE BERNA é um cão grande, notável e tricolor. Ele é robusto e balanceado. Inteligente, forte e ágil, o bastante, para realizar os trabalhos de tração e o de condutor de manadas de gado,  nos quais ele tem sido empregado nas regiões montanhosas de onde é originário. Machos aparentam masculinidade, enquanto as fêmeas são inconfundivelmente femininas.

 TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA

Medidos  na  cernelha os machos são  de  63,5cm a 70cm ; fêmeas são  de 58,5cm a 66cm . Ainda que apa¬rente ser quadrado o BOIADEIROS DE BERNA é, ligeiramente, mais comprido de corpo do que  alto. Ossos robustos são de grande importância. O corpo é cheio.

 CABEÇA  

  A expressão é inteligente, vivaz e gentil. Os olhos são marrons-escuros e de formato ligeiramente oval, com pálpebras bem ajustadas. Entrópio ou ectrópio são faltas sérias. Olho de cor azul é uma desqualificação. Orelhas de tamanho médio, de inserção alta, formato triangular, levemente arredondadas na ponta, e quando em repouso pendentes junto a cabeça. Quando o BOIADEIRO DE BERNA está alerta, as orelhas são trazidas para a frente, e elevam-se na base; a parte superior da orelha fica em nível com o topo do crânio. O topo do crânio é  achatado e largo, com um sulco ligei¬ro e um stop bem definido, porém não exagerado. O Focinho é forte e reto. O nariz é sempre preto. Os lábios não são pendurados, e suas abas são apenas, levemente, desenvolvidas porque o BOIADEIRO DE BERNA  é uma raça de "boca-seca". Os dentes dispostos em uma mordedura em tesoura. Retrognatismo ou prognatismo constituem faltas sérias. Dentição completa.

 PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO  

O PESCOÇO é forte, musculoso e de comprimento médio. A LINHA SU¬PERIOR é em nível desde a cernelha até a garupa. O TÓRAX é pro¬fundo e com boa capacidade, com costelas bem arqueadas, mas não em forma de barril e as costelas e o esterno alcançam, ao menos, os cotovelos. O dorso é largo e firme. O lombo é forte.  A garupa é larga,  arredondando-se, de maneira suave, em direção à inserção da cauda. A cauda é espessa. Quando em repouso deve ser portada baixa. Quando o cão está alerta é permitida uma pequena curva para cima,  porém, a cauda nunca deve curvar-se, ou ser porta¬da, sobre a linha superior. As vértebras da cauda devem dar a sensação de serem retas e devem atingir a ponta do jarrete ou abaixo. Uma torção da cauda é falta.

 ANTERIORES  

Os ombros são moderadamente inclinados para trás, colocados de forma achatada, bem musculosos e nunca soltos. As pernas são retas e fortes e os cotovelos, quando o cão está parado, ficam  bem embaixo do ombro. Os metacarpos inclinam-se muito ligeiramente, porém, nunca são cedidos. Quintos dedos podem ser removidos. Os pés são redondos, compactos e com dedos bem arqueados

POSTERIORES 

As coxas são largas, fortes e musculosas. Os  joelhos são moderadamente angulados e a perna afina, de modo suave, em direção ao jarrete. Quintos dedos devem ser removidos. Pés - são compactos e não se viram nem para dentro nem para fora.

 PELAGEM  

A pelagem é grossa, moderadamente longa e, ligeiramente, ondulada ou reta. Ela tem um reflexo luminoso natural. Pelagens extremamente crespas ou com aspecto embaçado são indesejáveis. O BOIADEIRO DE BERNA é exposto com pelagem natural e qualquer corte (trimming) indevido não deve ser estimulado.

 COR E MARCAS  

O BOIADEIRO DE BERNA  é tricolor. A cor de fundo é preto-retinto. As marcas são de um ferrugem rico e de um branco límpido. É desejável que as marcas sejam simétricas. O ferrugem aparece encima cada olho, nas bochechas (alcançando pelo menos as comissuras labiais), de cada lado do tórax, em todas as quatro pernas e a¬baixo da cauda. Há uma mancha branca na cabeça ("blaze") e uma banda branca no focinho. As manchas brancas no antepeito formam, caracteristicamente, uma cruz invertida. A ponta da cauda é branca. É desejável branco nos pés, porém, não deve se estender mais alto do que os metacarpos e os jarretes. Outras marcas que não as descritas deverão ser penalizadas em relação direta com a extenso do desvio. Pernas ou colar brancos são faltas sérias. Qualquer outra cor de fundo que não o preto é uma desqualificação. 

MOVIMENTAÇÃO  

A movimentação natural de trabalho do BOIADEIRO DE BERNA é o tro¬te lento. Entretanto, ele é capaz de velocidade e agilidade, em observância ao seu emprego na tração e no trabalho com a manada. A frente tem um bom alcance. O impulso poderoso vindo do posteri¬or é transmitido através da linha superior em nível. Não há movi¬mentos desperdiçados. As pernas da frente e de trás, de cada la¬do, movem-se em um mesmo plano. Com o aumento da velocidade, as pernas tendem a convergir em direção à linha central.

TEMPERAMENTO  

O temperamento é auto-confiante, alerta e de boa-índole, nunca violento ou assustadiço. O BOIADEIRO DE BERNA  deve permanecer calmo, ainda que possa ficar indiferente, às atenções de estranhos.

  DESQUALIFICAÇÕES 

 - Olhos de cor azul.

- Qualquer cor de fundo que não o preto.

 

 

 

 

 

 

BORDER COLLIE

 

 Padrão Oficial da Raça BORDER COLLIE

 

 

APARÊNCIA GERAL: bem proporcionado, de silhueta suave revelando qualidade, graça e perfeito equilíbrio, combinado com substância suficiente para conferir uma impressão de resistência. Qualquer tendência à rusticidade ou debilidade é indesejável.

CARACTERÍSTICAS: tenacidade, pastor de trabalho pesado, de ótima tratabilidade.

TEMPERAMENTO: esperto, alerta, responsável e inteligente. Jamais nervoso ou agressivo.

CABEÇA E CRÂNIO: crânio razoavelmente largo, occipital não pronunciado. Sem bochechas cheias ou arredondadas. Focinho afinado para a trufa, moderadamente curto e robusto. Crânio e focinho, aproximadamente do mesmo comprimento. Stop bem marcado. Trufa preta, exceto para os exemplares de cor marrom ou chocolate, nos quais pode ser marrom. Nos azuis a trufa é cor-de-ardósia. Narinas bem desenvolvidas.

OLHOS : inseridos bem separados, de formato oval e tamanho médio, de cor marrom exceto nos merlepara os quais um, ambos os olhos ou apenas parte de um poderá ser azul. Expressão suave, esperta, alerta e inteligente.

ORELHAS: de textura e tamanho médio, inseridas bem separadas. Portadas eretas ou semi-eretas e de audição muito sensível.

BOCA: maxilares e dentes fortes com uma mordedura em tesoura perfeita, regular e completa. Isto é, os dentes superiores recobrem os inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares.

PESCOÇO: de bom comprimento, robusto e  musculado, levemente arqueados engrossando para os ombros.

ANTERIORES: visto de frente, paralelos, visto de perfil, metacarpos ligeiramente inclinados. Ossatura forte sem ser pesada. Ombros bem angulados, os cotovelos trabalhando ajustados rente ao tórax.

TRONCO: de aspecto atlético, costelas bem arqueadas, peito profundo e mais para largo, lombo profundo e musculado sem ser esgalgado. O comprimento do tronco é ligeiramente maior que a altura na cernelha.

POSTERIORES: largos, musculados, visto de perfil, a garupa é ligeiramente inclinada para a raiz da cauda. Coxas longas, profundas e musculadas com joelhos bem angulados e jarretes curtos e robustos. Visto por trás, os jarretes tem boa ossatura e são paralelos.

PATAS:  de formato oval, almofadas plantares e digitais espessas, robustas e saudáveis, dígitos bem arqueados e compactos. Unhas curtas e fortes.

CAUDA: moderadamente longa, com a última vértebra alcançando no mínimo o nível dos jarretes, de inserção baixa bem guarnecida de pêlos e com uma espiral para cima na direção da ponta conferindo um gracioso contorno e equilíbrio ao cão. A cauda poderá erguer-se em estado de excitação, jamais portada sobre o dorso.

MOVIMENTAÇÃO: fluente, suave e incansável, com um mínimo de elevação das patas, conferindo a impressão de habilidade para movimentação com grande propulção e velocidade.

PELAGEM: duas variedades. Moderadamente longa e lisa. Em ambas, a pelagem é densa e de textura média, subpêlo macio e denso fornecendo boa proteção contra intempéries. Na variedade de pelagem moderadamente longa, a abundância de pêlos forma uma juba, culctes  e pincel. Na face, orelhas anteriores (exceto para franjas), posteriores do jarrete ao solo, o pêlo é curto e liso.

COR: a variedade de cores é permitida. O branco jamais deverá ser predominante.

TALHE:  altura ideal na cernelha: Macho 53cm; Fêmeas, ligeiramente menores.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTA: os machos devem apresentar dos testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.           

 

 

 BOUVIER DE FLANDES

 

 

 

PADRÃO OFICIAL DO BOUVIER DE FLANDRES

 

APARÊNCIA GERAL:  O BOUVIER DE FLANDRES é um cão poderosamente construído, compacto, de pelagem áspera e de notável aparência rústica. Sua aparência geral dá a impressão de grande resistência sem qualquer sinal de ser pesado ou desajeitado . É ágil, vivaz e corajoso, ainda que sereno; sua tendência para ser bem comportado denota seu ca¬ráter firme, resoluto e destemido . O olhar alerta e brilhante reflete sua inteligência, vigor e audácia. Por natureza é um cão equilibrado. Sua origem é a de um boiadeiro e a de um executor de trabalhos gerais nas fazendas, inclusive, puxando carrocinhas. É um cão de fazenda ideal. Seu pelo áspero protege-o de todas as intempéries, tornando-o apto para executar os trabalhos mais árduos. Tem sido usado como cão de resgate e mensageiro. Nos tempos modernos tem sido empregado como cão de alarme e de guarda, e também  como amigo, guardião e protetor da família. Suas características físicas e mentais e seu comportamento, unidos às suas habilidades olfativas, sua inteligência e iniciativa fazem-no apto também a cumprir tarefas de cão de rastro e guia de cego. A descrição  que se segue é a de um BOUVIER DE FLANDRES ideal. Qualquer desvio disto deverá ser penalizado de acordo com a extensão do desvio

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA 

TAMANHO - Altura medida na cernelha: Machos, de 62,5cm a 70cm ; fêmeas de 59,5cm a 67,5cm . A altura ideal, em cada sexo,  é a média dos dois limites, isto é, 66cm  para machos e 63,5cm  para a fêmea. Qualquer ma¬cho ou fêmea que se desvie dos limites mencionados - mínimo ou máximo - deve ser severamente penalizado.

PROPORÇÃO - O comprimento - da ponta do ombro até a ponta do ís¬quio - é igual á altura - do   ponto mais alto da cernelha até o chão. Um cão comprido ou pernalta deve ser penalizado. 

SUBSTÂNCIA - Construído poderosamente, de ossatura forte, bem musculoso, sem nenhum sinal de ser pesado ou grosseiro.

 CABEÇA  

A cabeça causa impacto sob vários pontos, acentuados pela barba e bigodes. Está em proporção com o corpo e a constituição. Sua expressão é corajosa e alerta. Olhos de formato oval, nem protrusos nem afundados nas órbitas; quando vistos de frente o seu eixo maior está no plano horizontal. De cor marrom-escura. O bordo das pálpebras é preto sem falhas de pigmentação e a terceira pálpebra é apenas perceptível. Olhos amarelos ou claros, assim como os esbranquiçados ou de expressão vaga devem ser severamente penalizados. Orelhas - De inserção alta e alertas. Quando cortadas, devem ter um contorno triangular e estar em proporção com o tamanho da cabeça. O canto interno da orelha deve estar em linha com a comissura externa do olho. Orelhas de inserção muito baixa ou muito alta são faltas sérias. O Crânio é bem desenvolvido e achatado, ligeiramente mais comprido do que largo. Quando visto de lado, a linha superior do crânio e a do focinho são paralelas. É largo entre as orelhas, e o sulco frontal é apenas marcado. O stop é só aparente, devido ao arcada orbitária alta. A proporção entre o comprimento do crânio e o comprimento do focinho é de 3 para 2. O Focinho é largo, forte, bem cheio, afilando gradualmente em direção ao nariz, sem ser pontudo ou protruso. Um focinho estreito pontudo é uma falta. O nariz é grande, preto, bem desenvolvido, arredondado nas extremidades, com narinas dilatadas. Um nariz marrom, rosa, ou manchado é uma falta séria. As bochechas são achatadas e secas e os lábios secos e bem ajustados. As maxi¬las são poderosas e de comprimento igual. Os dentes são fortes, brancos e saudáveis com os incisivos encontrando-se em uma morde-dura em tesoura. Retrognatismo ou prognatismo devem ser severa¬mente penalizados.  

PESCOÇO, LINHA SUPERIOR E CORPO 

O pescoço é forte e musculoso, alargando gradualmente em direção aos ombros. Quando visto de lado, é graciosamente arqueado e com um porte orgulhoso. Um pescoço curto, ou curto e grosso é  falta. Sem barbelas. O dorso é curto, largo, bem musculoso, e a linha superior firme e em nível. É maleável e flexível sem sinais de fraqueza. O corpo e o tronco poderosos, largos e curtos. O  tórax é largo, com o esterno estendendo-se, em profundidade, até o cotovelo. As costelas são profundas e bem arqueadas. As primeiras costelas são  ligeiramente arqueadas e as outras bem mais e com muito pouca inclinação próximo ao posterior, conferindo profundi¬dade apropriada ao tórax. Costelas chatas ou tórax de lados achatados devem ser penalizados de maneira severa. Os flancos e o lombo são curtos, largos e bem musculosos, sem fraqueza. O  abdômen é apenas ligeiramente esgalgado. A linha superior  funde-se, de maneira imperceptível, à curva da garupa que é, caracteristicamente, larga. Garupa caída ou inclinada é uma falta séria. A cauda é cortada, deixando-se 2 ou 3 vértebras. Deve ter 

ANTERIORES 

São de ossatura forte, bem musculosos e retos. Os ombros são relativamente longos, musculosos mas não carregados, com boa inclinação. A escápula e o úmero aproximadamente são do mesmo comprimento e formam, quando em parado, um ângulo ligeiramente maior do que 90 graus. Ombros retos são faltosos. Os cotovelos ficam junto ao corpo e são paralelos. Cotovelos muito afastados, ou para den¬tro, são faltas. Os antebraços, são perfeitamente retos, paralelos entre si e perpendiculares ao chão. São bem musculados e de ossatura forte. O carpo, de ossos fortes, exatamente em linha com o antebraços. Os metacarpos são curtos e ligeiramente inclinados. Os quintos dedos podem ser removidos. Tanto os pés da frente como os de trás são redondos, compactos não virando nem para dentro nem para fora; os dedos são mantidos juntos e bem arqueados com fortes unhas pretas e grossas almofadas duras e espessas.

 POSTERIORES  

São firmes, bem musculosos com coxas grandes e poderosas. Quando vistos tanto de frente como por trás devem ser paralelos com as pernas da frente. As pernas são, moderadamente longas, bem musculosas, nem muito retas nem muito anguladas. As coxas largas e musculosas não devem ser nem muito retas nem muito inclinadas. A angulação  do joelho é moderada. Os  jarretes são fortes e relativamente próximos ao chão. Quando vistos por trás, em parado, devem ser retos e perfeitamente paralelos um ao outro. Em movimentação não devem virar nem para dentro nem para fora. Há uma pequena angulação na articulação do jarrete. Jarretes em foice ou de vaca são faltas sérias. Os metatarsos são resistentes e secos, relativamente cilíndricos e quando parados, perpendiculares ao chão. Se o cão nascer com quintos dedos, eles devem ser removi¬dos. Os pés como na frente. 

  PELAGEM  

Uma pelagem desgrenhada, dupla, capaz de resistir a dureza do trabalho sob as intempéries mais inclementes.  O pelo externo é áspero e duro, com sub-pelo fino, macio e denso. A pelagem deve ser cortada (trimada) ligeiramente, apenas para acentuar as linhas do corpo. Corte (trimming) excessivo que altere a aparência natural hirsuta deve ser evitado. O pelo externo deve ser duro ao toque, seco e, se necessário, recortado para manter um comprimento de cerca de 6,5cm . Uma pelagem muito longa ou muito curta assim como uma sedosa ou lanosa é falta. Ele é de aspecto desgrenhado sem ser encaracolado. No crânio, é curto e na parte superior das costas, particularmente fechado e duro, contudo, sempre permanecendo áspero. As  orelhas cobertas de pelo áspero. O sub-pelo é uma massa densa de fios finos, fechados e mais espessos no inverno, e junto com o pelo externo forma uma capa resistente à água. Uma pelagem achatada, denotando falta de sub-pelo é uma falta séria. O bigode e a barba são muito grossos com pelos mais curtos e ásperos na parte de cima do focinho. O lábio superior, com seu pesado bigode, e o queixo, com a sua barba  pesada e áspera, conferem essa expressão rude, tão característica da raça. As sobrancelhas  são formadas por pelos eretos que acentuam o formato dos olhos sem, contudo, vendá-los. 

 COR  

Do castanho ao preto, passando através do sal-e-pimenta, cinza e tigrado. É permitida uma pequena estrela branca no peito.  Outras cores como marrom-chocolate, branco, particoloridos  , devem ser severamente penalizadas. Nenhuma cor deve ser preferida.

 MOVIMENTAÇÃO  

O conjunto do BOUVIER DE FLANDRES deve ser harmoniosamente proporcionado para permitir uma movimentação livre, audaz e orgulho¬sa. O alcance dos anteriores deve corresponder, e estar em  balanceamento, com a força propulsora dos posteriores. Quando se move a trote a linha superior deve permanecer firme e plana. Via de regra, a movimentação é a  exteriorização lógica da estrutura e da construção  do cão. Deve ser notado que ao se mover em trote rápido o BOUVIER, corretamente construído, tende a fazer rastros simples (single tracking).

 TEMPERAMENTO  

O  BOUVIER é um cão equilibrado, estável, resoluto e corajoso. Agressividade ou covardia são indesejáveis.

  inserção alta e, normalmente, alinhada com a coluna vertebral. Em movimentação, de preferência, é portada alta. Os cães nascidos sem cauda não devem ser penalizados.

 

 

 

 

BRIARD

 

 Padrão Oficial do Briard

 

Aparência Geral

È um cão de formas graciosas. Vigoroso e alerta, poderoso sem grosseria, forte de ossos e musculoso, apresentando a força e a agilidade requeridas de um cão de pastoreio. Cães sem essas qualidades, ainda que, disfarçadas pela pelagem, devem ser penalizadas.

 Tamanho e Proporções

Tamanho

Machos de 58,5cm  a 68,5cm  na cernelha; fêmeas 56cm a 65cm na cernelha. Desqualificação – Todo macho ou fêmea abaixo do tamanho mínimo.

Proporções

O BRIARD não é de construção atarracada. Nos machos, o comprimento do corpo medido da ponta do ombro até a ponta do ísquio, é igual ou ligeiramente maior do que a altura da cernelha. A fêmea poderá ser um pouco mais longa.

 Cabeça

A cabeça do BRIARD sempre dá e impressão de comprimento; tendo largura suficiente, mas, sem ser pesada. O comprimento correto de uma boa cabeça medido do occipital  à ponta do nariz é cerca de quarenta por cento (40%) da altura do cão na cernelha. Não se faz objeção à uma cabeça, ligeiramente mais longa, especialmente se o animal tende a um corpo de linhas mais alongadas. Vista de cima, de frente ou de perfil, sua silhueta, com pelagem plena dá a impressão de dois retângulos do mesmo comprimento, porém com altura e largura diferentes, misturando-se de forma abrupta. O retângulo maior corresponde ao crânio e o outro ao focinho. A cabeça junta-se ao pescoço em um ângulo reto e é portada orgulhosamente, alerta. É esculpida em linhas definidas, sem bochechas ou expresso de carne dos lados, abaixo dos olhos, ou nas têmporas.

 Expressão – o olhar é franco, interrogativo e confiante.

 Olhos – Os olhos são inseridos bem separados com os cantos internos e externos no mesmo nível. Grandes, bem abertos e calmos, eles nunca dever ser estreitos ou inclinados. A cor deve ser preta ou preta-amarronzada com pigmentação muito escura do bordo das pálpebras, independentemente da cor da pelagem.

Desqualificação – Olhos amarelos ou manchados.

 Orelhas – Devem ser inseridas altas, têm o couro grosso e são firmes na base. Orelhas de inserção baixa fazem com que a cabeça aparente ser muito arqueada. O comprimento da orelha natural deve ser igual ou, um pouco menor que a metade do comprimento da cabeça, e sempre plana e coberta por pelos longos. A orelha natural não deve ficar achatada contra a cabeça e, quando alerta é levantada ligeiramente, conferindo ao topo do crânio um aspecto quadrado. As orelhas quando cortadas dever ser portadas eretas e paralelas, enfatizando as linhas paralelas da cabeça; quando alertas devem voltar-se para frente, bem abertas, com os pelos longos caindo por cima de sua abertura. A orelha cortada deve ser longa, larga na base, afilando gradualmente para uma ponta arredondada.

 Crânio – A largura da cabeça ( que é também, a medida transversal do crânio) é um pouco menor que o comprimento do crânio medido do occipital ao stop. O occipital é proeminente e a testa, muito ligeiramente arredondada, apesar de não serem claramente visíveis na cabeça completamente coberta por pelos.

 Focinho – O focinho com bigodes e barba é um tanto largo e termina em um ângulo reto. Não ser estreito ou pontuado.

 Planos – a cana nasal é paralela à linha superior do crânio, e a junção das duas forma um stop bem marcado, que fica a meia distância entre o occipital e a ponta do nariz, e no nível dos olhos. O nariz é mais para quadrado do que para redondo, sempre preto e com narinas bem abertas.

Desqualificação - Nariz de outra cor que não o preto.

 Lábios – os lábios são de grossura mediana, de contornos firmes e muito bem ajustados; sem pregas ou abas nas comissuras labiais. Os lábios são pretos. Mordedura – Dentes – fortes, brancos e perfeitamente dispostos numa mordedura em tesoura.

 Pescoço, Linha Superior e Corpo

Pescoço – é forte e bem constituído, e em forma um cone truncado, ajustando-se bem aos ombros. Ele é fortemente musculado e tem bom comprimento.

Linha Superior – no BRIARD é constituída com uma inclinação muito pequena a partir da cernelha proeminente, para baixo, em direção ao dorso (que é reto) ao lombo e à garupa que é ligeiramente inclinada. A garupa é bem musculosa e um pouco descida para conferir uma terminação bem arredondada. A linha superior é forte, nunca selada ou arqueada.

Corpo – o tórax é largo e profundo com costelas, moderadamente arqueadas; em forma de ovo, e costelas não muito arredondadas. O esterno um pouco avançado na frente, descendo ligeiramente ao nível dos cotovelos e modelado para conferir boa profundidade ao tórax. O abdômen é moderadamente esgalgado, mas mesmo assim apresenta um bom volume.

 Cauda – sem cortes, bem franjada, formando um gancho na ponta; é de porte baixo não se desviando nem para a direita nem para a esquerda. Em repouso, as vértebras da cauda alcançam a junta do jarrete, mantendo o gancho, de maneira similar ao formato de um “j” tipográfico, quando o cão é visto pelo seu lado direito. Em movimentação ela se eleva fazendo uma curva harmoniosa, nunca ficando acima do nível da linha superior exceto pelo gancho da ponta.

Desqualificação – Cauda inexistente ou cortada.

 Anteriores

As escápulas são longas e inclinam-se formando um ângulo de 45 graus com a horizontal, presas firmemente por forte musculatura e fundindo-se com a cernelha, de maneira suave.

Pernas – são poderosamente musculadas e de ossos fortes. As pernas anteriores quando vistas de lado são verticais, exceto pelos metacarpos que são apenas, ligeiramente, inclinados. Vistas de frente ou de trás, as pernas são retas e paralelas com a linha mediana do corpo, e nunca viradas para dentro, ou para fora. A distância entre as pernas da frente é igual a distância entre as pernas de trás. A estrutura das pernas é de extrema importância, pois, determina a habilidade do cão e a sua resistência a fadiga.

Quintos dedos – os quintos dedos dos anteriores podem, ou não, ser removidos.

 Pés – fortes e arqueados, de formato ligeiramente oval. Os pés, na linha de movimento, movem-se retos para a frente. Os dedos são fortes, bem arqueados e compactos. As almofadas são bem desenvolvidas, compactas, elásticas, revestidas por tecidos fortes. As unhas são sempre pretas e duras.

 Posteriores

Os posteriores são poderosos, produzindo movimentos flexíveis quase incansáveis. A pelve em relação à horizontal, se inclina em 30 graus e forma um ângulo reto com o fêmur. Pernas – vistas de lado, as pernas são bem anguladas, com os metatarsos ligeiramente inclinados, e o jarrete fazendo um ângulo de 135 graus.

Quintos dedos – devem existir dois quintos dedo em cada uma das pernas traseiras, são situados baixos, conferindo uma base ampla para o pé. Ocasionalmente, uma unha pode se quebrar completamente. O cão não deve ser penalizado pela unha que se perdeu, desde que o dedo correspondente esteja presente. Com muito propriedade os quintos dedos constituem dedos funcionais adicionais.

Desqualificação -  menos do que dois quintos dedos em cada perna de trás .

Pés – a posição dos pés está correta se os dedos dos pés de trás apontarem para fora ligeiramente quando os jarretes e metatarsos são paralelos.

Pelagem 

O pelo externo é áspero, duro e seco (produzindo, quando friccionado por entre os dedos, um ruído seco de raspagem). Ele cai assentado, descendo naturalmente em mechas longas, ligeiramente onduladas, e têm o brilho da boa saúde. Nos ombros o comprimento dos pelos é geralmente, 15,5cm  ou mais. O sub pelo é delicado e denso por todo corpo. A cabeça é bem coberta por pelos, que deitam-se para baixo formando um repartido natural no centro. As sobrancelhas não são caídas mas, espetadas, arqueando-se para cima e para fora, fazendo uma curva que vela, levemente os olhos. O pelo nunca deve ser tão abundante que mascare a forma da cabeça ou cubra completamente os olhos.

 Cor

São permitidas todas às cores uniformes, exceto o branco. As cores são: preto, vários matizes de cinza, e vários matizes de fulvo. São preferidos os matizes mais profundos de cada cor. São permitidas combinações de duas ou três cores, contanto que não haja manchas definidas e a transição de uma cor para a outra se faça gradual e simetricamente. O único branco permitido são os pelos brancos no antepeito, que não exceda 2,5cm  de diâmetro na raiz do pelo. Desqualificação – pelagem branca, pelagem com manchas definidas, mancha branca no antepeito que exceda 2,5cm de diâmetro.

Movimentação

O BRIARD bem construído é um prodígio de força flexível. Sua movimentos tem sido descritos como os do metal “mercúrio”, e permitem que faça viradas abruptas, partidas elásticas e paradas súbitas como o requerido para um cão de pastoreio. Sua movimentação é flexível e leve, quase como a de um grande felino. A movimentação dá a impressão de que ele desliza ao longo do chão sem toca-lo. Movimentos fortes e flexíveis são essenciais para um cão de ovelhas. Ele é acima de tudo um trotador, e deixa rastros simples (“single tracking”); ocasionalmente, galopa e freqüentemente precisa alterar a sua velocidade para executar o seu trabalho. Sua conformação é harmoniosamente balanceada e forte para mantê-lo no longo dia de trabalho. Cães em movimentação desajeitada ou deselegante devem ser penalizados.

 Temperamento

É um cão basicamente com espírito e iniciativa, sensato e destemido, sem nenhum traço de timidez. Inteligente, fácil de ser adestrado, fiel, gentil e obediente, o BRIARD possui uma excelente memória e um desejo ardente de agradar o seu dono. Ele preserva, em alto grau, os seus instintos ancestrais de guarda da casa e do dono. Ainda que seja reservado com estranhos, é amoroso e leal com os que ele conhece. Às vezes pode demonstrar uma certa independência.

Desqualificações

 

Todos os machos ou fêmeas abaixo dos limites do tamanho mínimo.

Olhos amarelos ou manchados.

Nariz de outra cor que não preto.

Cauda inexistente ou cortada.

Menos do que dois quintos dedos em qualquer perna de trás.

Pelagem branca.

Pelagem com malhas definidas.

Mancha branca no antepeito excedendo, 2,5cm  de diâmetro.

     

 

 

 

 

 

CÃO DE AGUA PORTUGUÊS

 

 PADRÃO OFICIAL DO CÃO D’ÁGUA PORTUGUÊS

 

APARÊNCIA GERAL 

Esta raça navegante, conhecida há séculos ao longo das costas de Portugal, foi privilegiada pelos pescadores pela sua natureza esperta, porém obediente, e a sua construção mediana, robusta, que o possibilita ao trabalho por um dia inteiro, dentro ou fora da água. O CÃO D’ÁGUA PORTUGUÊS é  um nadador e mergulhador de habilidade e resistência excepcionais, que tem ajudado o seu dono no mar recuperando redes rompidas, arrebanhando os cardumes de peixes e levando mensagens entre os barcos e a praia. Ele é um companheiro leal e um guarda alerta. Esta raça útil, altamente inteligente, se distingue por dois tipos de pelagem: tanto crespa como ondulada; e uma imponente cabeça de  largura e massa consi¬deráveis, bem proporcionada; uma construção rústica, um corpo bem compacto; e uma poderosa cauda grossa na base, portada corajosa¬mente ou usada, propositadamente, como um leme. O CÃO D’ÁGUA PORTUGUÊS dá uma impressão indelével de força, vitalidade e robus¬tez.

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA

TAMANHO - Altura na cernelha - Machos, 51cm a 58,5cm . O ideal é 56cm . Fêmeas 43cm a 53,5cm. O ideal é 48,5cm . PESO - Para machos 19kg a 27,5 kg, e para fêmeas 14kg a 23 kg. 

PROPORÇÃO - Não quadrado, ligeiramente mais comprido do que alto, medido da ponta do esterno até o ponto mais afastado do traseiro, e da cernelha ao chão.

 SUBSTÂNCIA - Forte ossatura substancial; bem desenvolvido, nem refinado nem grosseiro, e um corpo musculoso, solidamente, cons¬truído.

 CABEÇA 

É uma característica essencial: distintamente grande, bem proporcionada e o topo do crânio com largura excepcional. EXPRESSÃO - Serena, penetrante e solícita. OLHOS - De tamanho médio, inseridos bem em separado e um pouco oblíquos. Arredondados,  nem proeminentes nem afundados. De cor preta ou de vários tons de marrom. Olhos mais escuros são preferidos. Pálpebras completamente pigmentadas com bordos pretos em cães pretos, pretos-e-brancos ou brancos; bordos marrons em cães marrons. A terceira pálpebra é escura e não aparente. Orelhas - Inseridas bem acima da linha do olho. O couro tem o formato de coração e é fino. Exceto por uma pequena abertura na parte de trás elas são mantidas bem contra a cabeça. As pontas não devem alcançar abaixo da mandíbula. Crânio - De perfil, é ligeiramente mais comprido do que o focinho, e sua curvatura é mais acentuada atrás do que na frente. Quando visto de ponta-cabeça  o topo do crânio é muito largo e aparenta ser abaulado, com uma ligeira depressão no meio. A testa é proeminente e tem um sulco central que se estende até os dois terços da distância entre o stop e o occipital. O occipital é bem definido. Stop - bem definido. Focinho - substancial, tão largo na base quanto no nariz. Maxilas - fortes e nem retrognata nem prógnata. Nariz  - Largo, narinas bem dilatadas. Completamente pigmentado: preto em cães com pelagem preta, preta e branca ou branca; várias tonalidades de marrom em cães com pelagem marrom. Lábios - Espessos, principalmente na frente, sem serem pendentes. Lábios e membranas mucosas do céu da boca, embaixo da língua, e gengivas são quase pretos, ou bem pintalgados de preto em cães de pelagem pre¬ta, preta e branca, ou branca; várias tonalidades de marrom em cães com pelagem marrom. Mordedura - Tesoura ou torquês. Dentes - Não são visíveis quando a boca esta fechada. Caninos fortemente desenvolvidos.

PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO

 PESCOÇO - Reto, curto, redondo e mantido alto. Fortemente muscu¬lado. Sem barbelas.

LINHA SUPERIOR - Em nível e firme.

CORPO - O tórax é largo e profundo, alcançando os cotovelos. As costelas são longas e bem elásticas para prover ótima capacidade pulmonar. O abdômen   mantido bem para cima em uma linha graciosa. Dorso largo e bem musculoso. O lombo é curto encontrando-se com a garupa de maneira suave. A garupa  é bem conformada e ape-nas ligeiramente inclinada com as pontas da garupa dificilmente aparentes. Cauda não cortada; grossa na base e afinando; inserida ligeiramente abaixo da linha superior, não deve atingir abaixo do jarrete. Quando o cão está atento, a cauda é portada em anel cuja porção anterior não deve atingir adiante do lombo. A cauda é de grande ajuda quando nadando e mergulhando.

ANTERIORES

Ombros  são bem inclinados e muito fortemente musculados. Braços são fortes. Pernas da frente fortes e retas com antebraços longos e bem musculosos. Carpos  são de ossos grossos; mais largos na frente do que dos lados. Metacarpos são longos e fortes. Quintos dedos podem ser removidos. Pés são redondos e relativamente acha¬tados. Dedos nem bem arqueados nem muito longos. A membrana nata¬tória entre os dedos é de pele macia, bem coberta por pelos e atingindo até a ponta do dedo. A almofada central é muito grossa, as outras são normais. Unhas mantidas um pouco para fora do chão. São permitidas unhas pretas, marrons, brancas e rajadas.

POSTERIORES

Poderosos, bem balanceados com o conjunto da frente. Pernas, vistas por trás, são paralelas uma à outra, retas e muito fortemente musculadas na coxa e na perna de trás. O traseiro é bem desenvolvido. Tendões e jarretes são fortes. Metatarsos longos, sem quintos dedos. Pés similares, em todos os aspectos, aos pés da frente.

PELAGEM

Uma pelagem profusa, de pelos fortes e saudáveis densamente implantados,  cobrindo todo o corpo de maneira uniforme, exceto onde o braço se encontra com o esterno e na área da virilha, onde ele é mais ralo. Sem sub-pelo, manto ou colar. Há duas variedades de pelagem:

-CRESPA 

Caracóis compactos, cilíndricos, um tanto quanto foscos. O pelo das orelhas algumas vezes é ondulado.

-ONDULADA 

Caindo de maneira suave em ondas, e não caracóis, e com um ligeiro brilho.

Nenhuma preferência deve ser dada ao tipo de pelagem  seja crespa seja ondulada.

CORTES 

Dois tipos de cortes são aceitáveis:

-CORTE LEÃO 

Tão logo a pelagem atinja comprimento, são tosados: a metade do corpo, e os posteriores, assim como o focinho . Os pelos da parte final da cauda são deixados com comprimento total.

-CORTE DE RETRIEVER 

A fim de dar uma aparência natural e uma linha contínua suave, toda a pelagem é tesourada, ou cortada, seguindo o perfil do cão, deixando uma cobertura de pelos curtos, não maior do que 2,5cm  de comprimento. Os pelos da parte final da cauda são deixa¬dos com comprimento total. 

Nenhuma   discriminação   deve   ser   feita   contra   a   cor¬reta apresentação do cão tanto no corte leão como no corte retriever.

 COR  

Preta, branca e várias tonalidades de marrom, também  combinações de preto ou marrom com branco. A pelagem branca não deve envolver albinismo desde que o nariz, boca, e pálpebras sejam pretos. Em cães com pelagem preta, branca ou preta-e-branca, a pele é decididamente azulada.

MOVIMENTAÇÃO 

Passadas curtas e vigorosas quando a passo. O trote é com grande alcance para a frente, e movimentos balanceados.

TEMPERAMENTO 

Um animal de disposição corajosa, obstinado, valente e muito re¬sistente à fadiga. Um cão de inteligência excepcional e um companheiro leal, ele obedece seu dono com facilidade aparentando satisfação. Ele é obediente com aqueles que cuidam dele ou com quem ele trabalha.

DEMONSTRAÇÃO RESUMIDA 

O CÃO D’ÁGUA PORTUGUÊS é um cão corajoso porém obediente; robusto, e de conformação funcional sem exagero; ossatura e musculatura firme e substanciosa, e capaz de realizar um dia inteiro de trabalho dentro ou fora da água.

FALTAS  

Qualquer desvio da descrição ideal é uma falta. Entretanto aquelas características inerentes que são imperativas para a manutenção do tipo, e por essa razão não devem ser negligenciadas  são listadas como FALTAS MAIORES.

FALTAS MAIORES

1) - TEMPERAMENTO - Timidez, agressividade, temperamento que não  inspire confiança..

2) - CABEÇA - Não imponente, pequena no seu tamanho total; crânio estreito; focinho pontudo.

3) - SUBSTÂNCIA  - Ossos leves ou refinados; musculatura pobre.

4) - PELAGEM -   Escassa;  pelos  naturalmente curtos, acamados, total ou parcialmente; de textura fina ou dura; quebradiços;  pelagem dupla.

5) - CAUDA  - Outra  que  não  a descrita. Inserida extremamente baixa. Pesada ou abaixada quando em ação.

6) - PIGMENTAÇÃO - Qualquer desvio do descrito como pigmentação; outra cor de olho que  não seja preta ou vários tons de marrom; nariz, lábios olhos ou pálpebras cor de carne ou   parcialmente pigmentados. 

7) - MORDEDURA - Retrognatismo ou Prognatismo.

 

 

CÃO DOS PIRINEUS

 

Padrão Oficial do Grande Pirineus

 

Aparência Geral 

O GRANDE PIRENEUS é um cão que transmite uma impressão destacada de elegância e beleza insuperáveis, combinadas com o grande tama¬nho suas partes e majestade. Ele tem uma pelagem branca, ou principalmente branca, que pode conter manchas de cor cinza-escura, cinza, ou de varias tonalidades de canela. Possui uma inteligên¬cia aguda e uma expressão gentil, emborca régia. Exibindo uma ele¬gância única, de porte e movimentação, sua robustez e coordenação demonstram, sem equívocos, o propósito para o qual ele tem sido criado - o extenuante trabalho de guardião de rebanhos, sob quaisquer condições climáticas nas montanhas íngremes e escarpa-das dos Pireneus.

 

Tamanho, Proporção, Substância 

Tamanho - A altura na cernelha varia de 68,5cm a 81,5 cm  para os machos, e de 63,5 cm a 73,5 cm  para as fêmeas. Um macho de 68,5cm pesa cerca de 45 kg e a fêmea de 63,5 cm  39 kg. O peso é proporcional ao tamanho geral e à estrutura.

Proporção - O GRANDE PIRENEUS é um cão balanceado, com a altura medida na cernelha, um pouco menor do que o comprimento do corpo, medido da ponta do ombro até a projeção mais posterior da coxa (traseiro). Essas proporções criam um cão um tanto quanto retangular, levemente, mais comprido do que alto. As angulações anteriores e posteriores são balanceadas.

Substância - O GRANDE PIRENEUS é um cão de substância média cuja pelagem engana aqueles que não sentem a seus ossos e músculos. Há osso e músculos suficientes, para promover o balanceamento com o corpo em proporção ao seu tamanho e à impressão de elegância . FALTAS - Tamanho - Machos e fêmeas abaixo do tamanho mínimo ou acima do tamanho máximo. Substância - Cães de ossos muito pesados ou de ossos muito leves para estar em balanceamento com o corpo.

 Cabeça 

Cabeça e expressão corretas são essenciais para a raça. A cabeça não é pesada em proporção ao tamanho do cão. É em formato de cunha, com a abóbada ligeiramente arredondada. Expressão - A expressão é elegante, inteligente e contemplativa.  Olhos  de tamanho médio, formato amendoado, inseridos ligeiramente oblíquos, e de um marrom-escuro rico. As pálpebras são bem ajustadas com bordo preto.  Orelhas  de tamanho  pequeno para médio, em formato de "V" com pontas arredondadas, inseridas no nível do olho, normalmente, portadas baixas, achatadas e junto à cabeça. Os pelos da parte superior e inferior da cara encontram-se formando uma linha, característica, que vai do canto externo do olho até a base da orelha. 

Crânio e Focinho 

O comprimento do focinho é, aproximadamente, igual ao do topo do crânio. A largura e o comprimento do crânio são, aproximadamente, iguais. O focinho funde-se, harmoniosamente, ao crânio. As bochechas são achatadas. A região abaixo dos olhos é, suficientemente, cheia. Existe um sulco ligeiro entre os olhos. O stop não é apa¬rente. Os arcadas orbitárias são apenas, ligeiramente, desenvol¬vidas. Os lábios são, firmemente, ajustados e o lábio superior apenas cobrindo o lábio inferior. A mandíbula é forte. O nariz e os lábios são pretos. Dentes - É preferível uma mordedura em tesoura, mas, é aceitável uma mordedura em torquês. Não é incomum serem vistos dentes incisivos centrais inferiores perdidos (vazio).  FALTAS - Cabeça muito pesada (tipo São Bernardo ou Terra No¬va). Crânio muito estreito ou pequeno. Aparência de raposa. Presença de um stop aparente. Perda de pigmentação no nariz, bordo das pálpebras, ou lábios. Pálpebras redondas, triangulares, caídas ou pequenas. Retrognatismo, prognatismo ou mordedura torcida.

 Pescoço, Linha Superior, Corpo

Pescoço - Fortemente musculoso e de tamanho médio, com um mínimo de barbela. LINHA Superior - a linha superior é em nível. CORPO - O tórax é moderadamente largo. A caixa torácica bem arqueada, de formato oval e de profundidade suficiente para alcançar os cotovelos. Dorso e Lombo são largos e  ajustados firmemente, com al¬gum esgalgamento. A garupa inclinada moderadamente com a inserção da cauda exatamente abaixo do nível da linha superior. Cauda - As vértebras da cauda são suficientemente longos para atingirem o jarrete. A cauda é bem plumada, de porte baixo quando em repouso podendo ser portada por sobre a linha superior "fazendo uma roda" quando estimulado. A pluma se acentua, quando na ponta da cauda está presente uma "curva de cão pastor". Em movimentação a cauda pode ser portada tanto sobre as costas, como baixa. Ambos os portes são igualmente corretos.  FALTAS - Costelas em barril.

 Anteriores

Ombros - Os ombros são bem inclinados para trás, bem musculosos e bem junto ao corpo. O braço encontra-se com a escápula em um ân¬gulo aproximadamente reto. O braço se inclina para trás, da ponta do ombro em direção ao cotovelo e nunca é perpendicular ao chão. O comprimento da escápula e do braço aparenta ser aproximadamente, igual, à altura do cotovelo até a cernelha. Pernas da Frente - As pernas são de ossatura e musculatura suficientes para prover um balanceamento com o corpo. Os cotovelos ficam junto ao corpo e apontam diretamente para trás tanto parado quanto andando. As pernas da frente, quando vistas de lado, ficam situadas direta-mente abaixo da cernelha e são retas e verticais ao chão. Os cotovelos, quando vistos de frente, situam-se mesma linha reta desde a ponta do ombro até o punho. Os metacarpos são fortes e fle-xíveis. Cada perna da frente possui apenas um quinto dedo. Pés da frente - São arredondados, bem encurvados, bem almofadados, e dedos bem arqueados. 

 Posteriores 

As angulações dos posteriores são similares em grau às das dos anteriores. Coxas - Coxas, fortemente musculosas, estendendo-se da pelve em um ângulo reto. Quando vistas de perfil, as coxas são do mesmo comprimento do que as pernas de trás e criam uma angulação moderada da junta do joelho. O jarrete (metatarso) é de comprimento moderado e quando o cão para naturalmente, é perpendicu¬lar ao chão . Quando visto de lado, isto produz um grau  de angulação moderado na junta do jarrete. Os posteriores, quando vistos por trás, são retos e paralelos, da garupa até o jarrete. Os posteriores são de ossatura e musculatura suficiente para conferir um balanceamento com o corpo. Em cada perna localizam-se quintos dedos duplos. PÉS DE TRÁS - Os pés de trás possuem a tendência de pisar ligeiramente para fora. Esta característica rácica não deve ser confundida com jarretes de vaca. Os  pés de trás , como os pés da frente, são arredondados, bem encurvados, bem almofadados, e dedos bem arqueados.  FALTA - ausência de duplo quinto dedo em cada uma das pernas traseiras.

 Pelagem 

A pelagem  dupla resistente às intempéries consiste em um pelo externo de longos, acamados, grossos e ásperos pelos, retos ou ligeiramente ondulados e repousando sobre um sub-pelo denso, fino e lanoso. O pelo é mais profuso sobre o pescoço e ombros onde forma um colar, ou juba, que mais pronunciado nos machos. Pelos mais longos na cauda formam uma pluma. Há franjamento ao comprido da parte de trás das pernas da frente, e ao comprido da parte de trás das coxas, provocando um efeito de calções. O pelo da cara e orelhas é mais curto e de textura mais fina. Pelagem correta é mais importante do que abundância de pelagem.  FALTAS - Pelo en-caracolado. Pelo espetado (tipo Samoieda).

 Cor 

Branco ou branco com manchas  cinza-escuro, cinza, marrom-avermelhado, ou vários matizes de canela. As manchas variam em tamanho e podem aparecer nas orelhas, cabeça (inclusive uma más¬cara cheia na cara), cauda e umas poucas pintas no corpo. O sub-pelo pode ser branco ou matizado. Todas as colorações e localizações descritas acima são características da raça e igualmente corretas.   FALTAS - Manchas do pelo externo cobrindo mais do que 1/3 do corpo.

Movimentação 

O GRANDE PIRENEUS  movimenta-se de maneira suave e elegante, pre¬cisa e reta para a frente, exibindo tanto força como agilidade. O alcance da frente é bem balanceado com bom alcance posterior e forte propulsão. As pernas tendem a mover-se em direção a linha central à medida em que a velocidade aumenta. Facilidade e eficiência dos movimentos são mais importantes do que velocidade.

 Temperamento  

Caráter e temperamento são da mais alta importância. Por natureza o  GRANDE PIRENEUS é amigo, gentil e afeiçoado.  Na qualidade de guardião e protetor do seu rebanho, ou família, quando necessário, sua conduta geral é a de uma compostura calma, tanto paciente como tolerante. Ele é extremamente determinado, independente e um tanto quanto reservado, e ainda atento, destemido e leal para com os seus encargos tanto humanos como animais.

Apesar de que o Grande Pireneus possa parecer reservado na  pista de exposição, qualquer sinal de timidez excessiva, nervosismo  ou agressão  contra os humanos é inaceitável e deve ser  considerada uma falta extremamente séria.

 

 

 

COLLIE PELO LONGO

 

 

 

 PADRÃO OFICIAL DO COLLIE PELO LONGO

 

 

O COLLIE é um cão flexível, forte, suscetível, ativo, sem excesso de ossatura, e que para, naturalmente,  reto e firme. A caixa torácica profunda e moderadamente larga denota força, os ombros inclinados e os jarretes bem angulados indicam velocidade e graciosidade, e a expressão: grande inteligência. O COLLIE exibe uma orgulhosa figura impressionante de balanceamento: cada parte está em proporção harmônica com a outra e com o todo. Exceto pela descrição técnica que é essencial para este Padrão, e sem a qual nenhum Padrão pode ser adequado como orientação para os criadores e árbitros, pode-se afirmar, em resumo, que nenhuma parte do  COLLIE  deve aparentar estar fora de proporção com qualquer outra parte. Timidez, fragilidade, obstinação, agressividade, falta de vivacidade, aparência grosseira e falta de  balanceamento geral prejudicam a aparência geral.

 

CABEÇA 

As propriedades da cabeça são da  maior importância. Quando con¬siderada em relação ao tamanho do cão, a cabeça inclina-se para a leveza e nunca deve parecer pesada. Um cão de cabeça pesada não possui os necessários: brilho, vigilância, e aparência cheia de inteligência que contribuem, decididamente, para a sua expressão. Vista tanto de frente, como de perfil, a cabeça tem o formato geral de uma cunha seca, bem truncada. de contorno suave e definido, e de proporções, graciosamente, balanceadas. Dos lados ela afina, de maneira suave e gradual, das orelhas para a ponta do nariz preto, sem abaular-se para fora, na região do crânio (bo¬chechudo) ou comprimir-se no focinho (focinho pontudo). De perfil a linha superior do crânio e a do focinho estão em dois planos aproximadamente paralelos, retos e de igual comprimento, divididas por um stop, ou quebra, muito ligeiro, mas perceptível. O ponto do meio entre os cantos internos do olho (que é o local da posição correta do stop) é o centro de balanceamento do compri¬mento da cabeça.

A terminação do focinho suave e arredondado é truncada, mas não quadrada. A mandíbula é poderosa e esculpida;  a profundidade do crânio da testa até a linha inferior da mandíbula não é excessi¬va. Os dentes são de bom tamanho, e dispostos numa mordedura em tesoura.  Retrognatismo  ou prognatismo são indesejáveis, e o  último deverá ser  penalizado mais severamente. Há uma proeminên¬cia muito ligeira na altura das sobrancelhas. O topo do crânio é achatado, e não é fugidio: nem lateralmente, nem para trás; a proeminência occipital não é muito pronunciada. A largura apro¬priada do crânio depende, necessariamente, da combinação do com-primento do crânio e do focinho; a largura do crânio é menor que o comprimento. A largura correta varia individualmente, e depende do quanto ela é influenciada pelo comprimento do focinho. Em razão da importância das características da cabeça. faltas  marcantes  da cabeça são muito severamente penalizadas.

Olhos - Em decorrência da combinação do crânio achatado, das ar¬cadas superciliares arqueadas, do leve stop e do focinho arredon¬dado, a região anterior do crânio deve ser cinzelada para formar um receptáculo para os olhos e eles são colocados, necessariamen¬te,  de forma oblíqua, para lhes dar o exigido "olhar para o infinito". Requer-se que sejam de cor uniforme, exceto no caso dos azuis-marmorizados. São amendoados, de tamanho médio, e nunca podem ter a aparência de grandes ou proeminentes. A cor é escura e o olho não deverá ter um halo amarelo ou a terceira pálpebra muito desenvolvida a ponto de afetar a expressão do cão. Os olhos tem uma aparência límpida e brilhante, expressando curiosidade inteligente, particularmente quando as orelhas estão elevadas e o cão está alerta. Nos azuis-marmorizados, os olhos marrons escuros são preferíveis, mas tanto um, como ambos, podem ser marmorizados ou azuis-claros sem que sejam penalizáveis. Um olho grande, redondo, cheio deprecia seriamente a desejável "expressão doce". Faltas relativas aos olhos são pesadamente penalizadas.

Orelhas - As orelhas são proporcionais ao tamanho da cabeça, e se são portadas apropriadamente com a indiscutível quebra natural, é raro que sejam muito pequenas. Orelhas grandes, via de regra, não podem ser erguidas corretamente, e mesmo que isto ocorra, estarão desproporcionais ao tamanho da cabeça. Quando em repouso as orelhas são dobradas ao comprido e jogadas para trás, dentro da juba. Quando alertas elas são puxadas bem para cima do crânio e portadas cerca de três quartos eretas, e com cerca de um quarto apontando, ou "quebrando", para a frente.  Um cão com orelhas eretas ou orelhas baixas não pode apresentar a verdadeira  expressão e é penalizado de acordo.

 PESCOÇO 

O pescoço é firme, bem formado, musculoso, rígido e dotado de pesada juba. É razoavelmente longo, portado alto com um ligeiro arqueamento da nuca, que confere uma  aparência orgulhosa, ereta, destacada pela juba. 

 CORPO 

O corpo é firme, sólido e musculoso, um pouco longo em proporção à altura. As costelas são bem arredondadas para trás dos ombros bem inclinados e o tórax é profundo, atingindo o cotovelo. A linha superior é forte e em nível sustentada por poderosas pelve e coxas; e a garupa inclina-se para dar uma terminação bem arredondada. O lombo é poderoso e ligeiramente arqueado.   Cães muito gordos, cães com musculatura pobre, com doenças de pele, ou sem sub-pelo estão fora de condição e serão, moderadamente, penalizados de acordo.

 PERNAS 

As pernas da frente são retas e musculosas, com boa ossatura con¬siderando-se o tamanho do cão. É indesejável que tenham aparência grosseira. E serão penalizadas quando estiverem  muito juntas, ou muito separadas. O antebraço é moderadamente carnudo e as meta¬carpos são flexíveis mas não cedidos. As pernas de trás  (tíbia) são menos carnudas; as coxas musculosas são de bons tendões e os jarretes e os joelhos bem angulados. Um cão com jarrete de vaca ou com joelhos retos deve ser penalizado. Os pés, comparativamente pequenos, são, aproximadamente, de formato oval. As  solas são bem almofadadas e rígidas, e os dedos são bem arqueados, e  bem juntos. Quando o COLLIE não está em movimentação as pernas e os pés devem ser julgados permitindo-se que o cão assuma uma parada natural na qual ambas as pernas anteriores e posteriores situam-se bem separadas com os pés estendendo-se retos para a frente.  "Pose" excessiva é indesejável.

 MOVIMENTAÇÃO 

A movimentação é enérgica. Quando o cão se move em trote lento, observado de  frente,  as pernas dianteiras trabalham, relativa¬mente fechadas, junto ao chão. As pernas da frente não expulsam os cotovelos, e não se cruzam; nem o cão deve se mover com uma andadura picada, fazer marcha, ou rebolar. Quando visto por trás as pernas de traseiras são retas trabalhando, relativamente, fe¬chadas, junto ao chão. No trote moderado as pernas de trás são poderosas e propelentes. Visto de lado,  o alcance do anterior é razoavelmente amplo, suave e uniforme, mantendo a linha superior firme e em nível.

 O  COLLIE faz rastro simples, à medida em que a velocidade aumenta levando as pernas da frente, desde os ombros, bem para dentro, em uma linha reta em direção à linha central do movimento; e as pernas de trás, desde a garupa, bem para dentro, em uma linha reta até a linha central do corpo. A movimentação sugere velocidade sem esforço combinada com a sua herança de pastor a qual requer que ele seja capaz de mudar de direção quase que ins¬tantaneamente.

 CAUDA   

A cauda é moderadamente longa - as vértebras alcançando a junta do jarrete, ou abaixo. É portada baixa quando o cão está parado, com uma curva, ou torção para cima. Quando em movimentação ou quando o cão está excitado é portada alegre, mas não por cima da linha superior.

 PELAGEM 

Uma pelagem bem adequada e com textura apropriada coroa de gloria a variedade COLLIE DE PELO LONGO. Ela é abundante exceto na cabeça e pernas. O pelo externo é reto e áspero ao toque. Uma pelagem macia, com pelo externo aberto ou encaracolado, independentemente  da quantidade, é penalizada. O sub-pelo, entretanto é macio, a¬bundante e tão junto que torna difícil visualizar a pele quando o pelo é afastado. A pelagem é muito abundante no manto e na juba. Na cara, ou máscara é curta. Na parte anterior das pernas da frente é curta e bem franjada na parte de trás até os carpos. Nas pernas de trás é curta abaixo da junta do jarrete. Qualquer fran¬ja abaixo do jarrete deve ser removida para fins de exposição. Os pelos da cauda são muito profusos e na garupa é longo e fechado. A textura, quantidade e extensão na qual o pelo cobre o cão são pontos importantes.

 COR 

As quatro cores reconhecidas são: MARTA E BRANCO, TRICOLOR, AZUL-MARMORIZADO E BRANCO. Não existe preferência entre elas. A cor

MARTA E BRANCO é predominantemente marta (uma cor castanha-amarelada de matizes variados desde o dourado-claro até o mogno-escuro) com manchas brancas, usualmente, no antepeito, pescoço, pernas, pés e ponta da cauda. Uma lista branca pode aparecer no focinho, ou na testa ou em ambos. 

- O TRICOLOR é predominante preto apresentando manchas brancas como na cor MARTA E BRANCO com matizes de canela na cabeça, e próximo a ela e nas pernas. 

 - O  AZUL-MARMORIZADO é uma cor mosqueada ou marmorizada, predo¬minantemente, azul-acinzentado e preto, com manchas brancas como no MARTA E BRANCO e normalmente tendo matizes de canela como no TRICOLOR. 

 -O BRANCO é predominantemente branco, de preferência, com man¬chas marta, tricolor ou azul-marmorizado.

 

TAMANHO 

Os machos são de 61cm a 66cm na cernelha e pesando de 30 a 37 quilos. As fêmeas de 56cm a 61cm  na cernelha e pesando de 25 a 32 quilos. Um Collie abaixo ou acima  do tama¬nho deverá ser penalizado de acordo com a extensão  do desvio.

 EXPRESSÃO   

A expressão é um dos pontos mais importantes e de maior consideração, quando da avaliação do Collie. Expressão, como o termo "caráter" é difícil ser definida em palavras. Ela não é um ponto fixo como cor, peso, altura e é alguma coisa que os principiantes só podem compreender, apropriadamente, através da ilustração vi¬sual. No geral, entretanto, pode-se dizer que ela é o produto combinado: da forma e do balanceamento do crânio, e do focinho, colocação, tamanho, formato e cor dos olhos, e a posição, tamanho e porte das orelhas. Uma expressão que traduza obstinação ou que lembre alguma outra raça é totalmente estranha. O Collie não pode ser julgado adequadamente enquanto a sua expressão não for cuida¬dosamente avaliada.

 PELO CURTO

      A variedade COLLIE DE PELO CURTO é julgada pelo mesmo Padrão que o COLLIE PELO LONGO, exceto no que se refere a quantidade e distribuição da pelagem que não são aplicáveis na variedade Pelo Curto, a qual tem uma pelagem curta, áspera, densa, assentada, de boa textura e com abundância de sub-pelo.

 

 

 

 

 HUSKY SIBERIANO

 

PADRÃO OFICIAL DO HUSKY SIBERIANO

 

APARÊNCIA GERAL  

O HUSKY SIBERIANO é um cão de trabalho de tamanho médio, rápido e leve em seus pés  e de movimentos livres e graciosos. Seu corpo, moderadamente, compacto e bem coberto de pelo, suas orelhas eretas e sua cauda em escova sugerem sua herança ártica. Sua movimentação característica é suave e aparentando ser sem esforços. Ele executa sua função original  com muita eficiência, arrastando nos arreios cargas leves, através de grandes distâncias, com uma velocidade moderada. As proporções e a forma do seu corpo refletem seu balanceamento básico de força, velocidade e resistência. Os machos da raça HUSKY SIBERIANO são masculinos porém nunca grosseiros; as fêmeas são femininas porém sem fraqueza de estrutura. Nas condições apropriadas com músculos firmes e bem desenvolvidos o HUSKY SIBERIANO nunca trás consigo excesso de peso.

 

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA 

Tamanho  - Machos de 53,5cm a 60cm  na cernelha. Fêmeas, 51cm a 56cm  na cernelha.  Peso - Machos de 22,5 kg a 30 kg. Fêmeas de 17,5 kg a 25 kg. O peso é proporcional à altura. As medidas mencionadas acima, representam os limites extremos de altura e peso sem que seja dada preferência a qualquer um dos extremos. Deve ser penalizada qualquer aparência de ossatura excessiva ou pesada. De perfil, o comprimento do corpo da ponta do ombro até o ponto mais posterior da garupa é ligeira¬mente mais comprido do que a altura do corpo do chão até o ponto mais alto da cernelha. Desqualificações - Machos acima de 60cm e fêmeas acima de 56cm.

 CABEÇA 

Expressão é incisiva, mas amistosa; interessada e igualmente brincalhona. Olhos de formato amendoado, moderadamente espaçados e inseridos um pouco oblíquos. Os olhos devem ser de cor marrom ou azul; são aceitáveis um de cada cor ou mesclados.  Faltas - Olhos de inserção muito oblíqua; ou inseridos excessivamente juntos. Orelhas - de tamanho médio, de formato triangular, bem implantadas e inseridas altas na cabeça. Elas são grossas, bem cobertas de pelo, ligeiramente, arqueadas na parte trás, e firmemente eretas, com as pontas, levemente, arredondas, apontando retas para cima. Faltas - Orelhas muito grandes em proporção à cabeça; inseridas muito separadas; no firmemente eretas. Crânio - De tamanho médio e proporcional ao corpo, ligeiramente arredondado no topo, e afinando do ponto mais largo em direção aos olhos. Faltas - Cabeça grosseira ou pesada; cabeça, excessivamen¬te, cinzelada. Stop - O stop é bem definido e a cana nasal é reta do stop até a ponta. FALTA - Stop insuficiente. Focinho - de comprimento médio; isto é, a distância da ponta do nariz ao stop é igual à distância do stop ao occipital. O focinho é de largura média, afinado gradualmente em direção ao nariz, com a terminação nem pontuda nem quadrada. Faltas  - Focinho tanto muito pontudo quanto muito grosseiro; focinho muito curto ou muito longo. Nariz - Preto em cães cinza, canela ou preto; marrom em cães cobre, pode ser cor de carne nos brancos puros. O nariz estriado de rosa "nariz de neve" é aceitável. LÁBIOS - são bem pigmentados e bem ajustados. Dentes - fechando em uma mordedura em tesoura. Falta - Qualquer mordedura que não seja em tesoura.

 PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO

Pescoço de comprimento médio, arqueado e portado ereto, orgulho¬samente, quando o cão está parado. Quando ele se movimenta a trote, o pescoço é estendido de forma que a cabeça é portada ligeiramente para a frente. Faltas - Pescoço muito curto e grosso; pescoço muito longo. 

Tórax profundo e forte, mas no muito largo, com a parte mais baixa chegando até, e em nível, com os cotovelos. As costelas são bem arqueadas na altura da coluna vertebral porém achatadas dos lados para dar liberdade aos movimentos. Faltas - Tórax muito largo; costelas em barril; costelas muito achatadas ou fracas. Linha superior - O dorso é reto e forte, com a linha superior em nível desde a cernelha até a garupa. Ela é de comprimento médio, nem compacta nem frouxa por excesso de comprimento. O Lombo é tenso e magro, mais estreito do que a caixa torácica, e com um ligeiro esgalgamento. A Garupa inclina-se para baixo, a partir da coluna vertebral, em um ângulo, porém nunca tão abrupto de forma a restringir o impulso traseiro dos membros posteriores. Faltas - Linha superior fraca ou frouxa; linha superior arqueada; linha superior inclinada. 

Cauda - A cauda bem coberta de pelos, do tipo da de raposa, é inserida exatamente abaixo do nível da linha superior, e é, via de regra, portada acima da linha superior, em uma graciosa curva em foice, quando o cão está em atenção. Quando portada para cima a cauda não deve curvar-se para um ou outro lado do corpo, nem deve ficar encostada contra a linha superior. Quando o cão está em repouso, é normal uma cauda pendente. Os pelos da cauda são de comprimento médio, e aproximadamente, do mesmo comprimento em cima, dos lados e embaixo, conferindo a aparência de uma escova cilíndrica.  Faltas - Uma cauda agarrada ou fortemente curvada; cauda excessivamente plumada; inserção da cauda muito baixa ou muito alta.                  

 ANTERIORES  

Ombros - As escápulas são bem inclinadas para trás. Os braços inclinam-se, ligeiramente, para trás da ponta do ombro para o cotovelo, e nunca são  perpendiculares ao chão. Os músculos e ligamentos que sustentam os ombros na caixa torácica são firmes e bem desenvolvidos.  Faltas - Ombros retos; ombros soltos. 

Pernas da Frente - Quando paradas e vistas de frente as pernas são moderadamente separadas, paralelas e retas, com os cotovelos junto ao corpo, e não virados para dentro nem para fora. Vistos de lado os metacarpos são ligeiramente inclinados, com a junta do carpo forte, mas flexível. A ossatura é substanciosa porém nunca pesada. O comprimento da perna - do cotovelo ao chão - é, ligeiramente, maior do que a distância do cotovelo à parte mais alta da cernelha. Quintos dedos nas pernas da frente podem ser remov¬dos. Faltas - Metacarpos cedidos; ossos muito pesados; frente muito estreita ou larga; cotovelos para fora.

Pés - de formato oval mas não longos. A pata é de tamanho médio, compacta e bem provida de pelos por entre os dedos e almofadas. As almofadas das patas são elásticas e espessas. Os pés quando o cão está parado naturalmente não se viram nem para dentro nem para fora. Faltas - Dedos macios ou espalhados; pés muito grandes e grosseiros; pés muito pequenos e delicados; pisar para dentro ou para fora. 

  POSTERIORES  

Quando parados e vistos por trás os membros posteriores são moderadamente separados e paralelos. As coxas são bem musculosas e poderosas e os joelhos bem angulados, a junta do jarrete bem definida e situada baixa em relação ao chão. Quintos dedos, se houver algum, devem ser removidos. Faltas - Joelhos retos, jarrete de vaca, muito estreito ou muito largo atrás.

 

PELAGEM  

A pelagem do HUSKY SIBERIANO é dupla e de comprimento médio, con¬ferindo uma aparência bem peluda, porém nunca tão longa que es¬conda o perfil de contornos nítidos do cão. O sub-pelo é macio e denso e de comprimento suficiente para sustentar o pelo externo. Os fios protetores do pelo externo são retos e um tanto quanto acamados, de maneira suave, nunca ásperos nem espetados para fora do corpo. É preciso notar que a ausência de sub-pelo durante a muda sazonal é normal. É permitido o corte (trimming) dos bigo¬des e dos pelos por entre os dedos e ao redor do pé  para apre¬sentar uma aparência asseada. Não  é perdoável corte (trimming) dos pelos em qualquer outra parte do cão  e deve ser severamente penalizado. Faltas - Pelagem longa, áspera, emaranhada, textura muito áspera ou muito sedosa; cortes (trimming) na pelagem, exceto os permitidos acima.

 CORES  

Todas as cores são permitidas do preto ao branco-puro. A diversi¬dade das marcações na cabeça é comum, inclusive de alguns contor¬nos que chamam a atenção, e não são encontrados em outras raças. 

 MOVIMENTAÇÃO  

A movimentação característica do HUSKY SIBERIANO e fácil e aparentemente sem esforços. Ele é rápido e leve nos seus pés, e quando na pista de exposição deve ser movimentado com guia solta e em um trote moderadamente rápido, e apresentando bom alcance dos anteriores e boa propulsão dos posteriores. Quando visto pela frente ou por trás, enquanto se move a passo o  HUSKY SIBERIANO n_o deixa rastro único (single tracking), mas, assim que a velocidade vai aumentando as pernas se inclinam gradualmente para dentro, enquanto os pés caem em uma linha diretamente abaixo do centro longitudinal do corpo. Do mesmo modo que a marcas dos pés tendem para um mesmo ponto, os anteriores e posteriores são conduzidos retos para diante, sem que os cotovelos ou os joelhos virem para dentro ou para fora. Cada membro posterior se move na mesma linha do membro anterior do mesmo lado. Enquanto o cão se movimenta a linha superior permanece firme e em nível. Faltas - movimentação curta, saltitante ou picada; movimentação dificultosa ou rebolada; cruzar anteriores ou posteriores, ou caranguejar.

 TEMPERAMENTO

O temperamento característico do HUSKY SIBERIANO é amistoso e gentil, porém alerta e desprendido. Ele n_o deve apresentar as características possessivas do cão de guarda nem ser, abertamente, desconfiado com estranhos ou agressivo com outros cães.  No cão adulto pode-se esperar alguma atitude de reserva e dignidade. Sua inteligência, afabilidade e disposição impulsiva, fazem dele uma agradável companhia e um trabalhador disposto.

 SUMÁRIO  

As  características rácicas mais importantes do HUSKY SIBERIANO são o tamanho médio, ossatura moderada, proporções bem balanceadas, facilidade e liberdade de movimentos, pelagem apropriada, cabeça e orelhas agradáveis, cauda correta e boa disposição. Qualquer traço de ossatura ou peso excessivos, movimentação travada ou desajeitada, pelagem longa e áspera devem ser penalizados. O HUSKY SIBERIANO  nunca deve aparentar ser tão pesado ou grosseiro que faça lembrar um animal de carga; nem ele é tão leve e frágil que possa sugerir um animal de corrida de velocidade. Em ambos os sexos o HUSKY SIBERIANO dá a impressão de ser capaz de grande resistência. Em adição às faltas já  mencionadas,  faltas estruturais óbvias, comuns a todas as raças, são indesejáveis no HUSKY SIBERIANO assim como em qualquer outra raça, ainda que elas não tenham sido especificamente mencionadas aqui.

  

DESQUALIFICAÇÕES 

 

- Machos acima de 60cm  e fêmeas acima de 56cm .

 

MALAMUTE DO ALASCA

 

 

      

PADRÃO OFICIAL DO ALASKA MALAMUTE

 

O ALASKA MALAMUTE é um cão poderoso e substancialmente construído com um peito profundo, corpo compacto e forte sem ser muito cur¬to, com uma pelagem de proteção grossa e áspera de comprimento suficiente para proteger um subpelo denso e lanoso de 2,5cm a 5cm  quando o cão está com a pelagem completa. Seu porte é bem firme sobre as suas almofadas plantares e essa postura dá a aparência de muita atividade, mostrando interesse e curiosidade. A cabeça é larga, as orelhas em formato de cunha e eretas quando atentas. O focinho é volumoso, diminuindo de largura e profundidade, apenas ligeiramente, da raiz até o nariz, nem pontudo nem longo, mas não curto nem grosso. O MALAMUTE move-se com altivez, cabeça ereta e olhos alertas. As marcas da face são característi¬cas. Elas consistem em um "boné" sobre a cabeça e o resto da face de cor sólida, usualmente, branco-acinzentado, ou de uma marcação que de a aparência de uma máscara. Combinações de boné e máscara não são inusitadas. A cauda é plumada e portada sobre o dorso, não como uma escova de raposa, ou firmemente enrolada, mais como uma pluma ondulante.

 

Os  MALAMUTES são de várias cores, mas são usualmente de um cinza como o do lobo ou branco e preto. Seus pés são do tipo ra¬quete-de-neve, juntos e profundos, com almofadas plantares bem acolchoadas, dando uma aparência firme e compacta. As pernas di¬anteiras são retas com grande ossatura. As pernas traseiras são largas e poderosas, moderadamente anguladas nos joelhos e sem jarretes de vaca. A linha superior é reta, suavemente inclinada dos ombros à garupa. O lombo não deve ser tão curto ou compacto a ponto de interferir com os movimentos fáceis e livres. A resis¬tência e a inteligência aparecem no corpo e na expressão. Os o¬lhos tem uma aparência dos de lobo, por sua posição, mas a expressão é suave e indica uma disposição afetiva.

 

TEMPERAMENTO 

O  ALASKA MALAMUTE é um cão amistoso e afetivo, não o cão de "um só dono". Ele é um companheiro devotado e leal, brincalhão quando estimulado, mas, geralmente impressiona pela sua dignidade após a maturidade.

 

CABEÇA 

A cabeça deve indicar um alto grau de inteligência; é larga e poderosa quando comparada com as de outras raças "naturais", mas deve estar em proporção ao tamanho do cão de forma a não fazê-lo parecer pesado ou grosseiro. Crânio - O crânio deve ser largo entre as orelhas, estreitando-se gradualmente em direção aos o¬lhos, moderadamente arredondado entre as orelhas, achatando-se na linha superior conforme se aproxima dos olhos, arredondando-se em direção às bochechas, que devem ser moderadamente achatadas. Deve haver um ligeiro sulco entre os olhos; a linha superior do crânio e a linha superior do focinho com uma leve depressão, evidenciando, uma leve quebra da linha reta, ao se unirem. Focinho - O focinho deve ser largo e com boa massa em proporção ao tamanho do crânio, diminuindo apenas um pouco em largura e profundidade  da junção com o crânio para o nariz; lábios ajustados; nariz preto; maxilar superior e mandíbula largos com dentes grandes; os dentes da frente se encontram em uma mordedura em tesoura, mas nunca prognatismo ou retrognatismo. Olhos - Castanhos, em formato de amêndoa, moderadamente grandes para esse formato de olho, inseridos obliquamente no crânio. Olhos escuros preferíveis.  Olhos azuis são uma desqualificação. Orelhas - As orelhas devem ser de tamanho médio, mas pequenas em proporção à cabeça. A metade supe¬rior das orelhas é de formato triangular, levemente arredondadas nas pontas, inseridas bem separadas nas bordas traseiras externas do crânio, em linha com o canto superior do olho, as pontas das orelhas, quando eretas, dando a aparência de emergirem do crânio. Quando eretas as orelhas apontam ligeiramente para a frente, mas quando o cão está trabalhando as orelhas ficam, às vezes, dobra¬das contra o crânio. Orelhas inseridas altas são uma falta. 

 PESCOÇO 

O pescoço deve ser forte e moderadamente arqueado.

 CORPO 

O tórax deve ser forte e profundo; o corpo deve ser forte e compactamente construído, mas não curto. O dorso deve ser reto e suavemente inclinado em direção à garupa. O lombo deve ser bem musculoso e não tão curto a ponto de interferir com os movimentos fáceis, rítmicos, com a poderosa propulsão dos posteriores. Um lombo comprido que enfraqueça a linha superior também é uma falta. Sem excesso de peso.

 OMBROS, PERNAS E PÉS 

Os ombros devem ser, moderadamente, inclinados; as pernas da frente de ossatura pesada e musculosas, retas até os metacarpos, que devem ser curtos, fortes e quase verticais, quando vistos de lado. Os pés devem ser grandes e compactos, os dedos juntos e bem arqueados, almofadas plantares espessas e duras, unhas curtas e fortes. Deve haver um crescimento protetor de pelos por entre os dedos. As pernas traseiras devem ser largas e poderosamente musculosas nas coxas; joelhos moderadamente angulados, junta dos jarretes larga e forte, moderadamente angulada e curta. Quando vistas por trás as pernas traseiras não devem parecer arqueadas, mas postarem-se e movimentarem-se exatamente em linha com o movi¬mento das pernas dianteiras, e nem muito fechadas nem muito abertas. As pernas do MALAMUTE devem indicar força incomum e tremendo poder propulsor. Qualquer indicação de fraqueza nas pernas ou pés, quando parado ou em movimento, deve ser considerada uma falta grave. Quintos dedos nas pernas traseiras são indesejáveis e devem ser removidos logo após o nascimento dos filhotes.

 CAUDA  

Moderadamente inserida e no início, seguindo a linha da coluna, coberta por densa pelagem e portada acima da linha superior quan¬do o cão não está trabalhando - não demasiadamente enrolada na linha superior - ou com pelo curto e portada como uma cauda de raposa. O ideal é a aparência de uma pluma ondulante.

 PELAGEM 

O MALAMUTE deve ter uma pelagem de proteção espessa e áspera, não longa e macia. O subpelo é denso, de 2,5cm a 5 cm  de comprimento, oleoso e lanoso. A pelagem protetora áspera se destaca bem no corpo e é espessamente peluda ao redor do pescoço. A pelagem de proteção, bem como o subpelo, variam de comprimento; contudo, em geral a pelagem é de: moderadamente curta para média ao longo dos lados do corpo, com o comprimento da pelagem aumentando um pouco em volta dos ombros e pescoço, na linha superior e na garupa, bem como nas nádegas e cauda. Os MALAMUTES geralmente tem pelagens mais curtas e menos densas quando na muda durante os meses de verão.

 COR E MARCAS 

As cores usuais vão do cinza claro através das tonalidades intermediárias, ao preto, sempre com branco na parte de baixo do corpo, partes das pernas, pés e parte das marcas da máscara. As mar-cas devem ser ou como boné ou como máscara na face. Uma faixa branca na testa (blaze) e/ou colar ou mancha na nuca é atraente e aceitável, mas cor partida estendendo-se sobre o corpo em man¬chas ou salpicos irregulares é indesejável. Deve-se distinguir entre cães com manto ou manchas. A única cor sólida permitida é o todo branco.

 TAMANHO 

Há uma gama natural de tamanhos na raça. Os tamanhos desejáveis para o cão de tração são:

 

MACHOS - 63,5 cm  na cernelha; 42 kg (85 pounds).

FÊMEAS - 58,5 cm  na cernelha;  37 kg (75 pounds).

  Entretanto, considerações a cerca do tamanho não devem superar as dos tipo, proporções e atributos funcionais como ombros, tórax, pernas, pés e movimentação. Quando cães são julgados iguais em tipo, proporção e atributos funcionais, o cão mais próximo do tamanho desejável para o cão de tração deve ser preferido.

  IMPORTANTE 

No julgamento do ALASKA MALAMUTE, sua função como um cão de trenó para carga pesada deve ser considerada acima de tudo o mais. O juiz deve ter em mente que esta raça é designada primariamente como o cão de trabalho de trenó do Norte para transportar carga pesada, e, portanto, ele deve ser um cão compacto, de ossatura pesada, poderosamente construído, com pernas fortes, bons pés, peito profundo, ombros poderosos, movimento equilibrado, balanceado e livre, e o restante dos componentes físicos necessários para o desempenho eficiente do seu trabalho. Ele não deve ser considerado como um cão de trenó para corridas, projetado para competir em provas de velocidade com as raças menores do Norte.

  O  MALAMUTE é um cão de trenó para carga pesada criado para força e resistência e qualquer característica do exemplar individual, que interfira com a realização deste propósito, incluindo temperamento, deve ser considerada a mais graves das faltas. Sob essas condições são faltas: pés de dedos abertos, qualquer indicação de falha ou fraqueza nas pernas, jarretes de vaca, metacar¬pos ruins, ombros retos, falta de angulação, movimentação saltitante ou qualquer movimentação que não seja balanceada, forte e decidida, pernalta, estreito, ossatura leve, proporções gerais deficientes e características similares.

 

 

 

OLD ENGLISH SHEEPDOG

 PADRÃO OFICIAL DO OLD ENGLISH SHEEPDOG

 

APARÊNCIA GERAL   

Um Cão forte, compacto, quadrado e balanceado. Numa visão genérica, profusamente coberto por pelagem, mas não excessiva, atarra¬cado, musculoso e robusto. Estas qualidades, combinadas com  sua agilidade, fazem-no apto a atender as exigências das tarefas re¬queridas de um Cão pastor ou boiadeiro. Por esse motivo robustez é da mais alta importância. Seu latido é alto com um som peculiar rouco, como se fosse emitido dentro de um pote de barro (pot-cas¬se).

 TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA  

Tipo, caráter e balanceamento são da maior importância e em hipó¬tese alguma devem ser sacrificados tão somente pelo tamanho.

TAMANHO - Altura (medida da ponta da cernelha ao solo). Machos 55,8 cm  ou mais. Fêmeas 53,3 cm  ou mais.

PROPORÇÃO - O comprimento (medido da ponta do ombro até a ponta do ísquio (tuberosidade do ísquio) é praticamente igual a altura. Não deve, absolutamente, ser pernalta ou de patas curtas.

SUBSTÂNCIA - Bem musculoso com boa ossatura.

 CABEÇA  

A mais inteligente das expressões. Olhos - Marrons, azuis ou um de cada cor. Se marrons - é preferível que sejam  muito escuros. Se azuis - olhos perolados, de porcelana ou esbranquiçados são considerados típicos. Olhos de cor âmbar ou amarela são muito objetáveis. Orelhas - De tamanho médio e portadas pendentes do lado da cabeça. Crânio - Amplo e quase de formato quadrado propi¬ciando abundância de espaço para o desenvolvimento da capacidade cerebral. A  região acima dos olhos (arcadas supra orbitárias) são bem arqueadas. O conjunto é bem coberto por pelos. Stop - Bem definido. Focinho - Razoavelmente longo, forte, quadrado e truncado. Chama-se  atenção particular para as propriedades acima mencionadas, porque uma cabeça comprida, estreita ou com um focinho pontudo, constitui deformação. Nariz - Sempre preto, grande e amplo.

Dentes - Fortes, grandes e dispostos de forma regular. A mordedu¬ra é em torquês ou tesoura cerrada.  

 PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO  

PESCOÇO - Relativamente longo e graciosamente arqueado. LINHA SU¬PERIOR - É mais baixa na cernelha do que no lombo sem indicação de fraqueza ou fragilidade. Atenção especial é chamada para essa linha superior por que é uma característica distintiva da raça.

CORPO - Razoavelmente curto e muito compacto; mais largo na garu¬pa do que nos ombros. As costelas bem elásticas e o esterno pro¬fundo e amplo. Não devem ser achatadas dos lados, nem costelas em barril. O lombo é muito sólido e levemente arqueado. Cauda - Am¬putada junto ao corpo, quando não nascidos, naturalmente, sem cauda.

 

ANTERIORES  

Escápulas bem inclinadas para trás e estreitas nas pontas. As pernas da frente absolutamente retas com boa ossatura. A medida da cernelha ao cotovelo praticamente a mesma  do que a do cotovelo ao chão. 

POSTERIORES  

Arredondados e musculosos com jarretes bem baixos. Em parado os metatarsos são perpendiculares ao chão quando vistos de qualquer ângulo.

 PÉS  

Pequenos e redondos, com dedos bem arqueados, almofadas espessas e duras, pés apontando reto para a frente.

 PELAGEM  

Profusa, mas não excessiva ao ponto de dar a impressão de que o Cão está demasiadamente gordo, e com um boa textura áspera; não deve ser reta, mas felpuda e sem encaracolar. A qualidade e a textura da pelagem devem ser consideradas acima da simples profusão. Maciez ou pelagem assentada são consideradas faltas. O sub-pelo resistente à água, acumula-se quando não removido pela toalete ou pela queda sazonal. Orelhas são moderadamente peludas. A cabeça inteira é bem coberta por pelos. O pescoço bem revestido por pelos. As pernas da frente bem cobertas em toda a sua volta. As coxas densamente revestidas por uma pelagem densa e longa mais do que em qualquer outra parte. Nem o perfil natural, nem a tex¬tura natural do pelo devem ser alterados por qualquer meio artificial, exceto que os pés e o traseiro devem ser aparados por medidas de higiene.

 COR   

Qualquer matiz de cinza, grisalho, azul ou azul-marmorizado, com ou sem marcas brancas, ou vice versa. Qualquer matiz de marrom ou amarelo deve ser considerado decididamente punível e não deve ser encorajado.

 MOVIMENTAÇÃO 

- Quando a trote o movimento é livre e poderoso, aparentando ser sem esforços; um bom alcance, uma boa propulsão e uma cobertura máxima  de solo com um mínimo de passadas. Muito elástico a galope. Pode fazer marcha gingada, ou marcha em velocidade mais lenta.

 TEMPERAMENTO  

Um Cão adaptável, inteligente com temperamento equilibrado sem nenhum sinal de agressividade, de timidez ou nervosismo.  

 

 

 

 

 PASTOR ALEMÃO

 

 Padrão Oficial do Pastor Alemão

 

Aparência Geral

A primeira impressão de um bom PASTOR ALEMÃO, é a de um animal forte, ágil, bem musculoso, alerta e cheio de vida. Ele é bem balanceado com desenvolvimento harmônico dos anteriores e posteriores. O cão é mais comprido do que alto, de corpo profundo, e apresenta um perfil de curvas suaves na invés de ângulos. De aparência substanciosa e não adelgaçada, dando a sensação, tanto parado quanto em movimento, de aptidão muscular e agilidade sem ter qualquer aspecto desajeitado ou de preguiçoso. O cão ideal é estampado com um aspecto de qualidade e nobreza, difícil de ser definido, mas inequívoco quando esta presente. As características sexuais secundárias são fortemente marcadas e qualquer animal tem que dra a impressão inequívoca de masculinidade ou feminilidade, de acordo com o seu sexo.

 

Tamanho, Proporção, Substância

A altura desejável para os machos no ponto mais alto das escápulas é de 61 cm a 66 cm ; e para fêmeas 56 cm a 61 cm 

O PASTOR ALEMÃO é mais comprido do que alto, e a proporção ideal é de 10 para 8,5. O comprimento é medido da ponta do esterno, até a proeminência posterior da pelve a ponta do ísquio. A desejável proporção alongada, não é proveniente de uma linh superior longa, mas da prevalência do comprimento geral em relação à altura, o que é alcançado pelas medidas do antebraço, da escápula e do trem posterior, quando vistos de perfil.

 

Cabeça

A cabeça, é nobre, bem cinzelada, forte sem ser grosseira, mas acima de tudo, não refinada, e em proporção ao corpo. A cabeça do macho é distintivamente masculina e  da fêmea distintivamente feminina.

A expressão é aguda, inteligente e tranqüila. Os olhos são de tamanho médio, de formato amendoado, inseridos um pouco obliquamente e nunca protrusos. Sua cor é a mais escura possível. As orelhas são moderadamente pontudas, em proporção ao crânio, abertas para a frente, e portadas eretas quando em atenção; esse porte ideal é aquele em que o eixo de cada orelha, quando visto de frente, é paralelo ao outro e perpendicular ao chão. Um cão com orelhas amputadas ou caídas deve ser desqualificado.

Vista de frente a testa é só, moderadamente, arqueada, e o crânio inclina-se em direção ao focinho longo e em forma de cunha, sem um stop abrupto. O focinho é comprido e forte e sua linha superior é paralela à linha superior do crânio. O nariz é preto. Um cão cujo nariz não seja predominantemente preto deverá ser desqualificado. Os lábios são firmemente ajustados. As maxilas são fortemente desenvolvidas. Os dentes em número de 42-20 em cima e 22 em baixo – são muito desenvolvidos e dispostos em uma mordedura em tesoura, na qual a face interna dos incisivos superiores encaixa-se na face externa dos incisivos inferiores. Protrusão do maxilar superior ou mordedura em torquês são indesejáveis. Prognatismo é uma falta desqualificante. A dentição completa deve ser preferida. Qualquer falta dentária que não seja a dos primeiros premolares é uma falta séria.

 

Pescoço, Linha Superior, Corpo

O pescoço é forte e musculoso, bem delineado e relativamente longo em proporção ao tamanho da cabeça e sem pregas de pele solta. Quando o cão está em atenção ou excitado a cabeça fica elevada e o pescoço portado alto; de outro modo, particularmente em movimento, o porte típico da cabeça é mais para frente do que para cima, mas um pouco mais alta do que a parte superior dos ombros.

Linha Superior – A cernelha é o ponto mais alto, e inclina-se em relação ao dorso em nível. A linha superior é reta, de desenvolvimento muito forte, sem ceder ou carpear, e relativamente curta.

Toda a estrutura do Corpo dá a impressão de profundidade e solidez sem grosseria. Tórax – Começa pelo antepeito que é bem cheio e portado bem baixo por entre as pernas. È profundo e de boa capacidade, nunca raso, com amplo espaço para os pulmões e o coração; situado bem para diante com antepeito, de perfil, aparecendo adiante da ponta do ombro. As costelas são bem arqueadas e longas, nem em forma de barril nem achatadas, e se prolongam bem para baixo até o esterno, que atinge os cotovelos. O arqueamento correto das costelas permite que os cotovelos se movam livremente para trás quando o cão esta a trote. Se muito arredondadas, interferem nos cotovelos, expulsando-os para fora; se muito achatadas ou curtas provocam cotovelos compridos contra o tórax. As costelas se entendem bem para trás de forma que o lombo é relativamente curto. O abdômen é firmemente sustentado e nunca deve estar distendido. A linha inferior é apenas, moderadamente, esgalgada na altura. Lombo – Visto de cima, é largo e forte. quando visto de lado, comprimento inadequado entre a última costela e a coxa é indesejável. A garupa é comprida e inclina-se gradualmente.

A cauda é do tipo da de raposa, com a última vértebra estendendo-se, ao menos, até a junta do jarrete. È inserida harmonicamente, na garupa, mais para baixa do que para alta. Em repouso a cauda fica pendurada com uma ligeira curva como um sabre. Um leve gancho – às vezes levado para um dos lados – é faltoso, apenas, até o ponto em que possa prejudicar a aparência geral. Quando o cão está excitado ou em movimento, a curva se acentua e a cauda é elevada, mas nunca poderá se curvar para frente além da linha vertical. Caudas muito curtas, ou com terminação grossa, devida à anquilose, são faltas sérias. Um cão com cauda amputada de ser desqualificada.

 Anteriores

As escápulas são compridas e anguladas obliquamente, colocadas de forma plana e não deslocadas para a frente. O braço junta-se com  a escápula em um ângulo, relativamente, reto. Os ombros  e os braços são bem musculosos. As pernas da frente, vistas por qualquer ângulo são retas e a ossatura é mais para oval do que para redonda. Os metacarpos são fortes e elásticos, angulados em relação à vertical, em 25 graus, aproximadamente. Quintos dedos nos anteriores podem ser removidos, mas são, normalmente, deixados.

Os pés são curtos, compactos com dedos bem arqueados, almofadas grossas e firmes, unhas curtas e escuras.

Posteriores

Todo o conjunto posterior visto de lado é largo, com as coxas e as pernas de trás, bem musculosas, formando um ângulo, relativamente reto. O fêmur é paralelo à escápula enquanto que a tíbia-fíbula paralela ao úmero. O metatarso ( segmento entre a junta do jarrete e o pé) é curto, forte e firmamente articulado. Os quintos dedos das pernas de trás, se houver algum, devem ser removidos. Pés como os da frente.

 Pelagem

O co ideal tem uma pelagem dupla de comprimento médio. O pelo extremo deve ser mais denso possível, com pelos retos, ásperos e assentados junto ao corpo. É permitida uma ligeira ondulação do pelo externo, o qual muitas vezes é de textura dura. A cabeça ( incluindo a parte externa das orelhas e o focinho), as pernas e os pés são cobertos por pelos curtos; o pescoço com pelos mais longos e espessos. O pelo na parte de trás das pernas anteriores e posteriores é tanto quanto longo e se estende, respectivamente, até o corpo e o jarrete. Pelo macio, sedoso, muito comprido, lanoso, encaracolado ou aberto consistem faltas da pelagem.

 Cor

O PASTOR ALEMÃO varia de cor, e muitas são as cores permitidas. As preferidas são as cores ricas e fortes. Cores pálidas, lavadas e azuis ou fígado são faltas sérias. Um cão branco deve ser desqualificado.

 Movimentação

O PASTOR ALEMÃO é um cão trotador e sua estrutura foi desenvolvida para satisfazer os requisitos de seu trabalho.

 Impressão Geral – sua movimentação é de grande alcance, elástica, aparentando ser feita sem esforços, suave e rítmica, e cobrindo um máximo de solo com um mínimo de passadas. A passo, ele cobre um grande espaço no chão, com muito dos anteriores e posteriores. A trote o cão cobre ainda muito mais, com um alcance, certamente, mais longo; e se move poderosamente mas de uma maneira fácil, com coordenação e de maneira balanceada, de modo que a locomoção parece constante como a de uma máquina bem lubrificada. Os pés trabalham junto ao solo, tanto no alcance anterior, como na impulsão do posterior. A fim de obter essa movimentação ideal ele precisa ter bom desenvolvimento muscular e bons ligamentos. Os posteriores liberam através da linha superior um poderoso impulso para frente que eleva, ligeiramente, todo o animal e dirige o corpo para diante. O pé de trás, toma apoio no chão alcançando bem embaixo e ultrapassando a marca deixada pelo pé da frente. Depois o jarrete, joelho e coxa entram em ação e empurram para trás, a propulsão da perna de Trás termina com o pé ainda rente ao chão levado para trás de maneira suave, pela ação da gravidade. O sobre-alcance do posterior, geralmente, requer que um pé de trás passe por fora e o outro pé de trás, passe por dentro, do trabalho dos pés da frente, e esta ação não é Feitosa, a menos que provoque ação de caranguejar, com o corpo do cão entortando para um dos lados, fora da linha reta normal.

 

Transmissão – O seu típico trote flutuante, suave, é mantido com grande força e firmeza da linha superior. Todo esforço do posterior é transmitido para o anterior  através do lombo, dorso e ombros. Em trote total, a linha superior deve permanecer firme e em nível sem selar, oscilar para os lados ou para cima, ou arquear. A linha superior em desnível, ficando a cernelha mais baixa do que a ponta da garupa é uma falta.

Para compensar a deslocação para a frente produzida pelo posterior o ombro deve abrir-se na sua mais ampla extensão. As pernas da frente devem ter grande cobertura de solo, com passadas longas em harmonia com a dos posteriores. Quando trotando, a fim de manter o balanceamento, os pés não devem trabalhar em linhas paralelas muito separadas, e são levados para dentro, em direção à linha mediana do corpo. Os pés trabalham perto mas não se chegam ou cruzam. Vistas de frente as pernas anteriores – da – junta do ombro até o pé trabalham dentro de uma linha reta. Vistos por trás, os posteriores – da articulação femoro-coxal até o pé – trabalham dentro de uma linha reta. Faltas de movimentação vistas quer de frente, de trás ou de lado, devem ser consideradas faltas muito sérias.

 

Temperamento

A raça tem personalidade, distintamente, marcada por uma expressão sincera e destinada; nunca hostil, mas alto confiante e com certa indiferença. Não é propenso a fazer amizades imediata, ou indiscriminadamente. O cão deve permitir aproximações ficando tranqüilo em seu território e mostrar confiança a boa vontade para primeiras apresentações, sem que ele mesmo as provoque. Ele é equilibrado, porém quando a ocasião requer, impetuoso e alerta; tanto capaz, como disposto, por suas aptidões para trabalhar como companhia, cão de alarme, guia de cego, pastor, ou guardião, de acordo com o que as circunstâncias possa requerer. Não deve ser tímido, esconder-se atrás do seu dono ou condutor; nem deve ser nervoso, e ficar olhando para os lados ou para cima com uma expressão ansiosa ou demonstrando reações nervosas como colocação da cauda por entre as pernas, diante de sons ou sinais estranhos. Falta de confiança, em qualquer ambiente, não é típica de um bom caráter. Qualquer uma das deficiências de caráter acima descritas, que indiquem timidez, deve ser penalizada como falta muito séria; e qualquer cão que apresente indícios pronunciados delas, deve ser recusado nas pistas de exposição. Deve ser possível ao árbitro examinar os dentes e verificar se ambos os testículos estas descidos. Qualquer cão que tente morder o árbitro deve ser desqualificado. O cão ideal é um animal de trabalho com um caráter incorruptível, combinado com corpo e movimentação adequados para um trabalho árduo, que construí o seu propósito primordial.

 

Desqualificações

•Orelhas cortadas ou caídas.

•Cães com nariz não predominante preto.

•Prognatismo.

•Caudas amputadas.

•Cães brancos.

•Qualquer cão que tente morder o árbitro.

 

      

PASTOR ALEMÃO BRANCO

 

 

PADRÃO OFÍCIAL DO PASTOR ALEMÃO BRANCO

 

O PAB é um cão harmonioso e de boas proporções ligeiramente mais longo do que alto, bem equilibrado considerando-se em separado as várias partes de seu corpo como um todo. Extrema nobreza física e de caráter é seu destaque, harmonizando substância física com elegância de porte e movimentos. Caracteriza-se por sua nobreza e distinção, sendo destemido e confiante, reservado com estranhos sem contudo mostrar-se hostíl em situações normais. Caráter nobre e seguro de sí, nunca deve demonstrar nervosismo ou se acovardar em situações difíceis. Macho e Fêmea devem demonstrar claramente suas diferenças sexuais fenótipas, aqueles com porte e aparência definitivamente masculino, estas notadamente de feições femininas sem contudo deixar de apresentar boa massa muscular e comportamento. Mesmo ambos possuindo a expressão de olhar característica e forma idêntica de cabeça, é fácil distinguir-se um macho de uma fêmea.

O PAB é por excelência um cão de guarda e ataque da categoria dos trotadores.

De tamanho médio, deverá medir da ponta superior da cernelha ao solo:

- Machos - de 63 a 70cm.

- Fêmeas -de 58 a 63cm.

Deseja-se contudo variações para mais, sem, no entanto, prejudicar suas características estruturais e harmonia geral, considerando-se que deva ser mais comprido do que alto. Medidas inferiores às do padrão são indesejáveis.

Cabeça: marcante e nobre, bem proporcional ao corpo sem ser grosseira. Machos com cabeça refinada é falta maior que fêmeas com cabeça pesada.

Crânio: largo entre as implantações das orelhas, testa levemente arredondada, quase sem sulco central. De perfil, testa inclinada com ligeiro abaulamento até encontrar-se com a base do focinho onde forma leve stop.

Focinho: em cunha, dando continuidade às linhas laterais do crânio, reto e paralelo ao crânio na sua parte superior, afina-se cinzeladamente até as narinas, sempre mantendo proporcionalidade ao comprimento do crânio.

Trufas: a trufa ou narina deve formar continuidade plástica do focinho sem ser grosseira demais ou muito fina. Lisa, sem rachadura na sua parte mediana vertical, com fossas nasais largas possibilitando perfeita respiração. É de cor preta, podendo no entanto ser amarronzada ou levemente salpicada o que não é desejável.

Bochechas: (ou comissuras labiais superiores): Bem desenvolvidas, colocadas lateralmente em curva suave, sem se pronunciarem para a frente dando a impressão de um focinho quadrado.

Lábios: firmes e aderentes.

Maxilares: desenvolvidos e fortes, não se projetando nem para frente nem para trás, em harmonia entre si resultando daí um perfeito encaixe de dentição em tesoura.

Dentes: alinhados em tesoura, 20 superiores e 22 inferiores, bem desenvolvidos e sadios. Qualquer desvio de dentição, prognatismo superior ou inferior é falta gravíssima. Falta de dentes é falta mais ou menos grave ( ver no final).

Olhos: amendoados e oblíquos, de tamanho médio, nunca deverão ser salientes ou profundos. De expressão viva e inteligente, deverão ser mais o escuro possível, aceitando-se no entanto, aqueles de matis marrom claro desde que não chequem às cores esverdeados ou azulados.

Orelhas: largas na base, em ponta, viradas para a frente e portadas eretas quando em atenção. Paralelas entre si quando eretas, caracterizam a expressão da raça. Inserção baixa, grandes demais ou pequenas, caídas ou operadas, descaracterizam o exemplar sendo considerado defeito.

Orelhas totalmente flácidas é falta desqualificante, proibindo-se a reprodução ao exemplar que assim as portar.

Pescoço: firme e musculoso, sem peles soltas na parte inferior ( barbelas). Quando parado, em stay, deve ser portado alto e majestoso. Em movimento deve colocar-se numa linha a nível do dorso, nem acima nem abaixo deste.

Linha superior: compreende a cernelha, o dorso, lombo e garupa, caracterizando um perfeito equilíbrio de massa e cinzelamento, formando o conjunto uma linha descendente da cernelha à garupa em relação ao solo.

Cernelha: forte, bem pronunciada e colocada, o que proporciona bom encaixe das costelas.                                                         

Dorso: curto, reto, horizontal, musculoso e bem desenvolvido, sem excesso ou falta de curvatura lateral.

Lombo: de bom comprimento, largo e musculoso. Não deve ser muito longe da última costela à coxa.

Garupa: larga e longa, bem musculada, enclinada para trás num ângulo de 30 graus em relação ao solo. Garupa leve, fina, curva, mal musculada, reta ou excessivamente inclinada são faltas.

Cauda: grossa, cheia, a última vértebra alcançando ou ultrapassando a ponta do jarrete. Sua inserção deve dar continuidade à linha superior do cão, nunca pronunciada deve porta-se baixa em curva na ponta (sabre) quando em repouso. Em movimento deve elevar-se até a altura da linha superior e quando excitado, elevar-se no máximo numa linha vertical sem dobrar para a frente ou enroscar-se. Cauda morta é falta, em gancho ou virada para as laterais é indesejável. Cortadas, desqualificam. Curtas, ou truncadas devido a fusão de vértebras representam faltas.

Tronco: compreende o conjunto cernelha, dorso e lombo. Deve ser musculoso e profundo, mostrando solidez mas sem excesso de volume. Da ponta  do externo à ponta de trás da garupa (illium), deve haver um comprimento maior ao da cernelha ao solo, na proporção média de 10 para 9. Tronco curto ou muito longo é falta.

Antepeito: iniciando-se no externo, cheio, musculoso, indo até a altura dos cotovelos. Finos ou excessivamente largos é considerado falta.

Peito: profundo e bem conformado, possibilitando boa colocação de costelas e consequentes acomodação do coração e pulmões. (na frente, com externo salente projetando-se adiante dos ombros quando visto de lado).

Costelas: nem curvas demais nem achatadas, devem manter uma curvatura para trás a 45º. em relação à coluna vertebral, encontrando-se numa curvatura na parte posterior do externo, descendo um pouco abaixo dos cotovelos.

Abdomen: levemente esgalgado em relação à parte inferior do peito, firme e musculoso. As fêmeas apresentam menor esgalgamento que os machos.

Anteriores: omoplatas e úmeros de igual tamanho. As omoplatas devem ser inclinadas para a frente a 130º - 140º em relação ao dorso. O úmero deverá formar com a omoplata uma angulação em torno de 90º (partindo de sua porção anterior). Esse conjunto, omoplata-úmero, deve ser musculoso e firme nunca flácido e solto do corpo.

Pernas: antebraços retos, ossos ovalados, verticais em relação ao solo, fortes e em harmonia com a ossatura geral. Redondos, chatos, com esponjosidades, tortos, raquíticos e mal aprumados são penalizados.

Posteriores: O conjunto fêmur-tíbia deverá também formar um ângulo de 90º, ficando sua colocação paralela ao conjunto omoplata-úmero. A coxa (fêmur) e a perna (tíbia) são de igual comprimento devendo ser musculosas e largas para cumprir seu papel como partes de um órgão propulsor.

Pés: compactos, com os dedos bem arqueados, almofadas plantares negras, rijas e grossas, unhas curtas e duras. Dedos retos e bem colocados. Ergots devem ser retirados.

Pés finos, de “gato”, de “lebre”  e espalmados são faltas. O ideal são unhas pretas, aceitando-se no entanto, as brancas.

Pelagem: dupla, com subpelo e sobrepelo. O subpelo é fino e compacto e sua espessura varia conforme a temperatura ambiente e o estado física do animal. Sua ausência total é onsiderada falta.

Sobrepelo: o ideal é que seja denso, rijo e reto, aderido ao corpo. Cabeça, parte interna das orelhas, patas dedos e partes internas das pernas com pelos mais curtos e sedosos. No pescoço e parte posterior das coxas mais longos e espessos com 4 a 5 cm de comprimento.

Há um segundo tipo de subpelo, mais comprido e rijo, normalmente com fios não retos, e eriçados. Na parte inferior das orelhas e em seus posteriores os pelos são longos e acentinados, formando tufos, assim como na parte superior das coxas e  inferior da cauda. Nesse caso a cauda tem o formato de “bandeira”e as coxas apresentam “culotes”. Os exemplares que apresentam esse tipo de pelagem são indesejáveis para a reprodução.

Há ainda indivíduos com pelagem mais densa do que a anterior, sedosa e ondulada, praticamente com ausência total de sobrepelo. Essa característica é acompanhada de alongamento de focinhos - são exemplares leves, orelhas maiores, descaracterizando o desejado. Esses cães devem ser excluídos da criação.

Coloração: inteiramente branco neve, trufas, comissuras labiais, contorno dos olhos negros. Olhos castanhos quanto mais escuros melhor. Aceitáveis matizes castanhos mais claros, mas não desejáveis. Olhos de “rapina”, vesgos ou de qualquer outra cor são penalizados e excluídos da reprodução.

Movimentação: a movimentação do PAB é característica devendo unir harmonia com elasticidade e ritmia própria dos trotadores. Em dois tempos, seu trote é feito adiantando uma das pernas traseiras em conjunto com a dianteira do outro lado do corpo e assim sucessivamente numa sequência rápida e rítmica, sem elevar-se muito do chão. Enquanto em outras raças a movimentação dos membros se fazem em linha vertical paralela, a tendência do PAB é de fechar as patas para dentro na linha média do corpo, sem no entanto juntar jarrete ou jogar cotovelos para fora, ainda sem cruzar as patas. O chamado “trote flutuante” só alcançado por PA é o movimento em que trocando passadas rápidas e rítmicas da impressão que o cão flutua no ar sem pisar no solo.

Temperamento: forte, firmeza de caráter, coragem, fidelidade e obediência são características do pab. Deve ignorar estranhos quando em presença de seu proprietário, contudo alerta e pronto para defesa assim que solicitado. Não deve se mostrar nervoso em situações anormais e menos ainda demonstrar timidez e covardia nessas ocasiões.

Exemplares tímidos ou covardes devem ser excluídos da criação.

 

FALTAS

Para se julgar um exemplar deve se levar em consideração que o peso das faltas variam proporcionalmente em relação ao mal que as mesmas fazem às características próprias da raça.  Portanto, podem ser consideradas leves, moderadas, graves, muito graves e desqualificantes.

 

Faltas leves: São aquelas que não prejudicam a ponto de ser 

penalizadas num exame:

a) olhos levemente arredondados ou salientes

b) mau porte da cauda

c) pelagem própria e temporária

d) lábios levemente flácidos 

e) barbela levemente pronunciada

 

Faltas Moderadas:

a) falta de um ou dois P-1 (pré molares)

b) mordedura em torquês

c) mau porte de orelhas

d) focinho alongados

e) conformação errada dos pés

f) pelagem imprópria

g) dentes estragados ou gastos

h) pouca massa muscular

i) pelagem amarelo champanhe

 

Faltas graves:

a) maxilares fracos

b) caudas curtas, enroscadas ou aneladas, acima ou lado da garupa

c) ausência de sobrepelo

d) apatia

e) machos efeminados

f) fêmeas masculinizadas

g) ossatura muito leves

h) movimentação atípica

i) falta de expressão típica da raça.

 

Faltas muito graves:

a) prognatismo (inferior ou superior)

b) falta de outros dentes a não ser os P-1

c) timidez

d) agressividade exagerada

e) nervosismo acentuado

f) sensibilidade a tiro

 

Faltas desqualificantes:

a) qualquer cor a não ser o branco, respeitando-se a letra I 

de faltas moderadas

b) orelhas mortas ou seccionadas

c) monorquídios ou criptorquídios

d) caudas mortas

e) medo de tiro

f) desequilíbrio nervoso

 

Escala de pontos:

Aparência geral...................................15

Cabeça................................................25

Toráx e flanco.....................................10

Dianteiros...........................................10

Traseiros.............................................10

Cor.....................................................10

Cauda.................................................07

Pelagem..............................................07

Altura.................................................06

 

PASTOR BELGA GROENENDAHEL

 

 

PADRÃO OFICIAL DO PASTOR BELGA (GROENENDAHEL)

 

APARÊNCIA GERAL 

A primeira impressão que se tem do PASTOR BELGA GROENENDAHEL é a de um cão bem balanceado, quadrado, de aparência elegante com um porte de cabeça e pescoço, extraordinariamente, orgulhoso. Ele é um animal forte, ágil, bem musculoso, alerta e cheio de vida. Toda a sua conformação dá a impressão de vigor e solidez, sem grosseria. O cão macho é via de regra mais imponente e majestoso que a sua correlativa feminina. A fêmea deve ter um aspecto, dis¬tintamente, feminino. 

Faltas - Qualquer desvio destas especificações é uma falta. Para determinar se uma falta é pequena, séria ou grave estes dois pon¬tos devem ser usados como critério: l. A extensão do quanto a falta se desvia do padrão; 2. O grau do quanto esse desvio pode, de fato, afetar a capacidade de trabalho do cão.

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA  

Machos devem medir de 61cm a 66cm de altura e fêmeas 56cm a 61cm  medidos na cernelha.

Machos abaixo de 57cm  ou acima de 70cm  e fêmeas abaixo de 52cm  ou acima de 65cm  de altura de¬vem ser Desqualificados.

 O comprimento, medido da ponta do esterno até a ponta do ísquio, deve ser igual à altura. Fêmeas podem ser mais longas. A estrutu¬ra óssea deve ser, moderadamente, pesada em proporção à sua altu¬ra mas só até o ponto de um bom balanceamento geral;  nunca deve ser delgado ou pernalta, nem tosco ou grosseiro. O PASTOR BELGA GROENENDAHEL deve parar de maneira correta sobre os seus quatro pés. Visto de lado - A linha superior, os anteriores e os poste¬riores devem constituir,  aproximadamente, um quadrado.

CABEÇA 

Bem delineada e forte; sob qualquer ângulo o seu tamanho deve ser proporcional ao corpo. A Expressão indica vigilância, atenção, e disposição para o trabalho. O olhar deve ser inteligente e inqui¬sitivo. Olhos, marrons, de preferência, marrons-escuros. De tama¬nho médio e forma ligeiramente amendoada, e não protrusos. Ore¬lhas de formato triangular, rígidas, eretas e de tamanho propor¬cional à cabeça. A base da orelha não deve começar mais baixo do que a linha do centro do olho. Orelhas pendentes (como as de hound) devem desqualificar.

Crânio - O topo do crânio é mais achatado do que arredondado. A largura, aproximadamente, a mesma do que o comprimento, mas nunca mais largo do que comprido. Stop moderado. Focinho, afilando moderadamente , repelindo-se qualquer tendência a ser pontudo; e aproximadamente, igual em comprimento à linha superior do crânio. As maxilas devem ser fortes e poderosas. Nariz preto, sem manchas ou áreas de descoloração. Os lábios esticados e pretos, sem apre¬sentar coloração rosada do lado de fora.   Dentes - Uma dentição completa, com dentes fortes e brancos, inseridos de modo unifor¬me. Não deve ocorrer retrognatismo ou prognatismo. Pode ser tanto mordedura em torquês como em tesoura.

PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO   

O pescoço é redondo e um tanto esticado, alargando da cabeça para o corpo, bem musculoso e com pele aderente. Linha superior - A cernelha é ligeiramente mais alta e inclina-se para a linha supe¬rior que deve ser em nível, reta e firme desde a cernelha até a ponta da garupa. O Tórax não é largo, mas é profundo. Seu ponto mais baixo deve atingir os cotovelos, formando uma curva ascen¬dente suave em direção ao abdômen. Abdômen - De desenvolvimento moderado. Nem muito esgalgado nem distendido. A região do lombo, vista por cima é relativamente curta, larga e forte, e funde-se, de maneira suave, com o dorso. A garupa é moderadamente longa, inclinando-se gradualmente. A Cauda é forte na base, e as vérte¬bras devem atingir o jarrete. Com o cão em repouso é mantida bai¬xa, do nível da linha superior para o jarrete, com a ponta dobra¬da. Quando em ação ela se eleva e faz uma curva, que é mais forte perto da ponta, sem formar um gancho. Cauda amputada ou em toco deve desqualificar. 

ANTERIORES 

Ombros  longos e inclinados, achatados contra o corpo, formando um ângulo agudo (aproximadamente de 90 graus) com o braço. Pernas  retas, fortes e paralelas uma à outra. Ossos mais ovais do que redondos. O desenvolvimento (comprimento e ossatura) deve ser bem proporcionado ao tamanho do cão.  Metacarpos de comprimento mé¬dio, fortes, e apenas, ligeiramente, inclinados. Pés  redondos (pés de gato), dedos arqueados e bem juntos, bem almofadados. Unhas fortes e pretas, exceto quando forem brancas para combinar com a ponta dos dedos. 

POSTERIORES 

Pernas - Comprimento e ossatura bem proporcionados ao tamanho do cão. Ossos mais ovais do que redondos. As pernas são paralelas uma à outra.  Coxas  largas e fortemente musculadas. A coxa e a perna de trás, aproximadamente, paralelas, respectivamente, à escápula e ao braço, e formando um ângulo relativamente agudo na junta do joelho. A angulação do jarrete é mais ou menos aguda, apesar de que o PASTOR BELGA GROENENDAHEL não deva possuir angulações excessivas. Os metatarsos de comprimento médio, fortes e ligeiramente inclinados. Quintos dedos, quando existem, devem  ser removidos. Pés  ligeiramente alongados. dedos arqueados e bem juntos, bem almofadados. Unhas fortes e pretas, exceto quando forem brancas para combinar com a ponta dos dedos.

PELAGEM 

O pelo externo deve ser comprido, bem assentado, reto e abundante. Não deve ser nem sedoso nem duro. A textura deverá ser de uma aspereza mediana. O sub-pelo deve ser extremamente denso, de a¬cordo, entretanto, às condições climáticas. O PASTOR BELGA  GROE¬NENDAHEL é, particularmente, adaptável a extremos de temperatura ou clima. A pelagem é mais curta na cabeça, na parte de fora das orelhas e nas partes inferiores das pernas. A abertura das orelhas é protegida por tufos de pelos.

ORNAMENTAÇÃO - Pelos particularmente longos e abundantes em volta do pescoço, como um colar; franjas de pelos compridos ao longo da parte de trás do antebraço; pelo particularmente longo e abundante ornamentando os posteriores - os calções; pelo longo, pesado e abundante na cauda.

COR 

Preto. Pode ser completamente preto, ou preto com branco limitado ao seguinte: pequena, para moderada, mancha, ou lista no antepeito. Entre as almofadas dos pés. Nas pontas dos dedos de trás. No queixo e no focinho (geada - que deve ser branca ou cinza). Na ponta dos dedos da frente é admissível, porém é uma falta. 

Desqualificação - Qualquer outra cor que o preto, exceto pelo branco nas áreas especificadas. Coloração avermelhada devido às condições climáticas em uma pelagem, de outra forma, correta não deve ser fundamento para desqualificação.

MOVIMENTAÇÃO  

Os movimentos devem ser suaves, livres e fáceis, nunca aparentan¬do ser cansativos, demonstrando facilidade de movimentação ao invés de uma ação propulsiva dura. Em movimentação rápida deixa rastros simples: as pernas, tanto da frente como de trás, conver¬gem em direção à linha central de gravidade do cão. A linha supe¬rior deve permanecer firme e em nível, paralela com a linha do movimento, sem caranguejar. Ele apresenta uma tendência marcante de movimentar-se mais em círculo do que em   reta.

TEMPERAMENTO 

O PASTOR BELGA GROENENDAHEL deve espelhar as qualidades de inteligência, coragem, vigilância e devoção ao  dono. A sua aptidão inata como guardião de rebanhos deve ser acrescentado o senso de proteção à pessoa e à propriedade do seu dono. Deve ser vigilante, atento, e sempre em movimento quando não está sob comando. Em seu relacionamento com os humanos deve ser observador e precavido com estranhos, mas não receoso. Não deve demonstrar medo nem ti¬midez. Não deve demonstrar ferocidade diante de um ataque suposto, ou não provocado. Com os que ele conhece bem é muito afetuo¬so, amistoso, zeloso por suas atenções e muito possessivo. Agres-sividade é uma desqualificação.

 

 

DESQUALIFICAÇÕES

 

- Machos abaixo de 57cm  ou acima de 70cm  ou 

   fêmeas abaixo de 51cm  ou acima de 65cm . 

- Orelhas pendentes (como as de um hound).

- Cauda amputada ou de toco.

- Qualquer cor que não preta.

- Agressividade.

 

 

PASTOR BELGA MALINOIS

 PADRÃO OFICIAL DO MALINOIS

 

APARÊNCIA GERAL 

O MALINOIS  é um cão bem balanceado, quadrado, e de aparência elegante com um extraordinário porte orgulhoso da cabeça e pescoço. É forte, ágil, bem musculado, alerta e cheio de vida. Ele para de maneira uniforme sobre seus quatro pés; e visto de lado, a linha superior, os anteriores e posteriores, juntos, formam aproximadamente um quadrado. Toda a sua conformação dá a impressão de profundidade e solidez sem aparência de ser volumoso. O macho é, geralmente, mais imponente e maior  do que a fêmea, que tem uma aparência distintamente feminina. 

 

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA 

Os machos são de 61cm a 66 cm ; as fêmeas de 56cm a 61cm ; a medida é tomada na cernelha. 

Machos medindo abaixo de 58,5cm  ou acima de 68,5 cm e fêmeas abaixo de 53,5 cm  ou acima de 63,5 cm   devem ser desqualificados. 

O comprimento, é medido da ponta do esterno até a ponta do ís¬quio, e deve ser igual à altura, porém as fêmeas podem ser, levemente, mais longas. Um exemplar quadrado é preferível. A estrutura óssea é moderadamente pesada em proporção à altura mas só até o ponto de não afetar o bom balanceamento do cão, que não deve¬rá ser espigado ou pernalta nem grosseiro ou volumoso.

 

CABEÇA 

A cabeça é bem delineada e forte sem ser pesada; e sob todos os aspectos seu tamanho deve estar em proporção com o corpo. A Expressão deve indicar vigilância, atenção e prontidão para o tra¬balho, e o olhar é inteligente e inquisitivo. Os olhos são mar¬rons, de preferência, marrons-escuros, de tamanho médio, ligeira¬mente amendoados, e não protrusos. O bordo das pálpebras é preto. As orelhas aproximam-se na forma a um triângulo eqüilátero e são rijas, eretas e de tamanho proporcional ao da  cabeça. O canto externo da orelha não deve chegar abaixo da linha traçada pelo centro do olho. Orelhas pendentes, como as de hound, ou semi-eretas são desqualificantes. O topo do Crânio é mais achatado do que arredondado, com largura, aproximadamente, igual ao compri¬mento, porém nunca mais largo. O stop é moderado. O Focinho é, moderadamente, afilado, evitando-se qualquer tendência de ser pontudo, e aproximadamente igual em comprimento à linha superior do crânio. Os planos do focinho e do crânio são paralelos. As maxilas são fortes e poderosas. O nariz é preto e sem áreas des¬coloridas. Os lábios são esticados e pretos sem nenhuma mancha rósea aparecendo do lado de fora. O PASTOR BELGA MALINOIS tem uma dentição completa com dentes dispostos numa  mordedura em tesoura ou torquês. Retrognatismo e prognatismo são faltas. Um prognatis¬mo no qual dois ou mais incisivos superiores perdem contato com dois ou mais incisivos inferiores constitui uma desqualificação. Um ou mais dentes ausentes é uma falta séria. 

 PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO  

O pescoço é redondo e de comprimento suficiente para permitir um porte de cabeça orgulhoso. Ele deve afilar do corpo para a cabe¬ça. A linha superior, de um modo geral, é em nível, reta, e firme desde a cernelha até a ponta da garupa. A garupa é de comprimento moderado, inclinando-se gradualmente. O Corpo deve dar a impressão de força, mas sem ser volumoso. O tórax não é largo, porém, profundo com sua parte mais baixa atingindo o cotovelo. A linha inferior forma uma curva suave, ascendente, do ponto mais baixo do tórax em direção ao abdômen. O abdômen é moderadamente desen¬volvido, sem ser esgalgado nem distendido. A região do  lombo, vista de cima, é, relativamente, curta, larga e forte, fundindo-se, de maneira suave, com o dorso. A cauda é forte na base, com as vértebras atingindo o jarrete; em movimentação ela é elevada formando uma curva, que é mais pronunciada próxima à ponta, mas sem constituir um gancho. Uma cauda cortada ou em toco é uma desqualificação.

 ANTERIORES  

Os anteriores são musculosos, mas sem volume excessivo. O ombro é longo e oblíquo, achatado contra o corpo, formando um ângulo agu¬do com o braço. As pernas são retas, fortes e paralelas entre si. O osso é mais para oval do que para chato. O comprimento e a substância bem proporcionados com o tamanho do cão. O metacarpo é de comprimento médio e, muito ligeiramente, inclinado. Os quintos dedos podem ser removidos. Os pés são redondos (pés de gato) e com boas almofadas, de dedos arqueados e bem juntos. As unhas são fortes e pretas, exceto quando são brancas para combinar com o branco da ponta dos dedos.

 POSTERIORES 

As angulações do posterior devem estar balanceadas com a dos an¬teriores; o ângulo do jarrete é relativamente agudo, apesar de que,  o PASTOR BELGA MALINOIS,  não deva ter angulações exagera¬das. O fêmur e a tíbia são, aproximadamente, paralelos com a es¬cápula e o úmero, respectivamente. As pernas estão em proporção com o tamanho do cão, e de osso mais para oval do que para redon¬do. As pernas são paralelas entre si. As coxas são bem muscula¬das. Quintos dedos, quando existirem, deverão ser removidos. O metatarso é de comprimento médio, forte e levemente inclinado. Os pés de trás devem ser ligeiramente alongados, com dedos arquea¬dos, bem juntos e com boas almofadas. As unhas são fortes e pre¬tas, exceto quando são brancas para combinar com o branco da pon¬ta dos dedos.

 PELAGEM 

O pelo deve ser relativamente curto, reto, áspero adequado para resistir às intempéries, com sub-pelo denso. Deve ser muito curto na cabeça, nas orelhas e na parte mais inferior das pernas. O pelo é um tanto mais longo em volta do pescoço - formando um co¬lar, na cauda e na parte de trás das coxas. A pelagem deve ser assentada no corpo, sem eriçar ou pender para baixo.

 COR   

A cor básica vai desde o castanho-amarelado rico até o mogno, com pontas pretas nos pelos externos, conferindo uma aparência de revestimento. A máscara e as orelhas são pretas. As partes infe¬riores do corpo, a cauda e os calções são de um castanho-amarela¬do mais claro; mas  castanho-desbotado no corpo é uma falta. A cor deve ser considerada um pormenor de acabamento, e não deve prevalecer sobre a estrutura ou o temperamento. A ponta dos dedos pode ser branca, e uma pequena mancha branca no esterno - ante¬peito - é permitida, desde que não se estenda para o pescoço. Marcas brancas, salvo as mencionadas são faltosas.

 MOVIMENTAÇÃO 

Os movimentos são suaves, livres e fáceis,  não aparentando cau¬sar cansaço; demonstrando facilidade na execução dos movimentos ao invés de uma ação propulsora dura. Em andaduras rápidas o PASTOR BELGA MALINOIS deixa rastro único: ambas as pernas - da frente e de trás, convergem em direção  à linha central de gravidade enquanto a linha superior permanece firme e em nível, paralela com a linha de movimentação, sem caranguejar. A raça apresenta uma acentuada tendência a se movimentar em círculo, muito mais do que em linha reta.

 TEMPERAMENTO 

O temperamento correto é essencial para o tipo de trabalho do PASTOR BELGA MALINOIS. A raça é autoconfiante, não apresentando sinais de covardia nem de agressividade diante de situações inesperadas. O cão deve ser reservado com estranhos mas afeiçoado com a sua gente. Ele é naturalmente um protetor da pessoa e da pro¬priedade do seu dono, sem que seja, declaradamente, agressivo. O PASTOR BELGA MALINOIS possui um forte desejo de trabalhar e é pronto e disposto a atender os comandos do dono. O  temperamento faltoso é seriamente penalizado.

 FALTAS

O grau da penalidade que deverá ser aplicada ao cão vai depender de extensão do desvio da falta em relação ao padrão e do quanto a falta, em particular, pode, de fato, afetar a habilidade de trabalho do cão.

 DESQUALIFICAÇÕES

 •- Machos abaixo de 57 cm ou acima de 70 cm e fêmeas abaixo de 51 cm  ou acima de 65 cm . 

•- Orelhas pendentes como as de um hound, ou semi eretas. 

•- Prognatismo inferior no qual dois ou mais incisivos superiores perdem contato com os incisivos inferiores. 

•- Cauda cortada ou em toco.

 

 

 

PASTOR BELGA TERVUREN

 

 PADRÃO OFICIAL DO PASTOR BELGA TERVUREN

 

APARÊNCIA GERA

A primeira impressão que se tem do PASTOR BELGA TERVUREN é a de um cão de tamanho médio, bem balanceado, de aparência elegante, e parado, simetricamente, sobre os seus quatro pés, com um porte orgulhoso de pescoço e cabeça . Ele é forte, ágil, bem musculado, alerta e cheio de vivacidade. Dá a impressão de profundidade e solidez, sem grosseria. O macho deve apresentar masculinidade inquestionável; e a fêmea uma aparência, distintamente, feminina, e é julgada em igualdade com o macho. O PASTOR BELGA TERVUREN é um cão sem artifícios e não há necessidade de pose excessiva nas pistas de julgamento.

 

O PASTOR BELGA TERVUREN reflete as qualidades: inteligência, coragem, vigilância e devoção ao dono. Em adição à sua habilidade inata como cão de pastoreio, ele protege a pessoa do seu dono e a propriedade, sem ser abertamente agressivo. Ele é vigilante, e atento e em constante movimento quando não está sob comando. O PASTOR BELGA TERVUREN é um cão de pastoreio e as faltas que afe¬tam  sua habilidade de pastorear, sob quaisquer circunstâncias, tais como movimentação, mordedura, pelagem e temperamento inade¬quados devem ser, particularmente, penalizados.

 

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA 

O macho ideal vai de 61 cm a 66 cm de altura e a fêmea, de 56 cm a 61 cm  de altura, medida na cernelha. Os cães deverão ser penalizados de acordo  com o grau de desvio do ideal. 

Machos abaixo de 58,5 cm  ou acima de 67,5 cm  ou as fêmeas abaixo de 53,5 cm ou acima de 62 cm  devem ser desqualificados. 

O corpo é quadrado; o comprimento medido da ponta do ombro até a ponta do ísquio aproxima-se da altura. Fêmeas podem ser um pouco mais longas de corpo. A estrutura óssea é mediana em proporção à altura; de forma que ele é completamente bem balanceado e nunca esguio ou pernalta, nem pesado ou grosseiro.

 

Bem cinzelada com pele esticada; comprida mas sem exageros. A  expressão é inteligente e interrogativa, indicando vigilância, atenção e disposição para o trabalho. Os olhos são marrons-escu¬ros, de tamanho médio, de formato ligeiramente amendoado, nunca protrusos. Olhos claros, amarelos ou redondos constituem  faltas. Orelhas de formato triangular, de base bem arredondada como a de uma xícara; rígidas, eretas, e de altura igual à largura na base. Inserção alta; a base da orelha não deve situar-se abaixo da linha do centro do olho. Orelhas pendentes como as de hound consti¬tuem desqualificação. O crânio e o focinho medidos a partir do stop, tem igual comprimento. O tamanho de todas as suas partes estão em proporção ao corpo. O topo do crânio é mais achatado do que arredondado; sua largura aproximadamente a mesma  que o comprimento, mas nunca mais largo do que comprido. O stop é  moderado. Quando vistas de lado, a linha superior do focinho é paralela à linha superior do crânio. O focinho é moderadamente afilado, evitando-se qualquer tendência a ser pontudo ou bochechudo. As  maxilas são fortes e poderosas. O nariz é preto sem pintas ou áreas descoloridas. As narinas são bem definidas. Os lábios são esticados e pretos sem apresentar manchas rosadas do lado de fo¬ra, quando a boca esta fechada. Dentes - Dentição completa com fortes dentes brancos, dispostos de forma regular, constituindo mordedura em tesoura ou torquês. Dentes em retrognatismo ou prog¬natismo constituem  uma falta. Protrusão inferior de dentes da frente de modo que o contato dos incisivos superiores com os in¬feriores está perdido, com dois ou mais incisivos inferiores, e é desqualificação. Perda de contato por encurtamento dos incisivos centrais em uma mordedura de outra forma correta não deve ser tido como protrusão inferior. Dentes quebrados ou descoloridos não devem ser penalizados. Ausência de dentes constitui uma  falta.

 

PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO 

O pescoço  é redondo, musculoso, relativamente longo e elegante, levemente arqueado e alargando-se da cabeça em direção  ao corpo. A pele é bem ajustada sem pregas soltas. A cernelha é acentuada. A Linha Superior é em nível, reta e firme desde a cernelha até a garupa. A garupa  é moderadamente longa, inclinando-se gradual¬mente em direção à base da cauda. O tórax não é largo, sem ser estreito, e é profundo; o ponto mais baixo do esterno atinge os cotovelos; o esterno forma uma curva ascendente suave em direção ao abdômen. O abdômen é moderadamente desenvolvido, nem muito esgalgado nem barrigudo. As costelas são bem arqueadas, mas achatadas lateralmente. A secção do lombo vista de cima, é relativamen¬te curta, larga e forte, fundindo-se, ao dorso de maneira suave. A cauda é forte na base, e a última vértebra alcança, ao menos, o jarrete. Quando o cão está parado é portada baixa. Quando esta em ação ela se eleva até o ponto de ficar ao nível da linha superior, fazendo uma ligeira curva, mas nunca um gancho. A cauda não deve ser portada acima da linha superior, nem virada para um dos lados. Uma cauda amputada ou em toco é desqualificante.

ANTERIORES 

Os ombros são longos, inclinados a 45 graus, e colados junto ao corpo, formando um ângulo reto com o braço. As coroas das escápu¬las ficam separadas numa largura de, mais ou menos, dois polegares. Os braços  devem mover-se em uma direção exatamente paralela ao eixo longitudinal do corpo. Os antebraços são longos e bem musculados. As pernas são retas e paralelas, perpendiculares ao chão. Os ossos são mais para ovais do que redondos. Os metacarpos são curtos, fortes e ligeiramente inclinados. Os  quintos dedos podem ser removidos. Os pés  são redondos - pés de gato; nem virados para dentro nem para fora. Os dedos são arqueados, bem jun-tos, e com boas almofadas; unhas  fortes.

POSTERIORES 

As  pernas são  poderosas sem que sejam pesadas, movendo-se no mesmo padrão dos membros anteriores. Ossos mais ovais do que re¬dondos. As coxas são largas e pesadamente musculadas; os joelhos são muito bem definidos e as coxas fazem um ângulo reto com a garupa. Os jarretes são moderadamente angulados. Os  metatarsos curtos, perpendiculares ao chão, paralelos um com o outro quando vistos por trás. Os quintos dedos devem ser removidos. Os  pés  são ligeiramente alongados, com dedos arqueados e bem juntos, com boas almofadas e unhas fortes.

 

 

 

 

PASTOR DE SHETLAND

 

 PADRÃO OFICIAL DO PASTOR DE SHETLAND (SHETLAND SHEEPDOG) 

 

APARÊNCIA GERAL  

PREÂMBULO - O PASTOR DE SHETLAND assim como o Collie, originou-se do Border Collie da Escócia, que levado para as Ilhas Shetland, lá foi cruzado com raças pequenas, inteligentes e de pelagem longa que o reduziram a proporções miniaturizadas. Depois, de tempos em tempos, foram feitos cruzamentos com Collies. Esta raça ostenta hoje face ao Collie de Pelo Longo, a mesma relação de tamanho e aparência geral que o Pônei de Shetland tem com as raças maiores de cavalos. Apesar das semelhanças  entre o PASTOR DE SHETLAND e o Collie de Pelo Longo serem marcantes, existem diferenças que devem ser notórias. O PASTOR DE SHETLAND é um Cão de trabalho pequeno, alerta, peludo e de pelos longos. Ele deve ser robusto, ágil e vigoroso. O perfil deve ser tão simétrico de for¬ma que nenhuma parte pode aparentar estar fora de proporção com o todo. Os machos devem ser masculinos e as fêmeas femininas.

 

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA 

O  PASTOR DE SHETLAND deve estar entre 33 cm e 40,5 cm  na cernelha. Nota: A altura é determinada por uma linha perpendicular ao chão baixada do ponto mais alto das escápulas, estando o Cão parado naturalmente com as pernas da frente paralelas à linha da medida.

Desqualificações - Alturas abaixo ou acima da variação do tamanho desejável, devem ser desqualificatórias na pista de julgamento.

Sob um aspecto geral o corpo deverá aparentar ser moderadamente longo quando medido desde a ponta do ombro até o ísquio  (a extremidade mais posterior do osso da garupa); porém, muito desse comprimento é, de fato, devido mais à largura e angulação apro¬priada do ombro e dos posteriores, do que à linha superior pro¬priamente dita, que deverá ser, comparativamente, curta.

 

CABEÇA 

A cabeça deve ser refinada e quando vista de cima ou de lado, seu formato deverá ser o de uma cunha abrupta longa, afilando ligei¬ramente das orelhas para  o focinho.  Expressão - O contorno e o cinzelamento da cabeça, o formato, a inserção e o porte das orelhas, a colocação, a forma e a cor dos olhos, combinam-se para produzir a expressão. Normalmente, ela deve ser alerta, gentil, inteligente e inquisitiva. Diante de estranhos o olhar pode ser vigilante e reservado, mas nunca receoso.  Olhos são de tamanho médio, escuros, de pálpebras amendoadas, inseridos no crânio ligeiramente oblíquos. A cor deverá ser escura; olhos azuis ou marmorizados somente são permitidos em cães azul-marmorizado.  Faltas - Olhos claros, redondos, grandes ou muito pequenos. Terceira pálpebra muito aparente.  Orelhas - são pequenas e flexíveis. colocadas alto, portadas com tres quartos eretos e as pontas quebradas para a frente. Quando em repouso as orelhas dobram-se ao comprido e são arremessadas para trás e para dentro da juba.  Faltas -Inserção muito baixa, orelhas de hound, orelhas eretas, orelhas de morcego, orelhas torcidas. Cartilagem muito grossa ou muito fina.

 

CRÂNIO E FOCINHO  

O topo do crânio deve ser chato e não apresentar proeminência da crista nucal (o ponto mais alto do occipital). As bochechas devem ser  

chatas e fundir-se de maneira suave em um focinho bem arredondado. O crânio e o focinho devem ter comprimento igual e o ponto de balanceamento entre eles deve encontrar-se na altura do canto interno do olho. De perfil, a linha superior do crânio deve ser paralela à linha superior do focinho, contudo, em um plano superior devido à presença de um stop ligeiro mas, definido. O maxilar superior e a mandíbula são bem secos e poderosos. A mandíbula é profunda e bem desenvolvida, o queixo arredondado e se estende até a base das narinas. O Nariz deve ser preto. Os Lábios são bem esticados devendo encontrarem-se e ajustarem-se entre si, de maneira suave, em toda a sua volta. Os dentes são parelhos e espaçados de modo regular. Mordedura - Em tesoura.

Faltas -  Falta de paralelismo crânio-focinho. Stop muito proemi¬nente ou ausência de stop. Abaulamentos abaixo, entre ou acima dos olhos. Crista nucal proeminente. Crânio abobadado. Arcos zigomáticos proeminentes. Focinho pontudo. Mandíbula curta, fugidi¬a, ou rasa, com falta de largura e profundidade. Retrognatismo ou prognatismo, falta de dentes ou dentes tortos. Dentes visíveis estando a boca fechada.

 

PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO 

O Pescoço deve ser musculoso, arqueado, e de comprimento suficiente para portar orgulhosamente a cabeça.  Faltas - Pescoço muito curto e grosso.

A Linha Superior deve ser em nível e fortemente musculosa. O Tórax deve ser profundo e o esterno alcançar a ponta dos cotovelos. As costelas devem ser bem elásticas, porém achatadas a partir da sua metade inferior, para permitir a livre ação dos membros ante¬riores e do ombro . O abdômen é moderadamente esgalgado.

 Faltas - Linha superior muito longa, muito curta, selada ou arqueada. Costelas em barril, Costelas chatas. Tórax estreito e/ou muito raso.

Deve existir um ligeiro arqueamento da região lombar, e a  Garupa deve inclinar-se gradualmente para trás. O osso da garupa (pelve) deve inserir-se em um ângulo de 30 graus em relação à coluna vertebral. Faltas - Garupa mais alta do que a cernelha, garupa muito reta ou muito inclinada.

A Cauda deve ser suficientemente comprida ao ponto de, quando portada perpendicularmente à extremidade traseira dos posteriores, a última vértebra atingir a junta do jarrete. O porte da cauda em repouso é pendente reta ou, com uma ligeira curvatura para cima. Quando o Cão está alerta a cauda fica normalmente eguida, mas ela não poderá estar curvada para frente sobre a linha superior.  Faltas - Cauda muito curta, cauda com a ponta torcida.

 

ANTERIORES 

As escápulas devem inclinar-se em um ângulo de 45 graus, da cernelha para a frente e para baixo em direção à ponta do ombro. Na altura da cernelha elas são separadas só pela vértebra, mas para se acomodarem ao arqueamento desejável das costelas, elas devem projetar-se, apenas o suficiente, para fora. O braço deve articular-se com a escápula em um ângulo, o mais reto possível. A junta do cotovelo deve estar eqüidistante do chão e da cernelha. As pernas da frente são retas quando vistas de qualquer ângulo, mus¬culosas e secas e de ossos fortes. Os metacarpos são muito fortes, tendinosos e flexíveis. Os quintos dedos podem ser removidos.  Faltas -Angulação insuficiente entre o ombro e o braço. Braço muito curto. Ombros com falta de inclinação para fora. Ombros soltos. Cotovelos virados para dentro ou para fora. Pernas tortas. Ossatura leve.

Pés devem ser ovais e compactos com dedos bem arqueados, juntos, firmemente acoplados. Almofadas profundas e resistentes, unhas duras e fortes.   Faltas - Pés voltados para dentro ou para fora. Dedos abertos. Pés de lebre. Pés de gato.

 POSTERIORES 

A coxa deve ser larga e musculosa. O  fêmur deve articular-se com a pelve em um ângulo reto correspondente ao ângulo do ombro e do braço. Os ossos da perna de trás e o fêmur devem estar, destaca¬damente, angulados na junta do joelho. O comprimento total da tíbia deverá ser, ao menos, igual ao comprimento do fêmur, mas é preferível que seja, ligeiramente, maior. A junta do jarrete deve ser definida, angulosa e tendinosa com bons ossos e ligamentos fortes. O  jarrete (metatarso) deve ser curto e 

reto visto de qualquer ângulo. Os quintos dedos deverão ser removidos. Faltas - Coxas estreitas. Jarretes de vaca. Jarretes virados para fora. Junta do jarrete pouco definida.

PÉS  - Como nos anteriores.

 PELAGEM  

A pelagem deve ser dupla, o pelo externo consiste em fios longos, retos, ásperos; o sub-pelo curto, profuso e tão denso que deve conferir a toda pelagem a qualidade de ficar armada. A pelagem da cara, da ponta das orelhas e dos pés deve ser curta. O manto e a juba devem ser abundantes, e particularmente, impressivos no macho. As pernas da frente são bem franjadas, e as de trás de fato, franjadas muito pesadamente, mas o pelo é curto abaixo da junta do jarrete. Os pelos da cauda são profusos. NOTA - Excesso de pelos nas orelhas, pés e jarretes deve ser cortado (trimado) para fins de exposição.  Faltas - Pelagem curta ou assentada no todo ou em parte; pelo ondulado, crespo, macio ou sedoso. Falta de sub-pelo. Espécimes de pelo curto.

 COR 

Preto, azul-marmorizado e marta - variando do dourado ao mogno - com marcas de extensão variada de branco e ou canela.  Faltas - Avermelhamento nas pelagens preta ou azul-marmorizado. Cor aguada ou degenerada, como marta-pálido ou azul desbotado. No caso do azul-marmorizado uma cor sólida, isto é, sem nenhuma marmorização, ou malha escura, dando a aparência geral de um tricolor des¬botado ou diluído. Marcas brancas, distintas, pelo corpo. Cães com mais de 50% de branco deverão ser penalizados, tão severamen¬te a ponto de serem eliminados da competição.

 DESQUALIFICAÇÕES - Tigrados.

 MOVIMENTAÇÃO 

A movimentação do PASTOR DE SHETLAND, a trote, deve denotar velocidade, sem esforço, e suavidade. Não deve ser saltitante, dura, ou picada, com movimentos para baixo e para cima. A propulsão deve ser adequada e correta e depende  da  angulação, musculatura e ligamentos corretos de todo o posterior, permitindo, assim, ao Cão alcançar com o pé de trás, bem embaixo do seu corpo, impulsi¬onando para a frente. A amplitude do alcance dos anteriores depende da correta angulação, musculatura e ligamentos dos anteriores, associados à correta largura do tórax e  à construção da caixa torácica. 

Os pés devem elevar-se apenas o suficiente para se afastarem do chão e permitirem a oscilação da perna para a frente. Vistos de frente, quando a passo, ambos, anteriores e posteriores, devem mover-se para diante, quase perpendiculares ao solo; no trote lento, inclinando-se um pouco para dentro; até que no trote rápido os pés são levados bem para dentro em direção à linha central do corpo, de sorte que  os rastros devem deixar duas linhas paralelas de pegadas tocando a linha central pelos seus bordos internos. não deve ocorrer  cruzamento dos pés, nem gingado do corpo para os lados.

Faltas - Passadas duras e curtas com movimentos bruscos e saltitantes. Passadas picadas, oscilantes para baixo e para cima, ou deslocamento do peso corporal de um lado para outro o que é com freqüência, erroneamente, admirado como movimentação gingada, porém permitida em filhotes). elevação dos pés dianteiros com uma ação similar à de hackney, resultando na perda de velocidade e energia. Marcha.

 

TEMPERAMENTO 

O  PASTOR DE SHETLAND é profundamente leal, afetivo e pronto em atender ao dono. Contudo, ele deve ser reservado diante de estranhos, mas não ao ponto de mostrar medo ou submissão nas pistas. Faltas - Assustadiço, tímido ou nervoso. Teimosia, rabugice, ou mau temperamento.

 

 

ESCALA DE PONTOS

 

APARÊNCIA GERAL

     Simetria....................................................... 10

     Temperamento............................................. 10

     Pelagem.....................................................  5   25

 

CABEÇA

     Crânio e stop.................................................  5

     Focinho........................................................  5

     Olhos, orelhas e expressão........................... 10   20

 

CORPO

     Pescoço e Linha Superior..............................  5

     Tórax, Costelas e Esterno............................. 10

     Lombo, Garupa e Cauda..............................  5   20

 

MEMBROS ANTERIORES

     Ombros......................................................... 10

     Pernas da frente e Pés....................................  5   15

 

MEMBROS POSTERIORES

     Garupa, Coxa e Perna de trás....................... 10

     Jarretes e Pés................................................  5   15

 

MOVIMENTAÇÃO 

     Movimentação - suavidade e ausência de 

     movimentos desperdiçados quando a trote...  5      5  

 

     TOTAL............................................................   100 

      

 

DESQUALIFICAÇÕES

 •- Alturas abaixo ou acima do tamanho desejado, isto é, de 33 cm a   40,5 cm  .       

 

•- Tigrados. 

 

 

 

 

 

PULI

 PADRÃO OFICIAL DO PULI

 

APARÊNCIA GERAL 

O PULI é um cão de tamanho médio, compacto, de aparência quadrada e bem balanceado. Ele é vigoroso, alerta e ativo. O que mais cha¬ma a atenção, é a pelagem felpuda - sua característica mais peculiar, que combinada com a ligeireza e uma movimentação particu¬lar, adaptaram-no ao extenuante trabalho de pastorear rebanhos nas planícies da Hungria. Agilidade combinada com sanidade mental e física, é de importância primordial para o desempenho apropria¬do da sua tarefa, que data de séculos. 

 TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA 

O ideal é que os machos devam medir da cernelha ao chão 43 cm ; e as fêmeas 40,5 cm . É aceitável  2,5 cm  acima ou abaixo dessas medidas. O corpo, compacto, aproxima-se de um qua¬drado: medido da cernelha ao chão e da ponta do ombro ao trasei¬ro. A ossatura é mediana.

 CABEÇA 

A cabeça é de tamanho médio em proporção ao corpo. Os olhos de formato amendoado, são de inserção profunda; relativamente grandes, e marrons-escuros com o bordo das pálpebras preto ou cinza ardósia. As orelhas inseridas um pouco mais altas do que o nível dos olhos, são pendentes, de tamanho médio, em formato de V, e medem cerca da metade do comprimento da cabeça. O Crânio é levemente abaulado e de largura mediana. O stop é definido, mas não abrupto. O Focinho é forte e reto, mede 1/3 do comprimento da cabeça, e termina em um nariz de bom tamanho. O nariz é sempre preto. Os lábios e as gengivas são pretos ou cinza ardósia. Os lábios são esticados. A dentição é completa com Dentes comparativamente grandes, dispostos numa mordedura em tesoura. 

 PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO 

O pescoço é forte, musculoso, de tamanho médio e livre de barbelas. A Linha superior em nível é forte, de comprimento médio, com garupa ligeiramente inclinada. O tórax é moderadamente largo e profundo - as costelas bem arqueadas. O lombo é curto, forte e moderadamente recolhido. A cauda é portada por cima da linha su¬perior, curvando-se sobre ela.

ANTERIORES 

As escápulas são bem inclinadas para trás. O braço e a escápula são, aproximadamente, iguais em comprimento e formam um ângulo de 90 graus. As pernas da frente são retas, fortes e de ossatura mediana com metacarpos fortes e flexíveis. Quintos dedos se existirem, podem ser removidos. Os pés redondos e compactos tem dedos bem arqueados e almofadas grossas. O PULI deve parar bem sobre os seus pés. As almofadas e as unhas são pretas ou cinza ardósia.

 POSTERIORES 

Os posteriores são bem desenvolvidos e musculosos com joelhos bem angulados e toda a construção do posterior é balanceada com a do anterior. Os jarretes são perpendiculares ao chão e bem baixos. Quintos dedos, se existirem, podem ser removidos. Pés como os da frente.

 PELAGEM  

A pelagem densa, resistente às intempéries, é profusa em todas as partes do corpo. O pelo externo é ondulado ou crespo, mas nunca sedoso. O sub-pelo é macio, lanoso e denso. A pelagem aglomera-se com facilidade, e no cão adulto, quando deixada  naturalmente, deverá formar cordas. As cordas são lanosas, variando de forma e espessura, tanto chatas como arredondadas, dependendo da textura da pelagem e da proporção entre o pelo externo e o sub-pelo. O PULI poderá ser apresentado tanto encordoado, como escovado. É fundamental que a pelagem dupla apropriada com textura correta, seja sempre evidente. Com a idade a pelagem pode tornar-se com¬prida, chegando a atingir o chão. Entretanto, só o comprimento suficiente, será considerado necessário para se avaliar com correção a qualidade e textura do pelo, para que não sejam penaliza¬dos cães jovens ou espécimes de trabalho. 

 

COR 

Somente são aceitáveis cores sólidas de preto-ruço, preto, todos os matizes de cinza, e branco; entretanto,  é permitida uma mancha branca no antepeito, não superior a 5 cm . Nos cães pretos e cinzas é aceitável uma mescla de alguns fios cinzas, pretos ou brancos  por toda a extensão da pelagem desde que seja mantida a aparência de cor sólida. Pigmentação completa da pele: azul ou cinza, qualquer que seja a cor da pelagem.

 MOVIMENTAÇÃO 

O PULI é, tipicamente, um cão vivo e acrobático; leve,  rápido, ágil e capaz de mudar de direção instantaneamente. No trote lento, ou contido, a movimentação é característica: passadas rápidas e animadas sem grande alcance porém sem que haja um andar picadinho ou saltitante. Quando a trote rápido o PULI cobre o solo de maneira suave e eficiente com bom alcance e propulsão; à medida em que a velocidade aumenta, os pés tendem a convergir, naturalmente, em direção á linha mediana. A sua movimentação peculiar é essencial para o tipo de pastoreio do PULI.

 TEMPERAMENTO   

Por natureza é um cão afeiçoado, inteligente e uma amorosa compa¬nhia doméstica; o PULI é um desconfiado sensato, e por esse motivo um excelente cão de alarme. Extrema timidez ou desconfiança são faltas sérias.

 FALTAS - Qualquer desvio do que foi descrito deve ser considerado uma falta; a gravidade dependerá da extensão do desvio.

 

 

 

 

SAMOIEDA

 

 

 

PADRÃO OFICIAL DO SAMOIEDA

 

CONFORMAÇÃO GERAL:

A) - APARÊNCIA GERAL 

O SAMOIEDA sendo essencialmente um cão de trabalho, deve apresen¬tar a imagem da beleza, prontidão e força, com agilidade, dignidade e graça. Como o seu trabalho se desenvolve em climas frios, sua pelagem deve ser pesada e resistente às intempéries, bem cuidada, e de boa qualidade mais do que quantidade. O macho ostenta mais colar do que a fêmea. Não deve ser de linha superior compri¬da ou fraca, por que isto o torna, praticamente, inútil para o seu trabalho efetivo, porém, ao mesmo tempo, um corpo muito compacto pode também colocá-lo em grande desvantagem como cão de tração. Os criadores devem visar um meio-termo feliz: um corpo não comprido porém musculoso, permitindo liberdade, com um tórax profundo e costelas bem arqueadas, pescoço forte, frente reta e principalmente lombo forte. Os machos devem ser de aparência mas¬culina e comportamento sem agressividade injustificável; fêmeas femininas sem fraqueza de estrutura ou temperamento de aparente suavidade. Fêmeas podem ter linha superior um pouco mais longa do que os machos. Ambos devem dar a impressão de serem capazes grande resistência, mas livres de aparência grosseira. Por causa da profundidade de tórax exigida, as pernas devem ser moderadamente longas. Um cão com pernas  muito curtas deve ser desaprovado.  Os posteriores devem ser particularmente, bem desenvolvidos, joelhos bem angulados e qualquer sugestão de joelhos incorretos ou jarretes de vaca, severamente penalizados. Aparência geral deve incluir movimentação e conformação geral, indicando balanceamento e boa substância.

 B) - SUBSTÂNCIA 

Substância é aquela suficiência de ossos e músculos que completa o balanceamento com o esqueleto. A ossatura é mais pesada do que aquela que pode ser esperada de um cão do seu tamanho, mas não tão pesada a ponto de prejudicar a velocidade e agilidade mais desejáveis no SAMOIEDA. Em todas as construções os ossos devem ser  proporcionais ao tamanho do corpo. E o SAMOIEDA  não deve ser nunca tão pesado para aparentar ser desajeitado nem tão leve para aparentar um cão de corridas. O peso deve estar em proporção à altura do cão.

C) - ALTURA  

Machos de 53,5 cm a 59,5 cm ; fêmeas de 48,5 cm a 53,5 cm na cernelha. 

Um SAMOIEDA acima ou abaixo do tamanho deve ser penalizado de acordo com a extensão do desvio.

D) - PELAGEM (TEXTURA E CONDIÇÃO) 

O SAMOIEDA é um cão de pelagem dupla. O corpo deve ser bem cober¬to com um sub-pelo macio, curto, grosso, e muito lanoso com pelos mais compridos e ásperos crescendo através dele, formando o pelo externo, que se arma, reto, para fora do corpo, e deve ser livre de encrespamento. A pelagem deverá formar um colar em volta do pescoço e ombros, emoldurando a cabeça (mais nos machos do que nas fêmeas). A qualidade da pelagem deve ser resistente às intem¬péries e é mais importante do que a quantidade. Uma pelagem pen¬dente é indesejável. A pelagem deve resplandecer com um brilho de prata. As fêmeas, normalmente,  não ostentam uma pelagem como a maioria dos machos e a textura é mais macia.

E) - COR 

O SAMOIEDA deve ser branco-puro,  branco e biscuit, creme ou completamente biscuit. Qualquer outra cor desqualifica.

 

MOVIMENTAÇÃO 

A) - ANDADURA 

O SAMOIEDA deve trotar e não marchar. Ele deve mover-se com pas¬sadas largas, fáceis e ágeis que são bem ritmadas. A andadura deve ser livre, balanceada e vigorosa, com bom alcance dos ante¬riores e boa força de propulsão dos posteriores. Quando  trotando deve haver uma forte ação impulsora posterior. Movendo-se a passo lento ou trote, ele não deixa rastros simples (single-tracking), mas à medida em que a velocidade aumenta as pernas  se inclinam para dentro, gradualmente, enquanto os pés, finalmen¬te, caem sobre uma linha diretamente sob o centro longitudinal do corpo. E conforme as marcas dos pés convergem, anteriores e pos¬teriores são portados retos quando trabalham para a frente, e os joelhos não se voltam nem para dentro nem para fora. A linha su¬perior deve permanecer forte, firme e em nível. Uma movimentação sem ritmo ou picada deve ser penalizada.

B) - EFEITO DO POSTERIO

As coxas devem ser bem desenvolvidas. Os joelhos bem angulados - aproximadamente 45 graus em relação ao chão. Os  jarretes devem ser bem desenvolvidos, nitidamente definidos e localizados cerca de 30% da altura da garupa. Os posteriores, quando em uma parada natural, vistos por trás, são fortes, bem desenvolvidos, e não se voltam nem para dentro nem para fora. Joelhos retos são reprová¬veis. Jarretes com junta dupla ou de vaca são uma falta. Jarretes de vaca somente podem ser determinados se o cão teve uma oportunidade de se movimentar apropriadamente.

C) - EFEITO DO ANTERIOR  

As pernas devem ser paralelas e retas até os metacarpos. Os meta¬carpos devem ser fortes, musculosos e retos, mas flexíveis, com alguma inclinação permitindo o apropriado caimento dos pés. Em virtude da profundidade do tórax, as pernas devem ser moderada¬mente longas. O comprimento da perna do chão até o cotovelo deve ser, aproximadamente, 55% do comprimento total na cernelha - um cão  de pernas muito curtas deve ser reprovado. Ombros devem ser longos e inclinados, com uma angulação de 45 graus e mantidos firmemente. Ombros soltos ou cotovelos para fora devem ser pena¬lizados. A separação  entre as cernelhas deve ser cerca de 2,5 cm  a 3,8 cm.

D) - PÉS  

Grandes, longos e achatados - um pé de lebre, ligeiramente espraiado, mas não, espalhado; dedos arqueados; almofadas  grossas e flexíveis, com crescimento de pelos protetores por entre os dedos. Quando parado naturalmente os pés não devem se virar nem para dentro nem para fora, porém, no ato da arrancada podem virar-se ligeiramente para dentro. Pés virados para fora, pés de pombo, redondos ou de gato ou pés espalhados são faltas. Franjas nos pés não são tão essenciais, porém, elas são mais profusas nas fêmeas do que nos machos.

 

CABEÇA

A) - CONFORMAÇÃO  

O  crânio é em forma de cunha, largo, ligeiramente abaulado, nem redondo, nem de maçã e as linhas traçadas dos cantos internos das orelhas para o ponto central do stop devem constituir um triângulo eqüilátero. Focinho - O focinho é de comprimento médio e largura média, nem grosseiro nem pontudo; deve afinar em direção ao nariz e estar em proporção ao tamanho do cão e à largura do crânio. O focinho deve ter profundidade.  Stop - Não tão abrupto, apesar de bem definido. Lábios - Devem ser pretos de preferência e, levemente, curvados para cima nas comissuras da boca, confe¬rindo o sorriso do SAMOIEDA.  A linha dos lábios não deve ter a aparência de ser grossa nem deve ter lábios caídos, principalmen¬te nos cantos da boca.

Orelhas 

Fortes e grossas, eretas, triangulares e de pontas levemente ar¬redondadas; não devem ser grandes ou pontudas, nem devem ser pequenas e "orelhas de urso" (pequenas com pontas arredondadas). As orelhas devem estar em conformidade com o tamanho da cabeça e o tamanho do cão; elas devem estar inseridas bem separadas, mas devem  estar  com o bordo dentro da margem externa da cabeça; elas devem ser móveis e bem cobertas de pelo na parte interna; a pelagem é cheia e em pé adiante das orelhas. O comprimento das orelhas deve ter a mesma medida que a distância entre o canto interno da base da orelha e o canto externo do olho.

Olhos 

Devem ser de preferência escuros; devem estar colocados bem sepa¬rados e de inserção profunda; de formato amendoado com a pálpebra inferior inclinando-se em direção a um ponto imaginário próximo à base da orelha. Bordo das pálpebras, de preferência, escuro. Olhos redondos ou protrusos são penalizados. Olhos azuis desqualificam.

Nariz 

De preferência preto, mas marrom, fígado ou manchado de rosa não penalizam. A cor do nariz algumas vezes muda com a idade e o clima.

Maxilas e dentes  Dentes fortes e bem inseridos, confortavelmente, justapostos numa mordedura em tesoura. Prognatismo ou retrognatismo devem ser pe¬nalizados.

B) - EXPRESSÃO  

O termo empregado como "EXPRESSÃO DO SAMOIEDA"  é muito importante e é indicado pela cintilação dos olhos, animação e lampejo da cara quando alerta ou interessado em alguma coisa. A expressão é obtida com a combinação dos olhos, orelhas e boca. As orelhas devem estar eretas quando alertas; os cantos da boca devem se curvar ligeiramente para cima formando o  sorriso do SAMOIEDA.

 

TORSO

A) - PESCOÇO 

Forte, bem musculoso, portado orgulhosamente ereto, inserido nos ombros inclinados, para carregar a cabeça com dignidade quando em 

atenção. O pescoço deve fundir-se aos ombros com um arqueamento gracioso.

B) - TÓRAX  

Deve ser profundo, com costelas bem arqueadas na altura da coluna vertebral e achatadas dos lados para permitir o movimento apro¬priado dos ombros e a liberdade dos anteriores. Não devem ser tórax de barril. A profundidade perfeita aproxima-se da altura da ponta dos cotovelos e a parte mais profunda do tórax fica para trás dos anteriores - próxima da nona costela. O espaço para o coração e os pulmões é garantido mais pela profundidade do que pela largura do tórax.

C) - LOMBO E CORPO  

A cernelha constitui a parte mais alta da linha superior. O lombo é forte e ligeiramente arqueado. O dorso deve ser reto até o lombo, de comprimento médio, muito musculoso, e nem comprido nem muito compacto. O cão deve ser "quase fora do quadrado" : o comprimento sendo aproximadamente 5% maior do que a altura. È  permitido que as fêmeas sejam ligeiramente mais longas do que os machos. A barriga deve ser bem conformada e rigidamente musculosa, com a parte posterior do tórax, voltando-se para cima em uma curva agradável (esgalgamento). A garupa deve ser cheia, ligeiramente inclinada e deve continuar imperceptivelmente em direção à raiz da cauda.

 CAUDA 

A cauda deve ser moderadamente longa com as vértebras terminando, aproximadamente, no jarrete, quando para baixo. Ela deve ser profusamente coberta com pelos longos e portada sobre a linha supe¬rior ou do lado,  quando alerta, porém, algumas vezes fica caída quando em repouso. Ela não deve ser de inserção alta ou baixa e deve ser móvel e solta - e não rígida sobre a linha superior.  Um gancho duplo é uma falta. O árbitro, durante o julgamento, deve apreciar a cauda sobre as costas.

 TEMPERAMENTO 

Inteligente, gentil, leal, adaptável, alerta, cheio de atividade, ansioso por servir, amistoso porém conservador, nunca receoso ou tímido, e nem abertamente agressivo. Agressividade sem provocação deve ser severamente penalizada.

 

 DESQUALIFICAÇÕES

 •- Qualquer outra cor que não seja branco-puro, creme, biscuit ou  branco e biscuit

•- Olhos azuis.

 

 

 

 

SÃO BERNARDO

 

 PADRÃO OFICIAL DO SÃO BERNARDO PELO CURTO

 

APARÊNCIA GERAL 

Possante, figura proporcionalmente alta, forte e musculosa em todas as partes, com cabeça poderosa e expressão muito inteligente. Em cães com a máscara escura, a expressão parece mais austera, mas nunca má.

CABEÇA 

Como o corpo todo, muito possante e imponente. O Crânio é maciço e largo, ligeiramente arqueado e os lados se inclinam numa curva suave até os ossos da parte superior da face, muito fortemente desenvolvidos. O occipital é apenas, moderadamente, desenvolvido. As arcadas orbitárias são muito desenvolvidas e formam, quase que, um ângulo reto com o eixo horizontal da cabeça. Profundamente embutido entre os olhos e começando na raiz do focinho, um sulco mediano percorre todo o crânio. Ele é fortemente acentuado na primeira metade, desaparecendo gradualmente em direção da base do occipital. As linhas dos lados da cabeça divergem consideravelmente, dos cantos externos dos olhos em direção à parte posterior da cabeça. A pele da testa, acima dos olhos, forma rugas perceptíveis, mais ou menos pronunciadas, que convergem em direção ao sulco. Especialmente quando o cão está em atenção, as rugas são mais visíveis sem dar uma impressão melancólica. Rugas fortemente desenvolvidas não são desejáveis. A inclinação do crânio para o focinho é abrupta e mais propriamente íngreme. 

O Focinho é curto, não afina, e a profundidade vertical na raiz do focinho deve ser maior do que o comprimento. A cana nasal não é arqueada, e sim reta; em alguns cães, ocasionalmente, ligeira¬mente quebrada. Uma depressão larga, bem acentuada e rasa percor¬re a cana nasal da raiz do focinho até o nariz. Os lábios do maxilar superior são fortemente desenvolvidos, sem um talhe abrup¬to, mas formando uma bonita curva em direção à borda inferior, e ligeiramente pendentes. Os lábios da mandíbula não devem ser profundamente pendentes. Os dentes devem ser sadios e fortes, mordendo em tesoura ou torquês, sendo preferível a mordedura em tesoura. O prognatismo, embora encontrado, às vezes, em bons exemplares, não é desejável. O retrognatismo é um defeito. O céu da boca preto é desejável. Nariz - (Schwamm) - Bastante substancial, largo, com narinas bem abertas e, como os lábios, sempre pretos. Orelhas - De tamanho médio, inseridas altas, com concha (Muschel) muito fortemente desenvolvida na base. Eles ficam ligeiramente afastadas da cabeça na base, caindo em seguida, com uma curva aguda para o lado, pendendo junto à cabeça sem virar. O couro é macio e forma um triângulo arredondado, ligeiramente alongado em direção à ponta. O bordo anterior adere firmemente à cabeça, enquanto o bordo de trás pode ficar um tanto afastado da cabeça, especialmente, quando o cão está atento. Orelhas de inserção plana, cuja base adere à cabeça, conferem ao crânio um exterior oval e muito pouco expressivo, enquanto que uma base fortemente desenvolvida dão ao crânio uma aparência mais quadra¬da, mais larga e muito mais expressiva. Olhos - Inseridos mais para a frente do que para os lados, são de tamanho médio, ma¬rons-escuros, com expressão amistosa e inteligente, moderadamente profundos. As pálpebras inferiores, via de regra, não fecham com-pletamente e, se for o caso, formam uma ruga angular em direção ao canto interno do olho. Pálpebras que sejam excessivamente pen¬dentes, e mostrem visivelmente a conjuntiva muito vermelha, e olhos muito claros são indesejáveis.

PESCOÇO 

Inserido alto, e em ação é portado ereto. Não horizontalmente ou ligeiramente para baixo. A junção da cabeça e pescoço é distinta¬mente marcada por um degrau. A nuca é muito musculosa e arredon¬dada dos lados, o que acentua a aparência de pescoço curto. A barbela da garganta e pescoço é bem pronunciada; excessivamente desenvolvida, não é desejável.

OMBROS 

Inclinados e largos, muito musculosos e poderosos. A cernelha é fortemente pronunciada.

TÓRAX 

Muito bem arqueado, moderadamente profundo, não alcança abaixo dos cotovelos.

LINHA SUPERIOR 

Muito larga, perfeitamente reta até o lombo, dai inclinando-se levemente para a garupa, e fundindo-se imperceptivelmente à raiz da cauda.

POSTERIORES 

Bem desenvolvidos. Pernas muito musculosas.

ABDÔMEN 

Destaca-se nitidamente do lombo forte, com um esgalgamento muito leve.

CAUDA  

Começando larga e poderosa, diretamente da garupa, é longa, muito pesada, terminando numa ponta poderosa. Em repouso ela pende reta para baixo, virando levemente para cima apenas no terço inferior, o que não é considerado uma falta. Em muitos exemplares a cauda é portada com a ponta ligeiramente curva formando um f (efe). Em ação, todos os cães portam a cauda virada, mais ou menos, para cima. Contudo, ela não pode ser portada muito ereta ou de forma alguma enrolada sobre a linha superior. Um ligeiro enrolamento da ponta é admissível.

ANTEBRAÇOS 

Muito poderosos e extraordinariamente musculosos.

 PERNAS DIANTEIRAS

Retas e fortes. 

PERNAS TRASEIRAS 

Jarretes de angulação moderada. Quintos dedos são indesejáveis; se presentes, eles não devem estorvar a movimentação.

PÉS 

Largos, com dedos fortes, moderadamente fechados, e com as juntas altas. Os assim chamados quintos dedos que ocorrem, às vezes, no lado interno das pernas traseiras são dedos imperfeitamente desenvolvidos. Eles não são úteis para o cão e não são levados em consideração no julgamento. Eles podem ser removidos por cirurgia.

PELAGEM 

Muito densa, de pelo curto (stockhaaring) uniforme, duro, sem contudo ser áspero ao toque. As coxas são ligeiramente mais co¬bertas de pelo espesso. A cauda, na raiz, tem pelo mais longo e mais denso, que se torna gradualmente mais curto em direção à ponta. A cauda é cheia e não forma uma bandeira.

COR 

Branco com vermelho ou vermelho com branco, o vermelho nos seus variados tons; malhas rajadas com marcas brancas. As cores verme¬lho e marrom-amarelado são de valor inteiramente igual. As marcas necessárias são: peito, pés e ponta da cauda, brancos, faixa branca na cana nasal, colar ou mancha na nuca; o último e a faixa branca no focinho (blaze) são muito desejáveis. Nunca de uma cor sólida ou sem branco. Todas as outras cores são penalizáveis, exceto os tons escuros favoritos na cabeça (máscara)  e orelhas. Existem dois tipos: cães com manto e cães com pelagem salpicada.

ALTURA NO OMBRO 

A do macho deve ser 70cm no mínimo a da fêmea 65cm . As fêmeas são de construção mais refinada e delicada.

CONSIDERADOS COMO DEFEITO 

Todos os desvios do Padrão, como, por exemplo, uma linha superior selada e uma linha superior desproporcionalmente longa, jarretes muito angulados, posteriores retos, pelos crescendo nos espaços entre os dedos, cotovelos abertos, jarretes de vaca e metacarpos cedidos.

 

PELO LONGO

 

O tipo de Pelo Longo se assemelha totalmente ao de pelo curto, exceto pelo fato da pelagem não ser de pelos curtos (stockhaa¬ring), mas de comprimento médio, de lisa para ligeiramente ondulada, nunca enrolada ou crespa, nem felpuda. Geralmente, na linha superior, especialmente a partir da região do lombo e da garupa, o pelo é mais ondulado, uma condição, a propósito, que está ligeiramente presente nos cães de Pelo Curto. A cauda é cheia com pelos densos de comprimento moderado. Pelos crespos ou eriçados na cauda não são desejáveis. Uma cauda com pelo repartido, ou uma cauda em bandeira é uma falta. A cara e as orelhas são cobertas de pelo curto e macio; pelo mais longo na base da orelha é per¬missível. Pernas da frente apenas ligeiramente franjadas; coxas bastante peludas.  

 

TERRA NOVA

 

 

COR 

A cor é secundária em relação ao tipo, estrutura e robustez. As cores reconhecidas no TERRA NOVA são preto, marrom, cinza e branco e preto.

CORES SÓLIDAS 

Pretos, Marrons e Cinzas podem apresentar-se como cores sólidas ou cores sólidas com branco, em um, alguns ou todos os seguintes locais: queixo, antepeito, dedos e ponta da cauda. Alguma quantidade de branco encontrada nesses lugares é típica e não deve ser penalizada. Também é típico um matiz bronzeado em pelagens pretas  ou cinzas e franjas mais claras em pelagens marrons ou cinzas.

 LANDSEER 

Pelagem básica branca com manchas pretas. Tipicamente, a cabeça é preto sólido, ou preto com branco no focinho com ou sem mancha branca na testa (blaze). Há uma malha preta separada e preto na garupa estendendo-se em direção à cauda branca. 

Marcações, consideradas extremamente desviadas das descritas,  em ambas - Cores Sólidas ou  Landseers, devem ser penalizadas apenas de acordo com a extensão do desvio. Branco límpido ou branco com um mínimo de pequenos salpicos é preferível.

A beleza das marcas deve ser considerada apenas quando comparando cães  com  qualidades, por outro lado, comparáveis e nunca às custas do tipo, estrutura e robustez.

 DESQUALIFICAÇÕES - Qualquer cor ou combinação de cores não descritas, especificamente, são desqualificações.

MOVIMENTAÇÃO 

O TERRA NOVA em movimentação tem um bom alcance, forte propulsão e dá a impressão de que o faz sem esforços. Sua andadura é suave e rítmica, cobrindo uma quantidade máxima de terreno com um número mínimo de passadas. Anteriores e posteriores trabalham retos para a frente. A medida em que a velocidade do Cão aumenta, as pernas tendem para deixar rastro único (single tracking). Quando em movimentação uma oscilação ligeira da pele é típica da raça. Para boa movimentação é essencial o balanceamento correto dos conjuntos anterior e posterior.

TEMPERAMENTO 

O carimbo do TERRA NOVA é a doçura de temperamento. Esta é a  característica isolada mais importante da raça.

 DESQUALIFICAÇÕES

•- Qualquer cor ou combinação de cores não descritas específicamente são desqualificáveis.

 

PADRÃO OFICIAL DO CÃO DA TERRA NOVA (NEWFOUNDLAND)

 

APARÊNCIA GERAL 

O  TERRA NOVA é um Cão de temperamento doce que não se porta com obstinação nem com mau-humor. Ele é um companheiro devotado. Um Cão de múltiplos propósitos, em casa, em terra ou na água, o TER¬RA NOVA é capaz de trabalhos de tração e possui habilidades natu¬rais de salva-vidas.

O TERRA NOVA é um Cão grande, de grande quantidade de pelagem e bem balanceado; é de corpo profundo, ossatura pesada, musculoso e forte. Um bom espécime da raça tem um porte de cabeça digno e orgulhoso.

A descrição que se segue é a de um TERRA NOVA  ideal. Qualquer desvio desse ideal deve ser penalizado de acordo com a extensão do desvio. Faltas estruturais e de movimentação comuns em todos os cães de trabalho, assim como em qualquer outra raça, são inde¬sejáveis no TERRA NOVA, ainda que elas não sejam, especificamen¬te, mencionadas aqui.

 

TAMANHO, PROPORÇÃO E SUBSTÂNCIA 

A média de altura para machos adultos é de 71 cm  e para fêmeas adultas 66 cm . O peso aproximado dos machos adultos é de 65 a 75 kg (130 a 150 libras), e das fêmeas adultas: de 50 a 60 kg (100 a 120 libras). 

A aparência do macho é por tudo mais pesada do que a da fêmea. Tamanho grande é desejável, porém, nunca às custas do balancea¬mento, estrutura e movimentação correta. O TERRA NOVA  é ligeiramente mais comprido do que alto quando medido da ponta do ombro até a ponta do traseiro e da cernelha ao chão. Ele é um Cão de considerável  substância que é determinada pelo arqueamento das costelas, musculatura forte e ossatura pesada.

CABEÇA  

A cabeça é pesada com crânio largo e abóbada ligeiramente arquea¬da, e osso occipital fortemente desenvolvido. Bochechas bem desenvolvidas. Olhos marrons-escuros (Marrons e Cinzas podem ter olhos mais claros e só deverão ser penalizados quando a extensão dessa cor prejudicar a expressão). Eles são relativamente peque¬nos, inseridos profundamente, e colocados bem afastados. As pálpebras são bem ajustadas, sem entrópio (inversão). Orelhas são relativamente pequenas e triangulares com pontas arredondadas. Elas são inseridas no nível do crânio, ou um pouco acima da sobrancelha e repousam junto à cabeça. Quando a orelha é trazida para a frente ela atinge até o canto interno do olho do mesmo lado. A expressão é suave e reflete as características da raça: benevolência, inteligência e dignidade. A testa e o focinho são lisos e livres de rugas. O grau de inclinação do stop é moderado, porém, em virtude das arcadas orbitárias bem desenvolvidas, de perfil ele pode aparentar ser abrupto. Focinho é bem definido completamente largo e profundo em todo o seu comprimento. A pro¬fundidade e a largura são aproximadamente iguais, o comprimento da ponta do nariz ao stop é menor do que o do stop ao occipital. A parte superior do focinho é arredondada, e de perfil a cana nasal é reta, ou só levemente arqueada. Os dentes encaixam-se em uma mordedura em tesoura ou torquês. Em uma mordedura de outra forma normal, a falta de incisivos inferiores não é indicativa de má oclusão esquelética e será considerada somente uma falta me¬nor.

 

 PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO 

O pescoço é forte e bem inserido nos ombros e é longo o bastante para um porte orgulhoso de cabeça. A Linha superior é forte, larga e musculosa e em nível desde,  precisamente, atrás da cernelha até a garupa. O  tórax é cheio e profundo com o esterno atingindo pelo menos, a altura dos cotovelos. Costelas bem arqueadas  com o terço anterior da caixa torácica afinando para permitir a liberação do cotovelo. O flanco é profundo. A garupa é larga e inclina-se ligeiramente.  Cauda - Cauda inserida em continuação à linha natural da garupa. A cauda é larga na base e forte. Não há torções, e as últimas vértebras atingem o jarrete. Quando o Cão está parado relaxado, a cauda pende reta ou com uma leve curvatura na ponta. Quando o Cão está em movimento ou excitado a cauda é por-tada fora, mas nunca deve curvar-se sobre a linha superior.

 ANTERIORES 

Os ombros são musculosos e bem inclinados para trás. Os cotovelos ficam diretamente abaixo do ponto mais alto da cernelha. Os ante¬riores são musculosos, de ossatura pesada, retos e paralelos um ao outro, e os cotovelos apontam diretamente para trás. A distância do cotovelo ao chão é igual a, cerca da, metade da altura do Cão. Metacarpos são fortes e levemente inclinados. Pés são pro¬porcionais ao corpo, em tamanho; com membrana natatória, e pé tipo de gato.  Quintos dedos podem ser removidos.

POSTERIORES 

O conjunto posterior é poderoso, musculoso e de ossatura pesada. Vistas por trás as pernas são retas e paralelas. Vistas de lado, as  coxas são largas e relativamente longas. Joelhos e jarretes bem angulados e a linha do jarrete ao chão é perpendicular. Os jarretes são bem descidos. Os pés de trás são similares aos pés da frente. Quintos dedos devem ser removidos.

 PELAGEM 

O TERRA NOVA  adulto tem uma pelagem acamada, que repele a água e dupla, e que tende a retornar ao lugar quando comprimida contra a sub-pelo. O pelo externo é grosseiro, moderadamente longo, e cheio; tanto reto como com ondas. O sub-pelo é macio e denso. apesar de ele ser, freqüentemente, menos denso durante os meses de verão ou em climas mais quentes. O pelo da cara e do focinho é curto e fino. A de trás das pernas é toda franjada até embaixo. A cauda é coberta com longo pelo denso.

Excesso de pelo pode ser cortado (trimado) por higiene. Bigodes não precisam ser cortados.

 

 

WESH CORGI CARDIGAN

 

PADRÃO OFICIAL DO WELSH CORGI CARDIGAN

 

APARÊNCIA GERAL  

Baixo, com ossatura moderadamente pesada e tórax profundo. Toda a silhueta é alongada em relação à altura, culminando com uma cauda de inserção baixa,  peluda como a de uma raposa. A IMPRESSÃO GE¬RAL é a de um cão gracioso, poderoso, pequeno, capaz tanto de velocidade como de resistência, inteligente, vigorosamente cons¬truído mas não grosseiro.

 

TAMANHO, PROPORÇÃO, SUBSTÂNCIA  

O balanceamento geral é mais importante do que o tamanho em si. Machos e fêmeas devem ter de 26,5cm a 32cm  na cernelha quando parados naturalmente. O comprimento deverá estar entre 91,5cm e 109cm , medido da ponta do nariz até a ponta da cauda. O comprimento da linha superior (da base do pescoço até a base da cauda) deve ser aproximadamente uma vez e meia maior do que a altura. O ideal é que os machos devam  pesar de 15 a 19 quilos e as fêmeas de 12,5 a 17 quilos. Falta de balanceamento geral, cães muito acima ou muito abaixo do tamanho são faltas sérias.

CABEÇA  

A cabeça deve ser refinada de acordo com o sexo e substância do cão. Nunca deve aparentar ser muito grande e pesada nem muito pequena e refinada, de maneira a ficar fora de balanceamento em relação ao resto do cão. A expressão deve ser alerta e gentil, vigilante e amistosa. Os olhos são de médios para grandes, nunca salientes; com os bordos das pálpebras escuros e as comissuras bem definidas. São inseridos bem separados. Podem ser claros ou escuros, em harmonia com a cor da pelagem. Olhos azuis (incluindo olhos parcialmente azuis), ou um escuro e o outro azul são permitidos nos azuis-marmorizados; em qualquer outra coloração de pelagem que não seja azul-marmorizado, é uma Desqualificação. 

As orelhas são grandes e proeminentes em proporção ao tamanho do cão. Ligeiramente arredondadas na ponta e com uma cartilagem bem forte. Moderadamente largas na base, portadas eretas e inclina¬do-se ligeiramente para a frente quando estão alertas. Quando eretas as pontas ligeiramente afastadas entre si dentro de duas linhas retas traçadas a partir da ponta do nariz, passando através do centro de cada olho, e dirigindo-se até a ponta.  Orelhas pequenas e/ou pontudas são faltas sérias. Orelhas caídas constituem desqualificação.

CRÂNIO  - O topo do crânio é, moderadamente, largo e achatado entre as orelhas, estreitando-se em direção aos olhos; e não apresenta proeminência do occipital. Há uma ligeira depressão entre os olhos. As bochechas são chatas com algum cinzelamento no lugar onde elas se divisam com o focinho e abaixo dos olhos. Os arcos zigomáticos não devem ser proeminentes. O focinho  da pon-ta do nariz até a base do stop, deve ser mais curto que o compri¬mento do crânio, medido da base do stop até o ponto mais alto do occipital; a proporção é: três partes de focinho para cinco par¬tes de crânio; é arredondado mas não abrupto, afilado porém não pontudo. De perfil a linha superior do focinho deve ser paralela à do crânio, mas situada em um nível mais baixo devido ao stop moderado, mas definido. O Nariz é preto, exceto nos azuis  para os quais o nariz preto é preferido, entretanto, nari¬zes manchados são tolerados. Um nariz que não seja preto sólido em qualquer outra cor é uma desqualificação.  Os lábios  são se¬cos e bem ajustados em toda a sua volta. As maxilas são fortes e definidas. A  mandíbula é moderadamente profunda e bem formada, alcançando até a base do nariz; e é arredondada no queixo. Os dentes  são fortes e regulares. A mordedura em tesoura é a preferida; isto é, aquela na qual o lado de dentro dos incisivos supe-riores encaixa-se perfeitamente no lado externo dos incisivos inferiores. Retrognatismo, prognatismo ou mordedura retorcida são faltas sérias.

 

 

PESCOÇO, LINHA SUPERIOR, CORPO  

PESCOÇO moderadamente longo e musculoso sem barbelas. É bem de¬senvolvido - especialmente nos machos - e em proporção com a construção do cão. Ele é bem colocado ajustando-se corretamente aos ombros fortes, e bem constituídos. A LINHA SUPERIOR é em nível. CORPO longo e forte. Tórax, moderadamente, largo com antepeito bem proeminente, peito profundo, e com costelas bem arqueadas para permitir boa capacidade pulmonar. As costelas se esten¬dem bem para trás. Ombro  curto, forte, de abdômen, moderadamente, esgalgado. A cintura é bem definida. Garupa  ligeiramente inclinada em direção à inserção da cauda.  Cauda  inserida razoa¬velmente baixa em relação à linha do corpo e chega bem abaixo do jarrete. É portada baixa quando o cão está parado ou move-se de vagar; e fica paralela ao chão quando ele se move mais depressa, elevando-se quando o cão está excitado, mas nunca curvada por sobre a linha superior.  Cauda alta é uma falta séria.

ANTERIORES  

O tórax de largura moderada afila em direção a um peito profundo, bem descido por entre as pernas da frente. Os ombros inclinam-se para baixo e para fora o suficiente para acomodarem-se ao  arque¬amento, desejável, das costelas. A lamina do ombro (escápula) é longa e bem inclinada para trás, encontrando-se com o braço (úmero) em um ângulo, relativamente, reto. O úmero é aproximadamente tão longo quanto a escápula. Os cotovelos devem ser mantidos junto ao corpo - nem soltos e nem comprimidos. A perna da frente (ulna e rádio) deve ter uma curvatura para se ajustar ao arquea¬mento das costelas. A inclinação do antebraço faz com que os punhos 

(junta do carpo) fiquem  um pouco mais juntos do que os co¬tovelos. Os metacarpos são fortes e flexíveis. Os quintos dedos devem ser removidos. Os pés são relativamente grandes e arredon-dados, almofadas bem cheias. Eles apontam ligeiramente para fora (relativamente a uma posição reta para a frente) para balancear a largura dos ombros. Este desvio não deve ser superior a 30 graus considerados em relação à linha central, quando o cão é visto de cima. Os dedos não devem ser espalmados.

A FRENTE CORRETA DO  CARDIGAN não é nem reta nem tão curvada que possa dar a impressão de falta de robustez. No geral, a ossatura é pesada para um cão desse tamanho, mas não tão pesada a ponto de aparentar ser grosseira ou reduzir a agilidade.  Carpos fletidos para adiante, frentes retas, frente francesa são faltas sérias.

POSTERIORES  

Bem musculosos e fortes, mas ligeiramente menos largos do que os ombros. O coxal (pelve) inclina-se para baixo e a garupa forma um ângulo reto com o fêmur no acetábulo. Deve haver angulação mode¬rada do joelho e do jarrete. Os  jarretes são bem baixos. Os me¬tatarsos perpendiculares ao chão e paralelos um com o outro. Os quintos dedos devem ser removidos. Pés apontando diretamente para a frente e ligeiramente menores e mais ovais do que os da frente. Dedos arqueados e almofadas bem cheias. No geral os posteriores devem denotar suficiente força para propelir com eficiência este cão  pastor  baixo  e,  relativamente, pesado, sobre um terreno árduo.

 

PELAGEM  

É de comprimento médio, mas densa, uma vez que é dupla. Os pelos externos levemente ásperos em textura; nunca duros, encaracolados ou sedosos. São relativamente acamados e resistentes às intempé¬ries. O sub-pelo isolante é curto, macio e espesso. Uma pelagem correta é a que tem pelos curtos nas orelhas, cabeça, pernas; pelo mediano no corpo; e ligeiramente mais longo e grosso no co¬lar, na parte de trás das coxas formando calções e na parte de baixo da cauda. A pelagem não deve ser tão exagerada de forma a parecer que o cão é peludo. Esta raça sofre mudança de pelo, e a perda sazonal do sub-pelo não deve ser tão severamente penaliza¬da, contanto que o pelo esteja saudável. Não são permitidos cor¬tes, exceto para arrumar os pés, e caso se deseje, remover os bigodes. Pelo externo macio, de comprimento uniforme, duro, enca¬racolado, sedoso, destacadamente curto e/ou pelagens acamadas não são desejáveis. Uma pelagem distintamente comprida ou felpuda é uma falta extremamente séria.

COR  

Todos os matizes de vermelho, marta, e tigrado. Preto com ou sem pontos canela ou marcas tigradas. Azul-marmorizado (cinza e preto marmorizados) com ou sem pontos canela ou marcas tigradas. Não há preferência de cor. Marcações brancas são comuns: no pescoço (seja em 

parte, seja como um colar), no tórax, pernas, focinho, partes de baixo do corpo, ponta da cauda e lista na cabeça. O branco na cabeça não deve ser predominante e não pode haver branco rodeando os olhos. Qualquer outra cor que não as especificadas e/ou cor do corpo 

predominantemente branca são desqualificações.

 MOVIMENTAÇÃO  

É livre e suave, não denotando esforços. Vista de lado, movendo-se a trote, as pernas da frente devem atingir bem para a frente, sem que se elevem muito, coordenadas com a ação propulsora dos posteriores. O posicionamento correto do ombro e o bom ajuste dos cotovelos tornam possível um longo alcance, livre, na frente. Vistas de frente, as pernas não se movem em planos exatamente paralelos, mas inclinam-se ligeiramente para dentro para compen¬sar o encurtamento das pernas e a largura do tórax. Quando a trote, as pernas de trás, devem alcançar bem embaixo do corpo, mo-vendo-se na mesma linha das pernas da frente, e com os jarretes não se voltando nem para dentro, nem para fora; e em um movimento propulsivo poderoso e contínuo para trás, atingindo bem mais lon¬ge do que a inserção da cauda. Os pés devem trabalhar paralelos à linha de movimento sem tendência de oscilar para fora, cruzarem-se, ou interferirem um com o outro.  Movimento picado, rebolante, movimentação com ação alta, membros muito fechados ou muito abertos, indo e vindo, são incorretos.  Este é um cão pastor que pre¬cisa ter agilidade, liberdade de movimentos e resistência para fazer o trabalho para o qual ele foi desenvolvido.

 

TEMPERAMENTO 

Sempre bem disposto, leal, afetuoso e adaptável. Nunca covarde ou agressivo.

  

 DESQUALIFICAÇÕES

 

- Olhos azuis, ou parcialmente azuis em qualquer cor de pelagem,          

  que não seja azul marmorizado.

- Orelhas caídas.

- Nariz que não preto sólido, exceto nos azuis marmorizados.

- Qualquer outra cor que não as especificadas.

- Cor do corpo, predominantemente, branca.

 

 

WESH CORGI PEMBROKE

 

 

 

 PADRÃO OFICIAL DO WELSH CORGI PEMBROKE

 

APARÊNCIA GERAL  

De porte baixo, forte, poderosamente construído, e ativo, dando a impressão de substância e vigor em um corpo pequeno. Não deve ser nem tão baixo e tão pesado de ossos para aparentar ser grosseiro ou exagerado, nem tão leve para se assemelhar a um cão de corridas. Vigilante, mas com gentileza. De expressão inteligente e interessada, jamais covarde ou agressivo.

 

O tipo correto, incluindo: balanceamento geral e silhueta, atra¬tividade da cabeça, aparência inteligente e temperamento correto,  é de importância fundamental. A movimentação é especialmente im¬portante, principalmente quando vista de lado. Um cão com uma andadura suave e livre tem que ser bem construído e deve ser enca¬rado favoravelmente. Uma falta menor não deve, nunca, ter prioridade sobre as qualidades acima desejadas.

 

Um cão deverá ser penalizado, muito severamente,  pelas faltas que se seguem, não importando qualquer qualidade desejável,  que possa apresentar: tamanho muito grande ou muito pequeno; orelhas em botão, rosa, ou caídas; retrognatismo ou prognatismo; pelagem felpuda, malhada, mal-marcada e azulada.

 

TAMANHO, PROPORÇÃO E SUBSTÂNCIA  

TAMANHO (do chão até o ponto mais alto da cernelha) deve ser de 25,5 cm a 30,5 cm . O peso em   ao tamanho, porém, não excedendo 15 kg para machos e 14 kg para as fêmeas. Em condições de exposição, o macho ideal de tamanho médio, de ossos e substância corretos, deverá pesar, aproximadamente: 12,5 kg.  Es¬pécimes evidentemente acima do tamanho ou indivíduos diminutos, como se fossem um Cão de Luxo devem ser penalizados severamente.

PROPORÇÕES - Moderadamente longo e baixo. A distância medida da cernelha até a base da cauda deve ser aproximadamente 40% maior do que a distância da cernelha ao chão.

SUBSTÂNCIA -  Não deve ser tão baixo e nem tão pesado de ossos a ponto de aparentar ser grosseiro ou exagerado, nem tão leve de ossos para se assemelhar a um cão de corridas.

 

CABEÇA  

A cabeça  em forma e aparência, deve ser semelhante à da raposa. Expressão - Inteligente e interessada, mas não maliciosa. Crânio deve ser, ligeiramente, largo e achatado entre as orelhas. O stop é moderado. Os arcos zigomáticos com um arredondamento muito le¬ve; a região abaixo dos olhos não deve ser cheia, e assim como a cara, razoavelmente, cinzelada para produzir um focinho, moderadamente, afilado. A distância entre o occipital e o centro do stop deve ser maior que a distância do stop até a ponta do nariz, na proporção de 5 partes para o comprimento total do crânio e 3 partes para o focinho. O focinho não deve ser nem côncavo (em prato) nem com nariz romano. Olhos - Ovais e de tamanho médio; nem redondos ou protrusos, nem profundos como os olhos do porco. Inseridos, um tanto quanto, de maneira oblíqua. Coloridos com variações de marrom em harmonia com a cor da pelagem. O bordo das pálpebras é escuro, de preferência, preto. Apesar dos olhos escu¬ros realçarem a expressão, olhos realmente pretos são muito indesejáveis,  da mesma forma que os amarelos ou azulados.  Orelhas - São eretas, firmes e de tamanho médio, afilando ligeiramente em direção à ponta arredondada. São móveis,  e reagem sensivelmente aos sons. Linhas traçadas a partir da ponta do nariz passando, obliquamente, através dos olhos até a ponta das orelhas, deverão formar, aproximadamente, um 

triângulo eqüilátero.  Orelhas de morcego, orelhas pequenas  tipo das de gato, excessivamente gran¬des e fracas, orelhas caídas como um capuz, portadas muito alto ou muito baixo, são indesejáveis. Orelhas em botão, em rosa ou caídas constituem faltas muito sérias.  Nariz - Preto e com  pigmentação total. oca - Mordedura em tesoura: o lado interno dos incisivos superiores tocando o lado externo dos incisivos inferi¬ores. Mordedura em torquês é aceitável.  Retrognatismo ou prognatismo são faltas muito sérias. Os lábios devem ser pretos, esti¬cados, com pouco, ou nada cheios.

PESCOÇO, LINHA SUPERIOR E CORPO 

PESCOÇO - Razoavelmente longo. De comprimento suficiente para proporcionar balanceamento geral ao cão. Levemente arqueado, limpo, fundindo-se bem aos  ombros. Um pescoço muito curto dando a impressão de estar encolhido, ou longo e fino, ou pescoço de ove¬lha são faltosos. LINHA SUPERIOR - Firme e em nível, nem arqueada para cima nem cedendo abaixo na garupa. Uma ligeira depressão atrás dos ombros causada pela junção da pelagem pesada do pescoço  com a pelagem mais curta do corpo, é permitida.  CORPO - A caixa torácica deve ser bem arqueada, de formato, ligeiramente, oval, e moderadamente longa. Tórax profundo, bem descido por entre as pernas. A redução exagerada da altura interfere na liberdade de movimentos, desejada, e deve ser penalizada. Visto por cima, o corpo deve afinar, ligeiramente, para o fim do lombo. Lombo cur¬to.  Caixa torácica redonda ou achatada, falta de profundidade de peito, comprimento exagerado ou ossatura pesada em excesso, asso¬ciada a patas muito curtas, são indesejáveis. Cauda - Amputada o mais curto possível sem que fique embutida. Ocasionalmente um filhote pode nascer com uma cauda naturalmente encurtada, o que é aceitável se for curta o suficiente. Uma cauda de comprimento acima de 5cm , é tolerável,  porém, irá prejudicar a silhueta da linha superior  se for  portada alta.

ANTERIORES 

 Pernas curtas; os antebraços inclinam-se,  para dentro, ligeira¬mente, fazendo com que a distância entre os carpos seja menor que a distância entre as pontas dos ombros, mas só até o ponto de fazer com que a frente não tenha a aparência de ser totalmente reta. Ossos amplos, retos até os pés. Os  metacarpos são firmes e quase retos quando vistos de lado. Metacarpos cedidos e arqueados para a frente são faltas sérias. As escápulas são longas e bem inclinadas para trás ao longo da caixa torácica. Os braços de comprimento, aproximadamente, igual ao da escápula. Os cotovelos são paralelos ao corpo e não proeminentes; situados bem para trás a fim de que fiquem dentro de uma linha perpendicular traçada do chão à ponta da escápula. Pés  - Ovais, com os dois dedos cen¬trais um pouco mais longos do que os dois laterais; não se viran¬do para dentro, nem para fora. Almofadas fortes e dedos arquea¬dos. Unhas curtas. Quintos dedos em ambas as pernas, anteriores e posteriores são, usualmente, removidos. Pés muito redondos, lon¬gos e estreitos, ou pés de dedos espalhados são faltosos.

 

POSTERIORES  

De ossos largos e fortes; flexíveis, com angulação moderada do joelho e do jarrete. Angulações exageradas, assim como, as muito discretas, constituem falta. As coxas devem ser bem musculosas. Os jarretes curtos, paralelos, e quando vistos de lado, são  per¬pendiculares ao chão. Jarretes com junta dupla ou jarretes de vaca são muito indesejáveis. Jarretes desbalanceados ou descon¬juntados são muito penalizados. Pés - Como na frente.

 

PELAGEM  

De comprimento médio; com sub-pelo curto, espesso, resistente às intempéries e pelo externo mais longo. O comprimento geral varia: em volta do pescoço há um ligeiro colar, antepeito e ombros com pelos mais grossos e compridos.  A pelagem do corpo é assentada. O pelo é ligeiramente mais longo na parte de trás das pernas da frente e nas partes baixas do corpo, e um pouco mais cheio e com¬prido atrás dos posteriores. A pelagem é, de preferência, reta, mas uma ondulação ligeira é permitida. Esta raça sofre muda de pelo, e a falta  sazonal de sub-pelo não deve ser  penalizada com muita severidade, contanto que o pelo seja lustroso, saudável e bem tratado. Um pelo duro, destacadamente ondulado é muito falto¬so, assim como um pelo curto, suave e fino.

Faltas muito sérias - FOFOS - Com uma pelagem de comprimento  extremo com franjamento exagerado nas orelhas, peito, pernas e pés, partes inferiores e posteriores. O corte (trimming) desse tipo de pelagem não a torna mais aceitável.

O CORGI deve ser apresentado em suas condições naturais, sem ne¬nhum corte (trimming) permitido, exceto para limpar os pés, e remover os bigodes.

COR  

O pelo externo deve ser de cores sólidas: vermelho, marta, casta¬nho-amarelado, preto e canela, com ou sem manchas brancas. O branco é aceitável nas pernas, antepeito, pescoço (seja em parte, seja como um colar), focinho, partes inferiores do corpo e uma mancha estreita na cabeça (blaze). Faltas muito sérias: 

MALHADOS - Cor do corpo branca com malhas vermelhas ou escuras.  

AZULADOS - Porções da pelagem coloridas com um matiz, distinta¬mente, azulado ou esfumaçado. Essa coloração está associada a olhos extremamente claros ou azuis e com  pigmentação fígado ou cinza das pálpebras, nariz e lábios. 

MAL MARCADOS - Cores sólidas com algumas áreas de branco na linha superior - entre a cernelha e a cauda, dos lados - entre os cotovelos e os posteriores, ou nas orelhas. Pretos com manchas brancas e sem marcação canela.

MOVIMENTAÇÃO  

É livre e suave. Os anteriores, sem muita elevação, devem atingir o solo bem para a frente e em coordenação com a ação propulsora dos posteriores. A  colocação correta dos ombros e os cotovelos bem posicionados conferem um alcance longo e livre  do anterior. Vistas de frente, as pernas não se movem em planos paralelos: inclinam-se ligeiramente para dentro a fim de compensar o seu comprimento reduzido e a largura do tórax. As pernas de trás devem propulsar bem embaixo do corpo e moverem-se em linha com as pernas da frente, com os jarretes não se virando nem para dentro nem para fora. Os pés devem trabalhar paralelos com a linha da movimentação, sem serem jogados para fora (remar), sem se cruzar, ou interferir um com o outro. Movimentação curta, picada, rebo¬lante ou com elevação dos membros, assim como, um ir ou vir muito fechado ou, excessivamente, aberto são incorretos. Este é um cão de pastoreio que precisa ter agilidade, liberdade de movimentos, e resistência para executar o trabalho em função do qual foi de¬senvolvido.

 

TEMPERAMENTO   

Aparência de valente, mas amável. Nunca covarde ou agressivo . O árbitro deverá dispensar da Pista  de Julgamento qualquer WELSH CORGI PEMBROKE que seja excessivamente tímido.

 

 

 

 

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